A partir da próxima sexta-feira, os imigrantes voltarão às ruas de várias cidades americanas, quatro meses depois das passeatas de 1º de maio, para exigir do Congresso uma reforma integral da lei de imigração antes das eleições de novembro. "Uma grande maioria de americanos acredita que o nosso sistema não está funcionando, e deseja que o Congresso encontre uma solução verdadeira", disse nesta terça-feira Jaime Contreras, presidente da NCIC, uma das organizações que convocaram as passeatas, juntamente com a Aliança Somos América (WAAA).
As diferentes manifestações coincidirão com a volta dos congressistas americanos ao Capitólio, na próxima semana, após o recesso de agosto. Isso acontece dois meses antes das eleições de metade de mandato, que irão renovar, no próximo dia 7 de novembro, a Câmara dos Representantes e parte do Senado. A primeira manifestação será em Chicago, na sexta-feira, com uma passeata até a residência do republicano Dennis Hastert, presidente da Câmara dos Representantes, que aprovou, em dezembro passado, uma reforma que incluía apenas medidas repressivas para conter a imigração ilegal.
Na segunda-feira, Dia do Trabalho nos Estados Unidos, os defensores da regularização dos cerca de 12 milhões de ilegais que vivem no país marcharão pelas ruas de Phoenix, Arizona. Os organizadores convocaram uma megapasseata para o dia 7 de setembro, em Washington, perto do Congresso, onde uma conferência tenta conciliar a versão da câmara baixa com a do Senado, que abriria caminho para a regularização da maioria dos ilegais.
As passeatas terminarão no dia 9, em Los Angeles, onde houve as maiores concentrações de manifestantes nesta primavera boreal, com meio milhão de pessoas nas ruas em 1º de maio. O projeto de reforma migratória prometido pelo presidente George W. Bush há mais de dois anos está bloqueado no Congresso, devido à dificuldade de conciliar versões tão diferentes quanto a aprovada na Câmara dos Representantes e a do Senado.
A possibilidade de aprovar a nova lei antes das eleições ficou seriamente comprometida depois que a liderança republicana decidiu organizar uma série de audiências sobre a imigração, em todo o país, neste verão, antes de iniciar o processo para conciliar as duas versões. Membros do governo convocaram os legisladores a atuar antes do fim do ano, enquanto as organizações que convocaram as passeatas querem que a lei seja aprovada antes de 7 de novembro.
Fonte: terra.com.br
Quase 500 imigrantes morreram tentado ir para a Espanha
Cerca de 490 imigrantes foram encontrados mortos este ano entre o litoral africano e o espanhol depois de tentarem chegar às Ilhas Canárias, informou hoje o vice-conselheiro de Assuntos Sociais e Imigração do Governo das Canárias, Froilán Rodríguez.
A Cruz Vermelha e a Meia-Lua Vermelha acreditam, por outro lado, que entre duas mil e três mil pessoas desapareceram no mar este ano.
As autoridades da Mauritânia resgataram no domingo os corpos de 15 pessoas na praia de Nuakchot, depois do naufrágio da embarcação na qual estavam.
Desde janeiro passado chegaram às Ilhas Canárias cerca de 19 mil imigrantes africanos, o que representa um sensível crescimento com relação ao ano passado, quando chegaram cerca de cinco mil.
A vice-premier espanhola, María Teresa Fernández de la Vega, pedirá amanhã, em uma viagem a Helsinque, na Finlândia (país que exerce a presidência de turno da União Européia) e a Bruxelas, recursos "mais eficazes" para enfrentar a situação da imigração ilegal.
Ela disse que "todos os países da União Européia devem envolver-se mais na busca de soluções aos movimentos migratórios irregulares, porque aqueles que chegam ao nosso litoral chegam também ao continente europeu".
As informações são da Ansa.
Fonte: opopular.com.br
Cerca de 490 imigrantes foram encontrados mortos este ano entre o litoral africano e o espanhol depois de tentarem chegar às Ilhas Canárias, informou hoje o vice-conselheiro de Assuntos Sociais e Imigração do Governo das Canárias, Froilán Rodríguez.
A Cruz Vermelha e a Meia-Lua Vermelha acreditam, por outro lado, que entre duas mil e três mil pessoas desapareceram no mar este ano.
