As autoridades dos Estados Unidos detiveram 163 imigrantes ilegais, alguns deles com histórico de crimes, em uma operação realizada na Flórida, disse hoje o Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE, na sigla em inglês).
A detenções foram efetuadas na semana passada, durante uma operação que se estendeu da cidade de Naples, no litoral sudoeste da Flórida, até Fort Myers, na costa leste.
A operação teve como objetivo "identificar, prender e deportar criminosos estrangeiros e imigrantes fugitivos" ou ilegais, informou o ICE num comunicado.
O número de detidos na região foi recorde.
Dos 163 imigrantes presos, "84 tinham ordens de deportação ditadas contra eles e eram fugitivos", por isso serão deportados imediatamente, disse à Efe Bárbara González, porta-voz do ICE.
Os outros terão a "oportunidade de expor seu caso a um juiz de imigração", acrescentou.
Ainda segundo o ICE, 26 dos detidos têm em seu histórico crimes de violência doméstica, comportamento lascivo, assédio, roubo ou desacato às autoridades.
A maioria dos detidos procede de países como Bolívia, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Honduras e México. Outros entraram ilegalmente nos Estados Unidos vindos do Brasil, da Jamaica, de Trinidad e Tobago e da Armênia.
Um albanês, de 31 anos, é procurado pelas autoridades italianas por assassinato.
Fonte: ultimosegundo.com.br
O Senado dos Estados Unidos votará no final dessa semana sobre a construção de um duplo muro de mais de 1.120 quilômetros de comprimento na fronteira com o México, como parte da luta contra a imigração ilegal.
Fontes legislativas disseram hoje que a antecipação da votação no Senado sobre os interrogatórios aos estrangeiros suspeitos de terrorismo obrigou a adiar a votação sobre o muro.
Trata-se da última semana de votações no Congresso americano antes das eleições legislativas de 7 de novembro.
A "lei do muro", já aprovada em 14 de setembro pela Câmara dos Representantes, mantém os republicanos divididos.
De um lado estão os que insistem em medidas punitivas contra os imigrantes ilegais e, do outro, os que apóiam uma reforma migratória integral.
A votação do Senado será em particular sobre a construção de um duplo muro de mais de 1.126 quilômetros de comprimento em vários trechos dos estados fronteiriços com o México, cujo custo aproximado será de pelo menos US$ 2 bilhões.
A medida, semelhante à aprovada pela Câmara dos Representantes em dezembro, estipula o uso de alta tecnologia militar para melhorar a vigilância na fronteira.
Além do muro, seria estabelecida uma barreira "virtual" na qual haveria veículos aéreos não tripulados (UAV, em inglês), helicópteros, lanchas motorizadas, cães adestrados, barreiras, luzes de alta potência, equipamentos infravermelhos e de comunicação.
Os agentes da Polícia de Fronteiras teriam mais autoridade para deter e imobilizar veículos que fugissem, porque atualmente podem apenas colocar barricadas.
A vigilância seria reforçada nas zonas fronteiriças da Califórnia, Arizona, Novo México e Texas.
Não está prevista a construção de um muro na fronteira com o Canadá, mas recomendou-se o estudo.
Fonte: ultimosegundo.com
A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou três medidas que endurecem ainda mais a luta contra a imigração ilegal no país.
Numa primeira votação, os legisladores aprovaram, por 328 votos a favor e 95 contra, um projeto de lei que agiliza a deportação de integrantes de gangues e criminosos que sejam imigrantes e estejam em situação irregular.
Numa segunda, os legisladores aprovaram, por 237 votos a favor e 140 contra, uma medida que dá autoridade aos agentes municipais e estaduais que investiguem e detenham imigrantes ilegais.
Em outras ocasiões, essa medida enfrentou a resistência de agentes policiais de alguns estados que alegavam que a vigilância migratória é de responsabilidade do Governo federal.
Os legisladores também aprovaram, desta vez por unanimidade, um projeto de lei que transforma em delito a construção, o financiamento e o uso de túneis na fronteira com o México.
Sua aprovação aconteceu depois que, na segunda-feira, as autoridades migratórias disseram ter encontrado um narcotúnel debaixo de uma casa em Calexico (Califórnia) e terem-no classificado esse tipo de construção como um risco à segurança nacional.
