Sob os olhos dos vizinhos do Harlem e de Hamilton Heights, uma equipe de mudança composta principalmente de irmãos da igreja batista alemã da Pensilvânia, muitas vezes confundidos com integrantes da seita amish por seu uso de vestimentas simples, orientavam a casa de dois pavimentos e 298 toneladas em sua viagem de 220 minutos, iniciada em seu antigo local, em Convent Avenue.
A velocidade constatada da casa, projetada pelo mesmo arquiteto que projetou a prefeitura de Nova York, é de 64 metros por hora (e ninguém sabe a que velocidade a sede da prefeitura se move.)
Em seu novo terreno, a casa será restaurada pelo Serviço Nacional de Parques, e reaberta ao público no ano que vem. O custo do projeto é de US$ 8,4 milhões.
Na Convent Avenue, a fachada formal da casa ficava tão perto da igreja episcopal St. Luke, logo ao lado, que se tornava quase invisível. Os visitantes tinham de entrar na casa pela lateral, e poucos deles apareciam.
Ainda que a casa seja considerada monumento nacional, estava quase esquecida. "Para os moradores da comunidade foi como se o nosso irmão das Ilhas Virgens tivesse decidido voltar para casa", disse o deputado Charles Rangel, democrata de Manhattan que está envolvido há décadas em esforços pela restauração da casa.
Hamilton passou a infância vivendo em St. Croix, nas Ilhas Virgens. Assistindo ao espetáculo, do St. Nicholas Park, Winston Walker disse coisa bem parecida sobre Hamilton: "Ele era imigrante, e isso faz diferença", disse Walker, nascido na Jamaica e hoje morador da Convent Avenue, na esquina com a rua 148.
"Ele era um de nós." Um senso de propriedade, de contato pessoal com Hamilton, co-autor dos "Federalist Papers" e primeiro secretário do Tesouro americano, era evidente entre seus vizinhos.
Sheryl Lee, 29 anos, produtora musical e instrumentista moradora na casa ao lado, disse que "era muito bom olhar da minha janela e ver a casa de Alexander Hamilton. Esteve aqui por tanto tempo. Era ela que fazia da Convent Avenue a Convent Avenue".
Larry Butler, 52 anos, segurança de um hospital, estava passeando com seu cachorro diante do terreno até recentemente ocupado pela casa. Ele acha que a vista melhorou sem The Grange, mas afirma que aprovou a mudança por outros motivos.
"Agora que a casa está no parque, poderá ser exibida em toda a sua glória", afirmou. Resta uma questão pendente sobre o destino final da casa, porém.
Um processo apresentado na semana passada pela Friends of Hamilton Grange, uma associação de grupos comunitários, proprietários de imóveis e defensores da preservação histórica quer impedir que o serviço municipal de parques reoriente a casa de maneira a colocar sua fachada de frente para a rua 141.
O grupo insiste que, em lugar disso, a casa mantenha a orientação que tinha no local original, na rua 143, onde esteve localizada entre 1802 e 1899, antes de ser transferida à Convent Avenue.
O processo, que foi aberto junto à Justiça federal, não contesta a mudança em si. O transporte começou às 7h30. A casa já havia sido erguida sobre macacos hidráulicos de modo a passar por sobre a arcada aberta da igreja e depois foi posicionada sobre sete carrinhos controlados por uma unidade remota montada na porção frontal do conjunto.
A mudança foi conduzida por uma equipe da Wolfe House and Building Movers, de Bernville, Pensilvânia, comandada pelos Jamin, Mark, Nathan e Nevin Buckingham.
A Wolfe foi escolhida para a tarefa em parte porque foi a única empresa a apresentar proposta que tinha experiência comprovada no transporte de edifícios históricos retirados de suas fundações, disse Sid Raman, presidente da Integrated Construction Enterprises, de Belleville, Nova Jersey, a empreiteira encarregada do projeto como um todo.
Às 9h35, a casa passou pelo Steinman Hall, um edifício do City College, com uma folga de apenas 45 centímetros. Ao chegar ao parque, ela foi girada para a orientação escolhida.
