De acordo com o governo brasileiro, de janeiro até o dia 13 de março, pelo menos 1.027 brasileiros foram retidos pelas autoridades espanholas. O número é quase um terço de todo ano de 2007, quando 3.013 pessoas ficaram impedidas de entrar no país.
A pesquisa aponta, ainda, que cerca de 83% dos entrevistados acredita que os brasileiros estão sofrendo discriminação por parte dos espanhóis. As pessoas do sexo masculino, renda e escolaridade mais altas são as que menos acreditam que os brasileiros estão sendo vítimas de preconceito em terras espanholas.
A represália do governo brasileiro a espanhóis ocorrida há algumas semanas parece ter agradado aos capixabas. O Brasil barrou mais espanhóis em uma semana do que nos últimos três anos. Pelo menos 24 espanhóis foram impedidos de entrar no Brasil entre 6 e 12 de março. Para 70% dos moradores da região metropolitana o governo brasileiro está certo em agir dessa forma.
As regras impostas pelo governo espanhol para a entrada de brasileiros no país também é motivo de indignação entre aos capixabas. A metade dos entrevistados não acha justa a imposição de regras, tais como comprovação da reserva em hotéis e quantidade mínima de dinheiro para que seja permitida a entrada de brasileiros no país.
Segundo a opinião de 80% dos entrevistados, tentar um acordo com o governo espanhol seria a alternativa mais viável para acabar com o impasse entre os dois países.
Governo descontente com o tratamento
Na avaliação da diplomacia brasileira, a questão com os espanhóis transcendeu casos específicos para se tornar um problema crônico. Até o final do mês haverá uma reunião de representantes do Itamaraty com a chancelaria espanhola, em Madri, para discutir a questão da imigração.
A pesquisa do Instituto Futura foi realizada no dia17 de março nos municípios de Vitória, Serra, Vila Velha e Cariacica. A margem de erro é de 4,9 pontos percentuais para mais ou para menos. Para conferir a pesquisa completa, basta acessar o endereço www.futuranet.ws.
Fonte: Gazeta Online
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O suposto líder desta rede e seus dois adjuntos são
portugueses e trabalham no setor da construção.
Trata-se de um fenômeno que "cresce" e que é
"cada vez mais conhecido" dos imigrantes brasileiros, segundo uma
fonte policial.
Fonte: afp.google.com
Um documento de identificação facilitará a abertura de
contas bancárias e o acesso a serviços públicos para brasileiros que vivem nos
Estados Unidos. O modelo da Carteira de Matrícula Consular, que será lançado em
breve, segundo informações do Ministério das Relações Exteriores (MRE), foi
discutido em reunião realizada esta semana em
Fonte: opovo.com.br
A matrícula consular é um serviço GRATUITO prestado pelo Consulado-Geral em Nova York.
WASHINGTON
DC, 21 Novembro 2007 (PlusNews) - Os imigrantes constituem mais de 12 por cento
– cerca de 35 milhões de pessoas – da população da América, mas o governo
federal dos Estados Unidos quase não tem idéia de como o HIV os afecta,
principalmente os africanos.
Enquanto
o governo federal debate quem é suficientemente americano para receber cuidados
de saúde federais num país construído em grande parte por imigrantes, governos
estaduais, organizações não-governamentais e activistas comunitários têm estado
a fornecer serviços de saúde aos imigrantes.
A maioria
dos impressos do governo para os serviços de saúde não inclui uma opção para
congoleses, angolanos, malianos ou qualquer outro país africano. Na verdade, se
és africano na América serás designado de “afro-americano”.
“Hoje, a
cidade de Nova Iorque é o único lugar que codifica os dados segundo o país de
origem”, disse Andrew Spieldenner, director de programas para a Associação
Nacional das Pessoas com Sida nos EUA. “Portanto ninguém sabe, na verdade, como
o HIV afecta as sub-populações.”
Este é um
problema não apenas quanto à recolha de dados sobre o HIV, mas também quanto à
maneira como programas de Sida são dirigidos aos “afro-americanos”, segundo
Teri Wolan, directora de operações do Conselho para o Desenvolvimento da
Comunidade Etíope (ECDC), baseado em Washington DC.