As votações de hoje fazem parte dos esforços dos republicanos de endurecerem o tratamento aos imigrantes ilegais nos EUA e apresentá-las como um de suas vitórias legislativas nas eleições de 7 de novembro.
Fonte: terra.com.br
Os principais jornais da Grã-Bretanha trazem em suas edições deste sábado reportagens com novos detalhes sobre o escândalo envolvendo a faxineira brasileira Roselane Driza e dois juízes do tribunal de imigração.
Roselane, de 37 anos, que trabalhava ilegalmente em Londres, está sendo acusada por um juiz de imigração de ter tentado chantageá-lo.

A brasileira teria em seu poder fitas de vídeo que mostram o juiz mantendo relações sexuais com outra juíza de imigração, que por sua vez apareceria no vídeo cheirando cocaína, segundo ela.
A juíza, que não pôde ser identificada por razões legais, também acusa Roselane de tentar extorqui-la.
Caso amoroso
A brasileira teria exigido o equivalente a R$ 80 mil para não divulgar o conteúdo das fitas e o relacionamento entre os dois juízes.
Roselane também estaria ameaçando contar à Justiça o fato de ter trabalhado para os dois magistrados por um período de cinco anos apesar de estar na Grã-Bretanha ilegalmente. Ambos os juízes trabalham com casos de imigração e asilo.
A brasileira teria ainda mantido um caso amoroso com o juiz que a acusa de extorsão.
Segundo o jornal The Guardian, Roselane afirmou em seu depoimento à Justiça na sexta-feira que encontrou as fitas de vídeo em uma prateleira e que o próprio juiz pediu a ela que as levasse porque temia que seus filhos as vissem, com a condição de que não comentasse ou mostrasse os vídeos a ninguém.
Visto vencido
De acordo com o diário The Daily Telegraph, Roselane chegou à Grã-Bretanha em 1998, tendo entrado no país com visto de turista que não dá direito de trabalho.
Posteriormente, ela teria entrado em 1999 com um pedido de um visto de permanência no país, que acabou sendo negado.
Roselane negou em seu depoimento ter tentado extorquir os juízes e afirmou que foi despedida sem explicações pela juíza em 2004, antes de se envolver amorosamente com o juiz.
De acordo com o diário The Times, ela alegou que está exigindo o pagamento de 100 mil libras (cerca de R$ 400 mil) da juíza por supostos danos psicológicos e discriminação racial após ter sido supostamente chamada de “cadela brasileira”.
Fonte: bbcbrasil.com.br
Washington, DC - A construção de um muro na fronteira sul dos EUA prejudicaria as relações com o México e o meio ambiente, além de ser uma medida ineficaz para diminuir a imigração ilegal, publicou o jornal "The Washington Post".
A publicação criticou, através de um editorial veiculado hoje, o jogo "cínico" do Congresso dos EUA sobre o debate de uma reforma migratória integral, e expressou sua "decepção" diante da passividade mostrada pelo presidente George W. Bush nesta questão.
Além disso, o "Post" fez referência aos esforços dos legisladores de se concentrarem apenas em medidas para fortalecer a segurança fronteiriça em detrimento de uma reforma migratória integral.
A Câmara de Representantes aprovou na última semana a construção de um muro de pouco mais de 1.126 quilômetros (cerca de 700 milhas) na fronteira com o México, que terá um custo de pelo menos US$ 2 bilhões.
Além disso, as autoridades migratórias dos EUA concederam à Boeing um contrato de US$ 2,5 bilhões para construir uma "barreira virtual", equipada com um complexo sistema de vigilância nos dois lados da fronteiras dos EUA.
"Um muro prejudicaria as relações com o México, prejudicaria o meio ambiente e, especialmente diante da falta de maiores mudanças, seria ineficaz", publicou o jornal.
"Até se fosse colocado um muro à prova de falhas em cada milha da fronteira, a imigração ilegal não seria eliminada", diz a publicação.
O "Post" também publicou que possivelmente a metade dos que agora estão na condição de imigrantes ilegais entraram nos EUA em pontos legais de entrada, mas com documentos falsos, ou poderiam chegar ao país com vistos que depois venceriam.
Para o jornal, o muro é a menor das ofensas, pois na última quarta, a Câmara Baixa aprovou uma medida que exige, para 2008, um documento de identificação oficial para todos os eleitores antes de poderem exercer o direito ao sufrágio em eleições federais.