Maria Burks, comissária dos parques nacionais no porto de Nova York, classificou a mudança em si como uma "obra de arte". Observando a média distância estava James Wyckoff.
Em 1652, seus ancestrais construíram o que hoje é conhecido como o Pieter Claesen Wyckoff House Museum, na Clarendon Road com Ralph Avenue, em Brooklyn, uma construção 150 anos mais velha do que a casa de Hamilton.
"Não estamos falando de uma verdadeira antiguidade", disse Hamilton, acompanhando a descida da ladeira pela casa. "Mas é uma beleza mesmo assim."
Fonte: terra.com
diretiva que harmonizará as políticas de repatriação de imigrantes nos 27 países do bloco e deverá facilitar a expulsão dos cerca de 8 milhões de ilegais residentes atualmente no bloco.
A proposta elaborada pela Comissão Européia, o braço Executivo da União Européia, conseguiu um consenso depois de três anos de debates e ajustes de última hora realizados nesta semana para atender a exigências do Parlamento Europeu, que deve dar oficialmente seu aval na sessão plenária do próximo dia 18.
Segundo a versão final da diretiva, os imigrantes ilegais terão um prazo de 30 dias para deixar voluntariamente o território europeu.
Caso se neguem a fazê-lo, poderão ser detidos em centros especiais por até seis meses, período em que seu processo de repatriação deverá ser julgado e concluído.
Esse prazo poderá ser prorrogado para 18 meses em caso de atrasos excepcionais, como dificuldades para determinar o país de origem do imigrante, um caso comum em relação aos africanos que chegam em barco às Ilhas Canárias, na Espanha.
Concluído o período limite, o imigrante deve ser liberado, independentemente de ter uma ordem de expulsão cujo cumprimento foi atrasado por falta de documentos, problemas de vôo ou qualquer outro imprevisto.
Harmonização
Para Bruxelas, o prazo estabelecido dará às autoridades o tempo necessário para concluir uma ordem de expulsão e acabará com a possibilidade de que o ilegal volte a ganhar as ruas e desapareça do controle dos serviços de imigração.
Atualmente, os limites de detenção variam entre 32 dias na França e 20 meses na Letônia, já que a pasta de imigração é competência dos governos nacionais.
As novas normas, que devem entrar em vigor a meados de 2010, serão aplicadas em todos os países europeus.
"Não é eficiente manter 27 políticas de imigração justapostas. Um enfoque comum é, no meu ponto de vista, a melhor forma de se proteger de eventuais desvios populistas e xenófobos", defendeu nesta semana o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso.
A pedido do Parlamento Europeu, a diretiva inclui uma cláusula pela qual os países membros se comprometem a oferecer assistência jurídica gratuita a alguns imigrantes, financiada, em parte, pela Comissão Européia.
Depois desse ajuste, o ministro de Interior da Eslovênia, Dragutin Mate, cujo país detém a presidência de turno da União Européia, disse estar confiante de que não haverá surpresas em relação à aprovação parlamentar.
"Será um passo importante. Essa é a primeira diretiva sobre política de imigração em cuja decisão o Parlamento participa plenamente", afirmou nesta quinta-feira em entrevista coletiva.
Fonte:bbcbrasil

Segundo a fonte, as equipes de Operações de Fugitivos do ICE detiveram os imigrantes nos estados de Califórnia, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Tennessee e Texas, e precisou que mais de 70% dos detidos tinham antecedentes criminais.
"O ICE está comprometido na proteção da integridade de nosso sistema de imigração", disse a assistente do Departamento de Segurança Nacional para o ICE, Julie L.Myers, que acrescentou que, "devido ao êxito de operações similares", pela primeira vez se está vendo "como diminuem os imigrantes ilegais da população".
Além disso, a agência ressaltou que este tipo de operações prioriza os casos de imigrantes violentos que representam uma ameaça para a segurança do país.
Entre os casos mais urgentes estão os de estupradores, membros suspeitos de pertencer a grupos armados e os indivíduos condenados por crimes violentos.