As autoridades da Mauritânia resgataram no domingo os corpos de 15 pessoas na praia de Nuakchot, depois do naufrágio da embarcação na qual estavam.
Desde janeiro passado chegaram às Ilhas Canárias cerca de 19 mil imigrantes africanos, o que representa um sensível crescimento com relação ao ano passado, quando chegaram cerca de cinco mil.
A vice-premier espanhola, María Teresa Fernández de la Vega, pedirá amanhã, em uma viagem a Helsinque, na Finlândia (país que exerce a presidência de turno da União Européia) e a Bruxelas, recursos "mais eficazes" para enfrentar a situação da imigração ilegal.
Ela disse que "todos os países da União Européia devem envolver-se mais na busca de soluções aos movimentos migratórios irregulares, porque aqueles que chegam ao nosso litoral chegam também ao continente europeu".
As informações são da Ansa.
Fonte: opopular.com.br
A promotoria pediu 10% de aumento no valor da fiança de Luiz Carlos Ribeiro, fixada desde o crime em US$ 250 mil, e uma correção de US$ 50 mil para US$ 75 mil na de Ana Maria Ribeiro, alegando que, com o resultado do laudo apresentando o quadro de embolia pulmonar, ficou constatado também que houve negligência no socorro à vítima.

A advogada do médico, Jeanne E. Earley, contestou a acusação, alegando que seu cliente é professor de medicina no Brasil e conhece todos os procedimentos necessários para reanimar um paciente que entra em colapso durante uma cirurgia. Jeanne pediu ao juiz a redução da fiança e a realização de uma nova autopsia.
O juiz Roberto Grecco interrompeu o debate entre a promotoria e a defesa, dizendo que não se tratava de uma discussão de valores "e sim de uma vida". Grecco não alterou os valores das fianças mas acatou um pedido da promotoria para a convocação de 24 cidadãos para formar um Júri Supremo antes da nova audiência marcada para o dia 27 de setembro.
A advogada de Ana Maria Ribeiro, Lenore Glaser, que assumiu o caso a partir da audiência desta manhã, alegou que sua cliente é inocente e que viajou para os Estados Unidos apenas para visitar os netos. "Ela tinha um visto de turista para seis meses. Queria apenas ver os netos que moram aqui. Ela não participou da cirurgia que matou Fabíola", disse a advogada ao juiz. Mas a promotoria tem provas testemunhais de que a esposa do médico participou da cirurgia. "Ela foi vista chegando com a vítima no hospital MetroWest Medical Center ao lado do marido", disse o promotor Michael Fabbri.
A terceira pessoa envolvida no crime, Ana Célia Pena Sielemann, responderá a três processos: pela receptação de remédios, por hospedar uma clínica clandestina e por homicídio culposo. A fiança dela continua fixada em US$ 25 mil, mas, por ser ilegal no país, Ana Célia está sob a custódia da Imigração desde que houve uma tentativa de seus parentes de pagar a fiança. O advogado que faz a sua defesa pediu ao juiz para que ela volte a ficar sob a custódia do Estado.
O detetive da polícia de Framingham que acompanha o caso, Duarte Galvão, acredita que não haverá mais audiências na Corte Distrital de Middlesex. "Acredito que o Júri Supremo vá encaminhar o caso para o Estado e os réus serão julgados pelo povo. Mas isso só deve acontecer ano que vem. Não vejo tempo suficiente este ano", disse ele. Luiz Carlos Ribeiro está no presídio de Cambridge, Ana Maria está na penitenciária feminina de Framingham e Ana Célia está em Boston, na carceragem da Imigração.
Fonte: ultimosegundo.com.br
TRAGÉDIA BRASILEIRA NOS EUA
Reinaldo de Morais, 57 anos, brasileiro de Recife, vivia no condado de Broward (reduto de brasileiros no sul da Flórida) e trabalhava em Boca Raton, uma das cidades mais caras da região. Não, ele não era um executivo a serviço de uma grande companhia brasileira nem tampouco comandava as operações latino-americanas de alguma multinacional. Apenas trabalhava como lavador de carros num lava-jato bem movimentado.
Gildásio dos Santos, 35 anos, também é brasileiro. A exemplo do compatriota, também trabalhava no lava-jato. Na sexta-feira, 25 de agosto, os destinos dos dois personagens se encontraram de maneira trágica.