Já em 2010, os eleitores também deverão demonstrar que têm a cidadania americana.
Na última quinta, a Câmara Baixa aprovou três medidas que, em seu conjunto, estreitam o cerco aos imigrantes clandestinos.
Fonte: Yahoo!Noticias
O Departamento de Estado americano anunciou nesta quinta-feira que o Brasil não vai poder participar neste ano da Loteria de Diversidade de Vistos ou Loteria do Greencard.
O sorteio é uma das formas de entrada de imigrantes legais no país. No ano passado, cerca de 400 brasileiros entraram nos EUA por meio da loteria, segundo a embaixada americana no Brasil.
O governo determinou a medida porque o número de imigrantes brasileiros que entraram nos EUA ultrapassou 50 mil nos últimos cinco anos. A regra vale para todas as nacionalidades. Por isso, segundo a embaixada americana no país, o Brasil não se encaixa no critério de baixa imigração. Entre 2001 e 2005, entraram 61.850 imigrantes brasileiros legalmente nos Estados Unidos.
As incrições para a loteria ocorreriam entre outubro e dezembro deste ano e o sorteio seria em julho do ano que vem. Os candidatos selecionados teriam a entrada permitida nos EUA em 2008.
Pessoas naturais de países que não realizam o sorteio têm ainda duas maneiras de participar da loteria. No caso dos brasileiros, é possível usar o país do nascimento do cônjuge, se este nasceu fora do Brasil, em um país que realize a loteria. Nesse caso, ambos têm de entrar nos Estados Unidos simultaneamente.
Outra opção serve para brasileiros cujos pais não tenham nascido ou residido aqui no momento do seu nascimento. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio do site oficial da embaixada americana.
A empresa aérea Boeing venceu a licitação do governo norte-americano e fechou um contrato milionário para modernizar cerca de 9.000 km da fronteira dos Estados Unidos com México e Canadá, medida adotada contra a imigração ilegal, segundo informações publicadas nesta quarta-feira pelo jornal "The Washington Post".
O contrato prevê a construção de uma rede de 1.800 torres equipadas com sensores, câmeras de vídeo e detectores de calor e movimento.

De acordo com o jornal, que baseia sua informação em fontes da indústria e do Congresso, os primeiros trabalhos serão realizados na fronteira com o México, principalmente na área desértica que divide o estado do Arizona com o mexicano Sonora, considerado o principal corredor de entrada de pessoas ilegais.
A empresa estima que o programa denominado SBInet [que pode-se traduzir como rede da iniciativa da segurança fronteiriça] levará quatro anos para ficar pronto e terá um custo estimado em US$ 2,5 bilhões. O jornal informa ainda que o governo dos EUA anunciará formalmente a contratação da Boeing amanhã.
A Boeing venceu a licitação que concorria ao lado de outros colossos da indústria, como o fabricante de mísseis Lockheed Martin e os grupos Northrop Gumman, Raytheon e Ericsson.
O "Washington Post" acrescentou que a obtenção da licitação significa uma vitória importante para a Boeing que, nos últimos anos, sofreu vários reveses, como o escândalo do favorecimento de contratos no Pentágono e, mais recentemente, quando perdeu a construção do próximo ônibus espacial da Nasa (agência espacial dos EUA).
Fonte: folha.com.br
O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, informou hoje que 13.055 imigrantes africanos em situação irregular foram repatriados este ano, e anunciou que continuará o processo iniciado com o Senegal, de onde procede a maioria das pessoas que chegam ilegalmente no país pelas ilhas Canárias.
A informação foi dada ao Senado em resposta a uma pergunta do Partido Popular (PP, oposicionista), cujo porta-voz Pio García Escudero acusou o Governo de "ineficácia, incompetência e demagogia" em relação ao problema da imigração.

O chefe do Executivo reconheceu a envergadura do problema e destacou a "enorme mobilização" de esforços feitos para ajudar a controlar as fronteiras africanas.
Mais de 23 mil pessoas provenientes da África subsaariana chegam à Espanha a bordo de embarcações precárias, que desembarcam nas ilhas Canárias.