“É um
problema os africanos serem incluídos na categoria americanos negros, pois há
tensão entre as duas populações”, disse. “Os africanos parecem se identificar
mais com a cultura dos brancos na América do que com a cultura afro-americana,
enquanto na comunidade afro-americana, acredita-se que os imigrantes estão a
tomar empregos.”
A
política
Um estudo
publicado no Jornal Americano de Saúde Pública (American Journal of Public
Health, em inglês) mostra que o imigrante médio nos EUA tem uma despesa de
saúde per capita muito mais baixa que seu vizinho nascido no país.
Um estudo
da RAND Corporation, grupo de análise baseado nos EUA, mostrou que imigrantes
adultos indocumentados, muitas vezes criticados por incrementar gastos sociais,
constituem cerca de 3,2 por cento da população da América, mas são responsáveis
por apenas 1,3 por cento das despesas estatais com saúde.
Nos anos
90, reformas da previdência social restringiram grandemente o acesso de
imigrantes a programas como o Medicaid, o seguro de saúde financiado pelo
estado. Uma das medidas foi exigir, entre outras coisas, que os estrangeiros
aguardem cinco anos após a obtenção da residência permanente para ter acesso a
benefícios federais.
Em 2005,
a introdução da Lei de Redução do Déficit (Deficit Reduction Act, em inglês)
exigia que todos os requerentes à cobertura do Medicaid ou à sua renovação
provassem ter cidadania americana.
Em Junho
de 2007, um grupo de senadores de dois partidos, com o apoio da Casa Branca,
introduziu uma proposta de lei para reformas no sistema de saúde visando
melhorar o acesso dos imigrantes ao mesmo. A proposta, entretanto, encontrou
oposição tanto do Partido Democrata como do Republicano, e não passou como lei.
Em Julho,
o Washington Post citou o senador do Arizona John MacCain sobre as
repercussões: “Vocês vão ver estados e cidades se debatendo para aprovar suas
próprias leis e regulamentos. Teremos um conjunto de políticas completamente
contraditórias”.
Mas a
esquizofrenia de políticas que McCain descreveu tem acontecido por anos,
enquanto estados, distritos e o Distrito de Columbia usaram seus próprios
fundos para dar fornecer cuidados de saúde a imigrantes, mesmo indocumentados.
Lutando a
boa batalha longe dos holofotes
A clínica
de saúde Dennis Avenue do distrito de Montgomery, mesmo à saída da baixa de
Washington DC, atende um grande número de clientes sem seguro.
A clínica
– parcialmente financiada pelo programa governamental de HIV/Sida Ryan White,
criado em 1990 para melhorar os cuidados aos sem seguro ou com seguro
insuficiente – viu seu perfil típico mudar com o tempo e com a pandemia da
Sida.
“Nos anos
1990 vimos muitos homens brancos homosexuais, depois vieram os afro-americanos,
depois os latinos, e depois pessoas da África subsaariana”, disse Dale
Schacherer, administrador do programa da clínica. Os dados da clínica, em
impressos concebidos por ela própria, são classificados segundo o país de
origem.
Como
muitas outras institutições a nível de distrito, a clínica fornece medicamentos
antiretrovirais por meio dos Programas de Assistência Medicamentosa para a Sida
(ADAP, em inglês) geridos pelo governo e financiados pelo Programa Ryan White.
A clínica
também oferece aconselhamento e testagem voluntária, gestão de casos, notificação
de parceiros e programas de abuso de drogas, bem como programas de saúde
mental, raros em organizações direccionadas a imigrantes.
“Muitas
pessoas vêm aqui com síndrome de stress pós-traumático e nem sabem disso”,
disse Schacherer. “Isto pode ser particularmente verdade se tiverem chegado
como refugiados, se tiverem fugido de alguma coisa no seu país.”
Apesar da
gama de serviços, a clínica Dennis Avenue não faz muita publicidade. Foi o
boca-a-boca que trouxe muitos dos cerca de 700 pacientes desta pequena clínica,
para quem cada vez menos benefícios federais têm fluído.
Tais
instituições geralmente hesitam em fazer propaganda de seu trabalho por medo de
retaliações daqueles que se opõem aos benefícios estaduais a não-cidadãos.