Às 8h10 da manhã, Gildásio imaginou-se um rico ao volante de uma reluzente picape Mercedes prateada, ano 2007. Sem perceber que Reinaldo – ou Rei, como era mais conhecido – estava agachado em frente do carro, tentando recolher uma mangueira, ele acelerou o veículo e passou por cima da cabeça do companheiro, que ficou presa nas rodas traseiras e provocou sua morte.
O resultado da tragédia não poderia ser pior. Rei, que já havia comprado a passagem de volta para o Brasil, marcada para 8 de dezembro, vai retornar ao país num esquife. Triste fim para quem decidiu ir aos Estados Unidos há três anos para trabalhar duro e juntar dinheiro para cuidar de seu filho epiléptico e poder construir alguns imóveis a fim de garantir sua aposentadoria. Depois desta notícia, seu filho ainda teve de ser internado em um hospital da capital pernambucana colocando mais uma pitada de tristeza neste drama familiar.
Gildásio, por sua vez, teve de ser internado no hospital local, vítima de uma crise nervosa. Sua situação não poderia ser pior. Ele é um dos muitos brasileiros que entraram nos EUA pela fronteira do México e obviamente não tem documentos legais para permanecer e trabalhar nos EUA. Menos ainda para dirigir um carro, porque não possui carteira de motorista. Ou seja, além de ter responder processo por homicídio culposo, Gildásio terá de explicar às autoridades de imigração americanas como estava no país ilegalmente.
Em situação ruim estão também os proprietários do Miracle Car Wash, por ter empregado funcionários sem condições legais de trabalhar no país. Aliás, todos os empregados eram brasileiros. Tanto que os avisos eram redigidos em português, porque poucos funcionários sabem ler em inglês.
Esse problema só veio à tona em conseqüência da tragédia. Mas, igual a este lava-rápido, há várias companhias que empregam indocumentados, em sua maioria. Com certeza, os proprietários terão de dar explicações e, sem dúvida, serão multados pelas autoridades americanas. Isto sem contar com os riscos de ter de pagar um ressarcimento alto para a família de Reinaldo de Morais, uma vez que sua morte foi provocada no local de trabalho e foi vítima de uma pessoa não habilitada. Ou seja, isto ficará caro para a empresa, porque a seguradora não pagará nada ao saber que quem estava dirigindo o automóvel não estava legalmente habilitado para dirigir.
A cada dia que passa fica mais evidente que o Congresso dos EUA precisam resolver logo a situação dos indocumentados no país. Esta medida seria boa para todos. Para os ilegais, que se tornariam legais e não precisariam mais sujeitar-se a explorações; para os empresários, que poderiam contratar quem quiser, sem se preocupar em verificar documentos; para o governo, porque aumentaria a segurança, sabendo quem está de fato vivendo no país, e para a população, porque evitaria o aumento dos preços dos serviços. Como se vê, apenas a teimosia de radicais conservadores está emperrando a necessária reforma imigratória.
Fonte: intellibusiness.com.br
Mas a liberdade definitiva tardou a chegar. Depois de sair da prisão foi transferido para um centro de controlo de imigrantes onde aguardou para ser repatriado para Cuba. Só ontem Boquete conseguiu finalmente a liberdade.

A história desde homem que levou quase um quarto de século a provar a sua inocência foi publicada pelo The News Herald e citada pelo El País.
Boquette chegou aos Estados Unidos em 1980, fugido do regime de Fidel, com a esperança de um futuro melhor na chamada «terra da liberdade». No entanto, cerca de dois anos depois foi parar atrás das grades.
Ser careca levou-o à prisão
Foi detido em 1982 pela polícia da Florida acusado de violação e roubo. Foi preso apesar das poucas provas apresentadas pela acusação. O principal factor que o levou para trás das grades: a sua calvície, que correspondia à descrição feita pela vítima.
A mulher descreveu o seu agressor como careca, sem camisa e hispânico. «A vítima nunca teve a oportunidade de comparar, numa iluminação adequada, o rosto de Boquette e de outros homens», argumenta a defesa.