Fonte: terra.com.br

Obama renunciou à Igreja da Trindade Unida em Cristo, a qual frequentou por 16 anos, em uma tentativa de superar as especulações sobre o assunto ao se aproximar da nomeação democrata para disputar as eleições contra o candidato republicado John McCain para a Casa Branca.
"Eu não cheguei a essa decisão facilmente. Francamente eu a tomei com certa tristeza", Obama disse a repórteres em Dakota do Sul. "A Igreja da Trindade foi onde eu encontrei Jesus Cristo, onde nos casamos e onde nossas crianças foram batizadas."
O senador de Illinois, que poderá ser o primeiro presidente negro dos EUA, se afastou no mês passado do pastor Jeremiah Wright, que desagradou muitos com seus sermões anti-americanos e de fundo racista.
Quando a polêmica sobre as declarações de Wright perdia destaque, um padre católico zombou da adversária Hillary Clinton, em um sermão como convidado em uma Igreja da Trindade.
Em seu sermão, o padre Michael Pfleger gritou e imitou Hillary. Pfleger mais tarde se desculpou pelos comentários e foi criticado por Obama e pelo arcebispo de Chicago.
"Está claro que agora que sou candidato à Presidência, toda vez que algo é dito na igreja por alguém com ligações à Trindade, incluindo pastores convidados, as afirmações serão imputadas a mim, mesmo que estejam totalmente em conflito com minhas visões de longa data, opiniões e princípios", declarou Obama.
Fonte:terra.com.br

Foram detidas 441 pessoas na Califórnia do Norte, 327 na área de Los Angeles e 137 em San Diego.
O ICE aumentou as operações contra imigrantes que ignoram ordens de deportação. Quando os agentes vão ao último endereço conhecido do imigrante que deve ser deportação e encontram outros estrangeiros, perguntam a eles por seu status legal nos EUA.
Os que não conseguem provar que vivem de maneira legal no país são detidos.
Fonte: ultimosegundo.com.br
Mas Aguilar e outros funcionários ainda assim reconhecem que a nova cerca se provou útil especialmente quando apoiada por outros métodos de fiscalização, tais como vigilância eletrônica e processos agressivos contra imigrantes ilegais apanhados pela Patrulha de Fronteira. Desde o ano passado, a queda mais acentuada nas travessias ilegais, ao longo dos 3,2 mil km de fronteira, aconteceu na região leste do Arizona, e em lugares do Texas nos quais essas táticas foram aplicadas, demonstram os dados oficiais.
Problemas técnicos vêm prejudicando os planos para expandir e reforçar a segurança eletrônica até fazer dela uma cerca virtual, e há dúvidas quanto à data em que esse sistema estará em uso generalizado. Depois de meses de atraso, a Patrulha de Fronteira aprovou em fevereiro o sistema-piloto proposto pela empresa encarregada de montar o sistema, a Boeing, segundo a qual, porém, a maior parte do protótipo, testado em uma seção de fronteira de 45 km, será substituída. A empresa também construíra uma cerca virtual em outro trecho de 48 km do sul do Arizona, e no ano que vem testará sistema semelhante na fronteira canadense, perto de Detroit. Chertoff reconheceu em entrevista que a construção de barreiras físicas -até o mês passado, cerca de 495 km de cerca haviam sido erigidos - não era a peça principal nos esforços de combate à imigração ilegal, mas defendeu a utilidade da cerca.
"Não acredito que a cerca seja uma panacéia", disse Chertoff. "Nem que seja um desperdício. Sim, é possível saltá-la; sim, é possível escavar por sob ela. Mas se trata de uma ferramenta útil, que dificulta o cruzamento ilegal. É uma das ferramentas de que dispomos, e é preciso usar todas as ferramentas". Até dois mil imigrantes ao dia continuam a cruzar ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos, de acordo com estimativas de estudiosos que conhecem bem a situação da fronteira. Mantendo o jogo de gato e rato em que estão envolvidos há décadas, os clandestinos se afastam das áreas sobre as quais a Patrulha de Fronteira estabelece controle e procuram pontos mais vulneráveis - recentemente, na região próxima a San Diego.