“Protegemos
muito nossos clientes e também temos que vigiar o financiamento”, disse
Schacherer. “De momento não há restrições no uso dos fundos da ADAP para os
imigrantes, mas parece que poderia enveredar por essa via (ser restringido)”.
Conhecimento
é luz, ignorância é trevas
"Há
muita informação errada, muito medo da morte e do estigma”, disse Schacherer,
falando dos imigrantes com quem trabalha. “A maioria de nossos clientes não
percebem que se detectarmos (o HIV) bastante cedo, podemos tratá-lo e
permitir-lhes viver por muito mais tempo.”
Informação
errada e estigma são particularmente comuns na grande comunidade imigrante
etíope em Washington, segundo o refugiado etíope Teodros Mekonnen*. “É algo que
não é discutido na comunidade etíope”, disse Mekonnen, que não revelou ser
seropositivo em sua comunidade.
“Os
americanos têm muito mais conhecimento deste tipo de coisa. Eles compreendem
que se te cuidares, se tomares a tua medicação, vais ficar bem. Na nossa
cultura, as pessoas julgam demais”, disse. “Elas não compreendem que não
pedimos isto; confiamos em alguém e alguma coisa saiu errada.”
O
Conselho para o Desenvolvimento da Comunidade Etíope (ECDC, em inglês) é uma
organização não-governamental que começou a trabalhar com a comunidade etíope
há cerca de 25 anos. Desde então, expandiu seus programas e serviços a outros
imigrantes africanos. Segundo o director de operações, Tori Wolan, os somalis
agora constituem a maioria dos seus clientes.
Um estudo
da ECDC indica que 70 por cento dos africanos recém-chegados à Área
Metropolitana de Washington, uma zona mais alargada que inclui o Distrito de
Columbia e tem mais de cinco milhões de residentes, não têm seguro.
Clientes
seropositivos sem seguro e necessitando de tratamento são enviados para as
clínicas locais, onde devem pagar segundo uma escala baseada em seu rendimento,
disse Shimeles Bekele, uma etíope que trabalha na avaliação do projecto da
ECDC.
A
organização também oferece assistência a domicílio, assistência para emprego,
serviços de tradução e empréstimos por meio de uma organização parceira.
“A
diversidade de serviços que oferecemos é uma vantagem real sobre organizações
que dão apenas serviços de Sida. É uma maneira de recrutar – eles podem ter
vindo por outras razões, mas isto dá-nos uma oportunidade de falar com eles
sobre HIV e Sida”, disse Wolan.
O
especialista da organização, Asheber Gebru, também da Etiópia, disse que “você
tem que se mover do geral ao específico. Quando você fala com eles (imigrantes)
sobre o HIV, eles tomam isso como algo pessoal, e é por isso que se tem que
falar de outros serviços de migração”.
Bekele
explicou que “Em África, se alguém tem HIV, você não diz directamente – tem que
dizer de diferentes maneiras.”
Gebru
concordou: “Por vezes existe o tabu que as pessoas não querem falar sobre HIV
ou sexualidade; outras vezes, eles não têm tempo para falar porque têm que
arranjar um emprego, ou trabalhar para ganhar a vida”.
O ECDC
produz literatura sobre saúde em Amhraric ou Tigrinya, línguas faladas na
Etiópia e Eritréia, bem como em árabe, francês e somali. Panfletos
originalmente concebidos para afro-americanos são adaptados para clientes
imigrantes usando provérbios africanos tais como “Conhecimento é luz,
ignorância é trevas” para falar do HIV, com imagens representando várias
comunidades.
Não-contados
e negligenciados
“Para
mim, o poder está em usar a educação, e educação que esteja nos meios
apropriados para estes africanos recém-chegados, e usando seu próprio povo para
isso”, disse Wolan. Enquanto pessoas como Bekele e Gebru encontraram maneiras
de ajudar suas comunidades na diáspora, outros dizem que os imigrantes
africanos continuam invisíveis para o governo norte-americano.
O
activista Joseph Eyong, natural dos Camarões, disse que não vê o governo local
a interessar-se por sua comunidade. “Já vi os dois lados; já estive na América
e em África”.