Mais chocante ainda é o facto de o cubano, na altura da detenção, ter um bigode farto e a vítima ter descrito o agressor como um homem totalmente barbeado.
Depois de tentar a fuga por duas vezes, uma delas em que esteve fugido à justiça durante 10 anos, voltou a ser preso e encontrou ajuda na associação «Projecto Inocência», que se dedica a provar a inocência de condenados através de provas de ADN.
A liberdade: uma segunda oportunidade
Depois de provar que estava inocente e de conseguir a tão almejada liberdade, Boquette teve ainda restrito a um centro de imigrantes onde aguardava para ser deportado por roubo de um armazém e porte ilegal de armas. Mas os seus advogados lá conseguiram chegar a acordo com a Agência Federa de Imigração norte-americana e o cubano saiu do centro e poderá ficar nos Estados Unidos.
«Vou começar a minha vida de novo», disse Boquette, logo após ter abandonado o centro para imigrantes. «Agora tudo vai correr bem. Nada de mal pode acontecer-me», afirmou confiante, decidido a aproveitar esta segunda oportunidade na «terra da liberdade».
História de Boquette é uma entre muitas
Orlando Boquette não é o primeiro a conseguir provar a sua inocência através de provas de ADN. Apenas na Florida, seis reclusos conseguiram a liberdade através deste tipo de análises. Em todos os Estados Unidos, são já 183 os detidos que provaram a inocências com estas provas genéticas.
Fonte: portugaldiario.iol.pt
Um funcionário do Consulado dos Estados Unidos no Canadá foi acusado hoje de aceitar a companhia de dançarinas e outros presentes dados por um comerciante de jóias em troca de 21 vistos.
O comerciante internacional de jóias Sunil Agrawal também foi acusado.
Michael O`Keefe, de 59 anos, com 22 anos de serviços prestados ao Departamento de Estado americano, e seu suposto amigo Sunil Agrawal deverão responder por três acusações relacionadas a conspiração e suborno, segundo decidiu hoje um grande júri de Washington.
Caso sejam considerados culpados, os acusados podem ser condenados a penas que variam entre cinco e quinze anos de prisão.
O`Keefe, que era vice-cônsul e responsável pela seção de vistos para estrangeiros não imigrantes do consulado americano na cidade canadense de Toronto, foi detido em Washington na quinta-feira.
Agrawal, que é proprietário da companhia internacional de jóias STS, permanece foragido.
Os documentos apresentados ao júri indicam que, entre 2004 e 2006, o diplomata recebeu passagens aéreas e a companhia de duas dançarinas para viajar para Nova York e Las Vegas. Todas as despesas foram pagas por Agrawal.
Em troca, O`Keefe estendeu os vistos de 21 empregados da empresa de Agrawal.
Um dos promotores responsáveis pelo caso, Kenneth Wainstein, disse que um funcionário consular que viola as normas para benefício pessoal "não só diminui a confiança pública no sistema de vistos americano, como também põe em risco a segurança da nação".
A acusação tem em sua posse e-mails trocados entre O`Keefe e Agrawal, nos quais o vice-cônsul supostamente outorga visto a um empregado de Agrawal que estava sob suspeita de ter ligações com a rede terrorista Al Qaeda.
Fonte: ultimosegundo.com.br
As autoridades de imigração do estado da Flórida detiveram 58 imigrantes ilegais, incluindo fugitivos e supostos membros de gangues.
As detenções ocorreram nas cidades de Miami, Jacksonville, Orlando e Tampa, em uma operação que se prolongou durante uma semana e que culminou na sexta-feira passada, informou hoje a agência de Imigração e Alfândegas (ICE) de Miami.
Alguns dos detidos têm antecedentes criminais por assalto com agravante, roubo, direção sob efeito de álcool e furto.
Entre os detidos estão os mexicanos Héctor González Mateo e Juan Carlos Baxcajay Caldo, de 22 anos, supostos membros da gangue "Sulinos 13", uma das mais perigosas da região.
González Mateo foi condenado por roubo, e foi detido na quarta-feira passada, em sua residência em Clearwater, no litoral oeste da Flórida.
Baxcajay Caldo foi condenado por abuso infantil e assalto.
Ambos podem ser deportados por violar as leis de imigração dos Estados Unidos.