Além da vigilância das fronteiras, o tráfego de imigrantes é influenciado por diversos fatores sociais, políticos e econômicos; a recente queda no número conhecido de travessias, por exemplo, ocorreu no momento em que a economia começou a perder o ímpeto, o que reduz o número de empregos em construção e outros setores que atraem imigrantes. Trinidad Alamea, que opera um pequeno abrigo em Naco, a curta distância da fronteira, diz que recentemente diversas noites se passaram sem que um imigrante procurasse ajuda. Mas Alamea diz que flutuações como essa já aconteceram no passado, e que o tráfego de imigrantes retornou quando os especialistas em travessias clandestinas se ajustam às novas condições e táticas que as autoridades dos Estados Unidos criam.
"As pessoas vão atravessar, com ou sem a cerca", ele disse. A oposição à cerca se intensificou no mês passado depois que Chertoff se valeu de autoridade que lhe foi atribuída pelo Congresso e suspendeu mais de duas dúzias de leis, de proteção ao meio ambiente e outras, a fim de levar adiante a construção. Chertoff disse que seu departamento tinha de contornar essas leis se desejava atingir a meta estabelecida dois anos atrás pelo Congresso, de completar pelo menos 1.070 km de cerca até o final do ano.
Catorze deputados federais norte-americanos, todos democratas, entre os quais Bennie Thompson, do Mississipi, presidência do Comitê de Segurança Interna da Câmara, disseram apoiar o processo aberto em abril por dois grupos ambientais, o Sierra Club e o Defenders of Wildlife, para contestar a suspensão das leis decretada por Chertoff. Os adversários da idéia questionam tanto o possível efeito adverso da construção da cerca sobre a economia da fronteira quanto se o seu custo de US$ 2,1 bilhões representa o melhor uso do orçamento de proteção à fronteira.
"Ninguém pensou metodicamente sobre essa idéia da cerca", disse Patricio Ahumada, prefeito de Brownsville, Texas. "O Departamento de Segurança Interna a está usando para criar uma falsa sensação de segurança entre os norte-americanos, alegando que ela manterá os imigrantes ilegais e os terroristas fora do país, mas isso não é verdade".
FONTE: TERRA.COM.BR
Depois de ter que desempacotar e embalar de novo toda a bagagem, eles tinham bastante pressa. "Tínhamos dez minutos antes de entrar (no avião)", afirmou Parreno, um imigrante filipino. "Estávamos correndo até o terminal." O pai disse que pensou que o filho estava com os outros três adultos, que corriam para o terminal na frente dele. Os outros pensaram que o garoto estava com o pai. Nesse momento, em uma cena que remete ao filme "Esqueceram de mim", o pequeno vagava sozinho entre um posto de controle e os portões de embarque, explicou Angela Mah, representante da Air Canada, linha aérea na qual viajou a família.
"Recebemos uma ligação (das autoridades) para nos dizer que um dos seguranças estava com um garotinho", disse Angela. "Ele não fala inglês, então buscamos uma funcionária que fala filipino, que cuidou dele." O bebê estava sem passagem, pois não tinha assento separado. Por isso não havia nenhuma indicação no sistema da empresa de que alguém havia perdido o vôo, explicou Angela. Também não houve um aviso aos passageiros sobre o caso. Parreno estava chorando quando retornou para pegar o filho. "Eu estou aliviado pois tudo está bem...mas fiquei chocado."
Fonte: atarde.com.br

Mas nos dois meses passados desde que seu filho mais velho, também chamado Jamiel, foi morto a tiros por um homem que a polícia diz ser um membro de gangue vindo do México como imigrante ilegal, Shaw diz que mal consegue pensar sobre outra coisa.
"Não me incomodo com as pessoas que vêm para cá como ilegais para trabalhar, e tomam conta de si mesmas", disse Shaw. "Mas acredito que seja minha obrigação combater os imigrantes ilegais que são parte de gangues."