Eyong,
que é presidente da ONG African Community Gateway Organization, comentou: “Eu
quero que os políticos saibam que existem recém-chegados aqui, e que a maneira
como os tratam não pode ser a mesma como tratam as pessoas daqui – há assuntos
que são específicos deste grupo”.
Ele e
outros estão agora a negociar a inclusão de um representante do imigrante
africano no Distrito de Montgomery, para servir juntamente com a já
estabelecida ligação afro-americana. Segundo Eyong, os imigrantes africanos,
esquecidos nos dados sentinela e sub-representados nas estruturas do poder
político, continuam a não ter voz.
Fonte:
plusnews.org
Um casal britânico foi impedido pelas autoridades de imigração de entrar na Nova Zelândia por estar acima do peso máximo autorizado.
Richie Trezise, um especialista em cabos submarinos contratado pela Telecom neozelandesa no Reino Unido, só pôde entrar no país depois de uma dieta radical para perder 5 centímetros de barriga.
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O cálculo é feito através da divisão do peso (em quilos) da pessoa pela altura ao quadrado (em metros).
O IMC de Richie Trezise era 42, o que, segundo as recomendações da imigração neozelandesa faziam dele um paciente de obesidade mórbida.
As autoridades da Nova Zelândia costumam proibir a entrada de pessoas com IMC maior que 35.
Em geral, são consideradas acima do peso pessoas com IMC acima de 25.
Há também uma recomendação sobre o diâmetro da cintura dos imigrantes: para homens, o máximo são 102 centímetros, enquanto mulheres não podem ter mais do que 88 cm.
Rowan Trezise continua no Reino Unido, em dieta. De acordo com a família, se até o Natal ela não conseguir ter a entrada aprovada, Richie Trezise deve desistir do emprego e voltar para casa.
O Departamento de Imigração da Nova Zelândia afirmou não saber informar o número de pessoas que tiveram o processo de imigração recusado pelas autoridades por causa de obesidade.
Trezise foi contratado no Reino Unido para um emprego altamente especializado e atualmente é um dos quatro técnicos da Telecom para melhorar a qualidade da conexão a cabo entre a Nova Zelândia e a Austrália.
Fonte: folhaOnline
Barreira seria formada por visão noturna e raios infravermelhos focalizadas sobre a margem do rio Bravo
WASHINGTON - O pré-candidato presidencial republicano Rudolph Giuliani afirmou nesta segunda-feira, 19, que os Estados Unidos poderiam deter a imigração ilegal e defendeu a idéia de criar um "muro virtual" na fronteira com o México.
Giuliani explicou que a barreira seria formada por dispositivos de visão noturna e câmeras de raios infravermelhos focalizadas sobre a margem mexicana do rio Bravo, que separa os EUA do México. Com isso, seria possível alertar à Patrulha de Fronteiras para qualquer movimento de pessoas, sem afetar com isso o uso do rio.
Em uma conversa com jornalistas durante uma viagem pela localidade de Mission, no estado do Texas, o ex-prefeito de Nova York disse que "se houvesse vontade nacional, seria possível acabar com a imigração ilegal e ampliar a legal".
A visita do pré-candidato presidencial incluiu um passeio pela fronteira, para conhecer a linha limítrofe formada pelo rio Bravo.
Giuliani, favorito para ganhar a indicação de seu partido segundo as enquetes, defende a construção de um muro para conter os imigrantes ilegais. Mas esclareceu que a cerca não teria que ser uma estrutura concreta ao longo dos 3.200 quilômetros de fronteira.
"Há lugares onde um muro físico daria resultados. Há outros nos quais seria melhor um muro virtual, que é mais valioso", acrescentou.
Giuliani admitiu que as câmeras não vão detectar todos que tentarem cruzar ilegalmente a fronteira. "No entanto, ajudará a modificar o comportamento. As pessoas vão se dar conta de que não vale a pena atravessar por aquele lugar", argumentou.
Calcula-se que nos Estados Unidos vivem cerca de 30 milhões de estrangeiros em situação ilegal. Uma parte considerável deles chegou ao país através da fronteira com o México.