Os esforços, disse Zapatero, darão os resultados desejados, com a redução "drástica" da saída de imigrantes de seus países de origem e a repatriação "efetiva e o mais rápido possível" dos que chegarem ilegalmente ao litoral espanhol.
Destacou também o aumento de policiais nas ilhas Canárias e convidou uma delegação parlamentar do Senado a visitar as penitenciárias das ilhas, para comprovarem que estão "nas melhores circunstâncias possíveis" e que não há aglomeração.
Segundo Zapatero, o Governo está realizando trabalhos de renovação, ampliação e construção urgente de novos centros, para substituir algum dos que já existem no arquipélago.
O chefe do Executivo espanhol defendeu uma "política de Estado, de convivência e de integração" em matéria de imigração baseada em dois princípios: a legalidade e a cooperação.
A legalidade, disse, deve reger a entrada dos estrangeiros no país, com um contrato de trabalho e a saída ou repatriação de quem tenha chegado de forma irregular, enquanto a cooperação se torna necessária para apoiar o desenvolvimento dos países de origem e ajudá-los no controle das fronteiras.
A Casa Branca e grupos pró-imigrantes são contrários ao muro, mas Bush, sem falar sobre essa questão polêmica, reiterou que novas leis precisam ser aprovadas com urgência.
"Temos que ter um plano que permita a contratação temporária de trabalhadores estrangeiros, discutir a criação de um fundo para nos ajudar a proteger melhor nossas fronteiras, fiscalizando melhor quem tenta entrar nos EUA ", disse o presidente.
A questão da imigração é um dos mais importantes temas das eleições de meio-mandato, que ocorrem no dia 7 de novembro.
Mais mulheres do que homens na América Latina estão deixando seus países para tentar a vida como imigrantes no exterior, diz um relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Segundo o relatório, que a OCDE apresenta como a mais sua completa análise do fenômeno da imigração, cerca de 50,5% dos imigrantes da região são mulheres.
A “feminização” da imigração, nos termos da OCDE, também é verificada na Europa (52,4%), na América do Norte (51%) e no Leste e Sudeste da Ásia (50,1%) e vem se acentuando desde os anos 90 (até então, predominavam os homens).
“Elas vão primeiro e, depois, trazem o resto da família”, disse o responsável pela Divisão de Integração Internacional, Jean-Pierre Garson, um dos autores do estudo.
O relatório não contém estatísticas por nacionalidade, mas dados fornecidos à BBC Brasil mostram que as brasileiras confirmam a tendência pelo menos no caso dos Estados Unidos, compondo 54% dos 203 mil brasileiros que emigraram definitivamente para o país.
Segundo os especialistas da OCDE, as mulheres emigram principalmente para trabalhar em serviços domésticos, e a oferta de trabalhos como cuidar de crianças e de idosos vêm aumentando.
Japão e Portugal - Embora também seja verificada em outras regiões, a “feminização” é marcante na América Latina e, segundo Garson, não é universal.
“No norte na África e na Turquia, por exemplo, predominam os homens.” O mesmo acontece no Caribe, na África e no sul da Ásia.
Há exceções na própria América Latina, como o fluxo de brasileiros para o Japão, para onde mais homens emigram.
Em Portugal, onde os brasileiros representam a maior comunidade de imigrantes, 80% das latino-americanas que viviam no país em 2001 eram brasileiras, segundo a OCDE. De lá para cá, no entanto, mais homens têm emigrado, a maioria deles, segundo a OCDE, para encontrar as suas mulheres (reunificação familiar).
A OCDE é composta de 30 países, incluindo os que servem de principais destinos para brasileiros que emigram, como Estados Unidos, Japão, Portugal e Grã-Bretanha. A entidade só considera números de estrangeiros que emigraram de forma permanente para os países-membros, excluindo imigrantes temporários e os ilegais. De acordo com esses dados, os brasileiros representam apenas 545 mil dos 38 milhões de estrangeiros que vivem nos países da OCDE. A maioria, 203 mil, está nos Estados Unidos. Em segundo lugar, vem o Japão (158 mil) e em terceiro, Portugal, com 45 mil.
Os dados da ONU, por exemplo, consideram movimentos migratórios de curto prazo. Estatísticas citadas pelo secretário-geral Kofi Annan na terça-feira indicam que há 191 milhões de imigrantes em todo o mundo.
Fonte: acheiusa.com