Uma audiência preliminar sobre o assassinato de Jamiel Shaw deve começar na quinta-feira. Jamiel - que era negro e, de acordo com a polícia, não estava envolvido com gangues - e a inquietação que fervilha quanto à imigração ilegal resultaram em uma intensificação da oposição à política das autoridades municipais de não reprimir de maneira ativa a imigração ilegal.
O Departamento de Polícia de Los Angeles foi um dos primeiros do país -cerca de três décadas atrás - a instituir procedimentos que proíbem que policiais façam contato com pessoas unicamente para determinar sua situação de imigração.
O procedimento, conhecido como Ordem Especial 40, foi adotado em parte para dar segurança aos imigrantes ilegais, que historicamente sempre hesitaram em denunciar crimes e colaborar com investigações policiais.
Mas no contexto do atual debate político sobre a imigração, o procedimento é agora visto, nos bairros negros e em outras áreas da cidade e do país, como obstáculo ao uso das leis de imigração como forma de controlar a violência das gangues formadas por latino-americanos.
Uma campanha pela revogação da ordem, liderada por Shaw e vista por muitos como símbolo das tensões raciais mais profundas que fervilham em South Los Angeles, inflamou as tensões entre muitos negros e hispânicos, grupos que há muito abrigam ressentimentos mútuos devido às alterações no panorama demográfico de suas comunidades e a uma seqüência de homicídios com motivação racial que abalaram South Los Angeles.
"Eu imagino que se possa presumir um ressentimento bem amplo", disse Connie Rice, advogada e ativista dos direitos civis. "Houve grandes mudanças na composição da população nos últimos 20 anos, e a tensão é expressa de diversas maneiras. A comunidade negra se sente pressionada, e é sempre mais fácil atacar o 'outro'."
O vereador Dennis Zine, ex-policial, propôs reformular a Ordem Especial 40 a fim de requerer que os membros de gangues que sejam identificados como imigrantes ilegais sejam denunciados às autoridades federais.
A Judicial Watch, uma organização jurídica conservadora sediada em Washington, abriu um processo em um tribunal federal tentando cancelar a ordem, argumentando que ela limita inconstitucionalmente a cooperação entre a polícia local e os agentes federais de imigração.
E Shaw e outros ativistas de base pediram a intervenção do chefe de polícia William Bratton. "Tudo que estamos dizendo é que, quando um policial encontra uma pessoa cujo nome conste dos arquivos de gangues, deveria verificar os detalhes no sistema", afirma Zine.
"Caso a pessoa seja um membro conhecido de gangue, deveria ser interrogada sobre sua situação de imigração." Mas o ataque à Ordem Especial 40 atraiu forte crítica de grupos de defesa dos imigrantes e foi rejeitada por Bratton, segundo o qual a alternativa proposta equivale a institucionalizar a discriminação racial no policiamento.
Nenhuma lei impede que policiais façam perguntas às pessoas sobre sua situação de imigração quando elas são interrogadas, ou que eles reportem pessoas acusadas de crime às autoridades de imigração, mas a ordem proíbe que a polícia monte casos contra imigrantes ilegais baseados simplesmente em sua situação irregular de imigração.
"Nós conduzimos esforços coordenados bastante intensos para enfrentar os elementos criminosos em meio à população de imigrantes", disse Bratton, "mas não vou adotar medidas de repressão agressiva contra pessoas cujo único crime é entrar ilegalmente no país".
Bratton declarou, além disso, que "impedir que qualquer pessoa que pareça imigrante para perguntar se ela pertence a uma gangue só serviria para inflamar as tensões raciais".
"Estamos falando de uma cidade que tem forte consciência racial", ele disse. Muitos policiais e outros observadores acreditam que pequenos bolsões de tensão racial estejam sendo explorados politicamente pelos grupos inimigos da imigração.
"O que costumamos ver são as pessoas convivendo, indo à escola juntas, casando com pessoas de outras comunidades e vivendo juntas de maneira bem pacata", disse Sergio Diaz, vice-chefe de polícia encarregado de supervisionar as operações policiais em muitos bairros de Los Angeles nos quais as ações das gangues são especialmente intensas.