Fonte:estadao.com.br
Polonês foi atacado com armas de choques elétricos pela polícia por não poder responder a perguntas
VANCOUVER - A rede de TV canadense CBC divulgou ontem um vídeo gravado por uma testemunha que mostra o momento em que um imigrante polonês é atacado pela polícia com tasers, armas de choque elétrico, no aeroporto de Vancouver. O incidente ocorreu em 14 de outubro, e o imigrante morreu horas depois do ataque.As imagens do vídeo de dez minutos mostram o polonês Robert Dziekanski irritado e sem conseguir se comunicar com os funcionários do serviço de imigração. Após a chegada da polícia, há alguns segundo de diálogo até que ele é atacado e começa a gritar e se contorcer. Os quatro policiais em seguida imobilizam Dziekanski, que continua gritando.
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Próximo do final do vídeo, cerca de um minuto e meio após o primeiro ataque, Dziekanski fica parado e em silêncio, e então um dos policiais checa seus sinais vitais e chama uma ambulância. Dziekanski foi declarado morto poucos minutos depois.
O chefe da polícia local diz que o vídeo não é suficiente para julgar a ação dos policiais. Segundo ele, as imagens mostram apenas um ponto de vista limitado sobre toda a situação. Um ex-chefe da polícia disse à CBC, entretanto, que, após assistir ao vídeo, não entende o motivo de uma abordagem tão violenta. O vídeo mostra que pessoas alertam os policiais de que o imigrante não fala inglês, mas eles tentam se comunicar com ele e o atacam logo em seguida.
A testemunha que gravou o vídeo, Paul Pritchard, disse que foi cercado pelos policiais logo após o incidente e forçado a entregar sua câmera, sob a promessa de que a receberia de volta após 48 horas. No dia seguinte, entretanto, a polícia disse que não devolveria as imagens. Só depois que ele contratou um advogado, pôde receber o vídeo de volta. Dziekanski chegou a Vancouver para ir a Kamloops, onde sua mãe vive. Ele havia chegado da Europa às 16h e estava em processo de imigração até a meia noite. O caso ainda está sob investigação.
fonte; correiodabahia.com.br
O governador de Nova York, Eliot Spitzer, cancelou um plano para conceder carteiras de motorista a imigrantes ilegais - o que custou a ele uma brusca queda de popularidade; Spitzer acusava o governo dos Estados Unidos de deixar os problemas migratórios do país sem solução. "Continuar empurrando unilateralmente para frente esse tipo de oposição seria contraproducente", disse Spitzer nesta quarta-feira em uma entrevista coletiva à imprensa, confirmando sua decisão - adiantada na véspera pelo jornal The New York Times.
Spitzer, do partido Democrata, explicou que desistiu do projeto após concluir que "o estado de Nova York não pode se voltar apenas para este problema". Contra tudo e contra todos, esquivando-se da fúria de aliados políticos e setores contrários à imigração, o governador havia autorizado a iniciativa para dezembro. O objetivo seria amenizar carências da legislação e integrar os ilegais à sociedade.
Mas a proposta acabou prejudicando a popularidade de seu mentor, colocando em risco suas aspirações à reeleição em 2010. De acordo com uma pesquisa publicada na terça-feira, a popularidade de Spitzer caiu para 41% e apenas 25% dos entrevistados se declararam dispostos a reelegê-lo. A desistência pode, no entanto, complicar sua relação com a comunidade hispânica, favorável à iniciativa. A Coalizão de Imigrantes de Nova York criticou o cancelamento do projeto. "São imigrantes ilegais que vivem em Nova York e que são parte importante da cidade", disse Norman Eng, membro da Coalizão. "Essa política tentava tirar essas pessoas da sombra e tornar nossas ruas mais seguras", concluiu.
Entre 500.000 e um milhão de imigrantes ilegais moram atualmente em Nova York; muitos vivem e dirigem com documentos falsos ou sem qualquer tipo de licença. Spitzer chegou a acusar o governo federal de inoperância por deixar problemas sem solução, jogando-os no colo das autoridades locais. "Quando o Estado federal abdica de suas responsabilidades, os estados, as cidades e os povoados não deixam de ter que lidar com a realidade deste fracasso. E convivemos com essa realidade todos os dias em nossos hospitais, escolas e ruas", declarou o governador.