"Por que permitiríamos que os membros das gangues definam as relações raciais da cidade?" A polícia informou que o homem acusado de matar Jamiel Shaw, 17 anos, havia entrado nos Estados Unidos ilegalmente e que era membro da notória gangue da rua 18.
O acusado, Pedro Espinoza, 19 anos, havia sido recentemente libertado da penitenciária depois de ser condenado por posse de armas e resistir à prisão.
Um dia depois da libertação, Espinoza foi à rua em que os Shaw viviam na parte central de Los Angeles, território de uma gangue rival. A polícia, alegando que a investigação continua, não disse por que ele havia ido até lá, mas informa que Espinoza abordou Jamiel, que estava voltando para casa depois de uma visita ao shopping center, e lhe perguntou a que gangue ele pertencia, um código conhecido, entre membros de gangues, para indicar ataque iminente.
Antes que Jamiel pudesse responder, diz a polícia, Espinoza disparou duas vezes contra ele, na cabeça e no peito. O jovem morreu na calçada. A polícia diz acreditar que não haja motivos para supor que Jamiel algum dia tenha se envolvido com gangues, e que o atacante "simplesmente pensou que a vítima fosse membro de uma gangue rival", diz o detetive Frank Carrillo.
Mas surgiram suspeitas de que o caso talvez não seja assim tão simples, em diversas partes de Los Angeles, alimentadas por uma mensagem aparentemente escrita por Jamiel no site de redes sociais MySpace.
Alex Alonso, um blogueiro de Los Angeles que escreve bastante sobre gangues, interpretou a mensagem como indicação de que Jamiel estava associado a membros de gangues.
A mensagem diz "I AM A TRU G", o que, segundo Alonso, quer dizer "sou um verdadeiro gângster". A família de Jamiel negou vigorosamente que ele tivesse quaisquer associações com gangues e insistiu em que os promotores movam acusações de crime motivado por ódio contra Espinoza, alegando que o filho deles havia sido atacado porque era negro.
Alguns especialistas em gangues afirmam que não é incomum que pessoas que não participam de gangues tenham amizade com os membros de gangues de seus bairros.
"É fácil ser confundido com um membro de gangue caso você tenha crescido em uma área na qual as pessoas que você conhece por toda a vida são membros de uma ou outra gangue", disse Celeste Fremon, autora de livros sobre as gangues de Los Angeles.
Ter amigos de infância e conhecidos entre os membros das gangues poderia ter levado "alguém a confundi-lo com um membro de gangue", disse Fremon.
Ainda que o caso tenha colocado a Ordem Especial 40 em sério debate, o procedimento na verdade não se aplicaria a Espinoza; seus problemas com a lei aconteceram em Culver City, um município separado com força policial própria, no qual o procedimento não se aplica.
E mesmo nos casos em que a polícia alerta os funcionários da imigração sobre imigrantes ilegais que tenha sob custódia, a imigração nem sempre toma providências a respeito, informaram policiais.
"Ele não foi identificado pela imigração", disse Diaz, sobre Espinoza. "E suspeito que, se tivesse sido, nada teria acontecido, da mesma maneira".
Nos últimos anos, a polícia municipal e a do condado de Los Angeles vêm trabalhando em contato mais estreito com as autoridades de imigração para combater o problema.
O número de detentos nas cadeias do condado de Los Angeles que foram entrevistados por agentes do serviço de imigração e alfândega mais que dobrou, para 8.574, no ano fiscal de 2007, ante 4.079 em 2004.
No ano passado, 4.815 dos detentos interrogados foram detidos - sem direito a fiança e marcados para possível deportação assim que seus casos fossem julgados.
Em 2004, 3.121 detentos foram aprisionados sob ordens da imigração. "Como qualquer outra agência policial, nossos recursos são finitos e é preciso priorizar", disse Virginia Kice, porta-voz do serviço de imigração e alfândega.
"Mas dada a importância das atividades de gangues aqui em Los Angeles, se tivermos informação de que alguém é membro ativo de uma gangue de rua, isso se torna prioridade."
A violência entre gangues conduziu à formação de algumas percepções raciais negativas entre negros e latinos, ainda que 87% das 394 vítimas de homicídios em Los Angeles no ano passado fossem pessoas da mesma etnia de seus assassinos, de acordo com registros policiais.
Antonio Cabrera, um sorveteiro ambulante que costuma trabalhar perto do parque onde fica a escola de segundo grau na qual Jamiel Shaw estudava, disse que já havia sido roubado três vezes por membros de gangues negras.
"A verdade é que isso me faz pensar que os outros negros também vão me agredir", disse Cabrera, ainda que acrescentasse que considerava membros de gangues de qualquer raça como igual ameaça ao seu ganha-pão.
Nos últimos dias, Shaw por fim conseguiu falar de maneira mais ordenada sobre o sofrimento que sentiu ao ouvir o barulho de tiros, abrir a porta e ver seu filho estendido na calçada em uma poça de sangue, com porções de seu cérebro espalhadas ao lado de seu iPod, em resultado do tiro.
Mas basta abrir o porta-malas do carro e descobrir lá uma garrafa de suco ainda meio cheia que seu filho havia deixado no carro antes de um treino recente de futebol americano para que ele perca a respiração, consumido pela agonia constante da perda.
"Eu vejo aquele menino caído na rua, morto, a cada dia", diz Shaw, soluçando. "O que eu queria era tê-lo de volta. É por isso que não vou me calar. Tenho uma missão a cumprir. Não posso parar."
Tradução: Paulo Migliacci ME
Fonte: terra.com.br
Dados do governo espanhol apontam existência de 1,8 mil prostitutas brasileiras no país e 32 rotas de tráfico de mulheres. Muitas usam Portugal como porta de entrada e praticamente todas chegam ao continente com documentos falsos. O número de brasileiras é tão grande que algumas chegam a cargos de chefia em associações locais.
Algumas chegam a montar casas de prostituição. Em Zurique, um edifício de três andares no bairro do Paquis é ocupado por 40 brasileiras. Elas pagam aluguel simbólico pelos quartos e têm alimentação no local – uma cozinheira baiana garante feijoada aos sábados. Mas são obrigadas a deixar pelo menos metade do que recebem nas mãos da dona, um travesti.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o tráfico de pessoas para exploração sexual transformou-se num dos negócios mais rentáveis do mundo – US$28 bilhões por ano. Nas próximas semanas, uma campanha suíça combaterá o tráfico de latino-americanas. Segundo a imprensa local, elas estariam sendo contratadas por R$100 mil para casar com supostos terroristas de Bangladesh para garantir-lhes visto. A denúncia foi feita por uma ex-prostituta brasileira. (AE)
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Cresce número de barrados
MADRI - A repatriação de brasileiros que tentaram entrar na Espanha no primeiro trimestre de 2008 cresceu 155% em relação ao mesmo período de 2007, sem que o número de viajantes tenha variado. Segundo dados divulgados pelo Grupo de Fronteiras que a polícia espanhola tem no aeroporto de Barajas, em Madri, mil brasileiros foram barrados pelo serviço de imigração ao tentarem entrar no país entre janeiro e março deste ano. A quantidade é mais que o dobro da registrada no primeiro trimestre de 2007, quando 400 brasileiros tiveram sua entrada na Espanha negada.
De acordo com os números apresentados, também aumentou o total de argentinos, chilenos, centro-americanos, uruguaios e venezuelanos barrados no aeroporto da capital espanhola. Por outro lado, diminuiu a quantidade de bolivianos e paraguaios repatriados, enquanto a quantidade de colombianos impedidos de entrar no país se manteve estável. A polícia espanhola informou ainda que, no primeiro trimestre deste ano, o serviço de imigração recebeu mais de 2.500 pedidos de asilo e barrou mais de 18 mil pessoas no terminal aéreo da capital.