Fonte: Yahoo.com.br
Um grupo de prefeitos de cidades próximas à fronteira com o México, no estado americano do Texas, pediu o represamento de partes do Rio Grande para dificultar a imigração ilegal.
Os prefeitos querem aprofundar e alargar a fronteira natural com o México por meio de uma série de represas baixas ou barragens nas planícies inundáveis do deserto.
O Rio Grande, chamado Rio Bravo del Norte no México, forma a fronteira entre o estado americano do Texas e o México.
Dezenas de milhares de pessoas cruzam o rio de fronteira ilegalmente todos os meses, pois a região é um ponto popular de entrada para os imigrantes que tentam viver nos Estados Unidos.
Os críticos da iniciativa afirmam que mais pessoas vão morrer tentando passar pela fronteira se a passagem pelo rio ficar mais perigosa.
Muitos moradores das regiões de fronteira estão insatisfeitos com o crescimento da imigração.
Parte da resposta do governo do presidente George W. Bush foi o início da construção de centenas de quilômetros de um muro de segurança que percorre a fronteira e que deverá contar também com patrulheiros e câmeras de segurança.
Mas o grupo de prefeitos texanos, líderes empresariais e juristas afirmou que esta estratégia é um engano. Para eles, a chave para por fim à imigração ilegal, pelo menos no Texas, é o Rio Grande.
"Teremos apenas uma chance de assegurar a fronteira e achamos que nesta era moderna a tecnologia é a maneira de fazer isso", disse o líder do grupo, Chad Foster, prefeito de Eagle Pass.
"O muro (...) vai levar a uma falsa sensação de segurança e a patrulha de fronteira já afirmou que ele vai apenas atrasar em três ou quatro minutos a entrada ilegal (de um imigrante)", acrescentou.
A proposta do grupo é a construção de represas em vários pontos importantes da planície, para alargar e aprofundar o rio, fazendo com que a travessia por ele fique perigosa demais.
O grupo acredita que a medida, se for tomada em conjunto com uma melhor vigilância, é muito mais econômica que a construção do muro.
Algumas cidades de fronteira do lado mexicano do Rio Grande também aprovariam a medida, pois acreditam que as represas poderão aumentar os suprimentos de água para a região.
Mas os críticos da proposta afirmam que este plano não vai reduzir o número de pessoas dispostas a arriscar tudo na busca de uma vida melhor nos Estados Unidos. E tornar a travessia pelo rio mais perigosa simplesmente vai resultar em mais mortes.
Fonte: estadao.com.br
O vocalista da dupla Montage, Daniel Peixoto, foi deportado da Inglaterra nesta terça-feira (13). O músico cearense foi barrado pelo departamento de imigração do aeroporto de Heathrow, em Londres, e interrogado durante nove horas, segundo informou o produtor do músico, Ricardo Lisboa.
O Montage faria uma série de shows pela Inglaterra, Alemanha e Holanda. Peixoto embarcou em um vôo da Tam, no último domingo, e seu parceiro de banda, Leo Jucá, em um vôo da Varig. Segundo Lisboa, Jucá não teve problema para entrar no país.
"Daniel me contou que a agente da imigração perguntou em tom jocoso se ele tinha vindo ao país para encontrar o namorado", explicou o produtor, que falou com músico pela última vez na manhã desta terça.
"Foram nove horas de interrogatórios. Daniel ficou trancado em uma sala com mais de 20 imigrantes iraquianos e iranianos. Nesse tempo só ofereceram um sanduíche de pepino e um suco de limão para eles comerem. Alguns dos barrados estavam lá há dias", afirma Lisboa.
O vocalista do Montage teve sua bagagem revistada e foi obrigado a voltar para o Brasil. Lisboa explicou que o músico não chegou a ser agredido, mas sofreu maus-tratos. "Ele dormiu no chão e passou muito tempo sem comer. Já acionamos nosso advogado, queremos processar a imigração britânica por discriminação".
Daniel Peixoto deve chegar à São Paulo por volta das 7h desta quarta-feira.
Fonte: opopular.com.br