Na comparação entre os trimestres dos dois anos, também chamou a atenção a queda no número de viajantes da Bolívia repatriados depois que, em 10 de abril do ano passado, a Espanha passou a exigir deles visto de entrada: enquanto 3.307 bolivianos foram barrados entre janeiro e março de 2007, apenas 12 passaram pela mesma situação este ano. A chegada de passageiros em Barajas é regulada por cerca de 400 policiais do Grupo de Fronteiras, que recorrem a quatro tipos de controles.
O primeiro deles, conhecido pela sigla API (Informações Avançadas de Passageiros), cruza os dados dos viajantes com os da polícia. Praticamente ao pé do avião, o Grupo de Controle de Vôos faz a primeira checagem de vistos e passaportes – principalmente dos passageiros em trânsito – para detectar documentos ilegais e combater a imigração irregular. Nos “filtros de passaportes”, é feito um novo controle, muito mais exaustivo para os viajantes que não pertencem à União Européia (UE) do que para aqueles que são do bloco.
Segundo o encarregado da seção, os viajantes respondem a perguntas sobre o motivo da viagem, provam que têm como custear sua estada e apresentam uma carta-convite (se for necessária) e as passagens de ida e volta. Caso não consigam passar pela imigração, os viajantes são conduzidos ao Grupo de Expulsões, para o qual são encaminhados todos os passageiros não admitidos nos controles anteriores.
Segundo dados divulgados pelo Grupo de Fronteiras que a Polícia espanhola tem no aeroporto de Barajas, em Madri, 1.000 brasileiros foram barrados pelo serviço de imigração ao tentarem entrar no país entre janeiro e março deste ano.
A quantidade é mais que o dobro da registrada no primeiro trimestre de 2007, quando 400 brasileiros tiveram sua entrada na Espanha negada.
De acordo com os números apresentados, também aumentou o total de argentinos, chilenos, centro-americanos, uruguaios e venezuelanos barrados no aeroporto da capital espanhola.
Por outro lado, diminuiu a quantidade de bolivianos e paraguaios repatriados, enquanto a quantidade de colombianos impedidos de entrar no país se manteve estável.
A Polícia espanhola informou ainda que, no primeiro trimestre deste ano, o serviço de imigração recebeu mais de 2.500 pedidos de asilo e barrou mais de 18.000 pessoas no terminal aéreo da capital.
Na comparação entre os trimestres dos dois anos, também chamou a atenção a queda no número de viajantes da Bolívia repatriados depois que, em 1º de abril do ano passado, a Espanha passou a exigir deles visto de entrada: enquanto 3.307 bolivianos foram barrados entre janeiro e março de 2007, apenas 12 passaram pela mesma situação este ano.
A chegada de passageiros em Barajas é regulada por cerca de 400 policiais do Grupo de Fronteiras, que recorrem a quatro tipos de controles.
O primeiro deles, conhecido pela sigla API (Informações Avançadas de Passageiros), cruza os dados dos viajantes com os da Polícia.
Praticamente ao pé do avião, o Grupo de Controle de Vôos faz a primeira checagem de vistos e passaportes - principalmente dos passageiros em trânsito - para detectar documentos ilegais e combater a imigração irregular.
Nos "filtros de passaportes", é feito um novo controle, muito mais exaustivo para os viajantes que não pertencem à União Européia (UE) do que para aqueles que são do bloco.
Segundo o encarregado da seção, os viajantes respondem a perguntas sobre o motivo da viagem, provam que têm como custear sua estada e apresentam uma carta-convite (se for necessária) e as passagens de ida e volta.
Caso não consigam passar pela imigração, os viajantes são conduzidos ao Grupo de Expulsões, para o qual são encaminhados todos os passageiros não admitidos nos controles anteriores.
Diante de um advogado e de um intérprete, como determina a Lei de Estrangeiros, um policial entrevista os não admitidos para formalizar os motivos da repatriação.
O passageiro, então, é posto à disposição da companhia com a qual chegou a Madri, responsável por seu transporte ao ponto de origem do trajeto.
Caso o viajante passe mais de 72 horas aguardando para embarcar, a Polícia pede a um juiz uma ordem de internamento. Além disso, o passageiro tem a opção de comprar um bilhete com outra companhia.
Fonte:yahoo!Noticias