"Os delinqüentes têm uma taxa muito alta de reincidência", disse Michael Rozos, diretor do escritório de detenção e deportação do ICE da Flórida.
Rozos informou que a operação faz parte da segunda fase da Iniciativa Fronteira Segura (SBI, na sigla em inglês), lançada pelo Departamento de Segurança Nacional para proteger as fronteiras dos EUA e diminuir a imigração ilegal.
Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
LONDRES - O primeiro-ministro da Espanha, Jose Luis Rodriguez Zapatero, disse neste domingo que vai procurar ajuda da União Européia para reduzir o fluxo de imigrantes da África para as Ilhas Canárias.
Desde sexta-feira, mais de mil imigrantes ilegais chegaram às ilhas espanholas, na costa do Marrocos.
Zapatero interrompeu suas férias nas Ilhas Canárias e anunciou que o ministro do Interior da Espanha, Alfredo Perez Rubalcaba, vai visitar o Senegal na segunda-feira para exigir a implementação de medidas para impedir a partida de barcos com potenciais imigrantes ilegais.
A Espanha também vai oferecer às autoridades africanas o dobro de sua ajuda - hoje em US$ 786 milhões - para lidar com a emigração no continente.
O Senegal é um dos principais pontos de partida para migrantes de toda a África.
Estima-se que 17 mil imigrantes ilegais tenham chegado às Ilhas Canárias este ano - mais do triplo do total do ano passado.
O governo local disse não ter mais meios de lidar com a situação e pediu ajuda do governo central espanhol.
Fonte: estadao.com.br
Ao todo, o estudo estima que a população ilegal nos EUA era de 10,5 milhões há 19 meses. Mantida a taxa de crescimento média desde 2000 (408 mil por ano), esse contingente seria hoje de pouco mais de 11,1 milhões de pessoas --o equivalente a quase 4% da população americana (299,5 milhões).
De acordo com o levantamento, os brasileiros representam cerca de 2% da população ilegal, com um ritmo médio de 14 mil novos imigrantes por ano entre 2000 e janeiro de 2005 --ou 38 por dia.
Em números absolutos, os novos imigrantes brasileiros (70 mil) ficaram em quarto lugar nesse período, abaixo dos imbatíveis mexicanos (1,3 milhão), dos indianos (160 mil) e dos guatemaltecos (80 mil).
Apesar de expressivo, o crescimento registrado pela estimativa não captou o "boom" da imigração brasileira no ano passado pela fronteira americana com o México, fenômeno que ganhou destaque na grande imprensa americana e chegou a ser mencionado em discurso pelo presidente norte-americano, George W. Bush.
Brecha
Ao longo do ano fiscal de 2005 (de 1º de outubro de 2004 a 30 de setembro seguinte), 31.070 brasileiros foram presos na região de fronteira com o México, segundo a Patrulha da Fronteira, órgão subordinado ao Departamento de Segurança Interna. Em média, houve 85 prisões de brasileiros por dia, a maioria no Texas.
A explosão do fluxo de brasileiros deveu-se, em grande parte, à estratégia dos imigrantes de se entregar à Patrulha da Fronteira e, dessa forma, utilizar uma brecha conhecida como "catch and release" (prende e solta). Ou seja, os brasileiros eram liberados pelos agentes sob a condição de comparecer a uma audiência judicial --o que raramente ocorria.
Em meados do ano passado, o governo americano passou a adotar gradativamente a chamada "remoção rápida" contra os brasileiros, medida que acelera a deportação e nega o direito à corte judicial.
A medida --aliada à volta da exigência de visto para a entrada no México, em outubro-- fez com que o número de brasileiros detidos caísse vertiginosamente a partir de outubro. A redução foi comemorada publicamente por Bush no mês seguinte, em discurso.
Nos três primeiros meses deste ano, apenas 215 brasileiros foram presos vindos do México, segundo a Patrulha da Fronteira --média de apenas 2,3 casos por dia. O número de brasileiros cruzando, no entanto, deve ser maior, já que não é mais vantajoso se entregar.
O endurecimento também fez com que alguns brasileiros começassem a usar uma rota a partir da Guatemala. Dali, atravessam ilegalmente o México para chegar aos EUA.
A estimativa confirma que os imigrantes têm se espalhado cada vez mais pelo território americano. Embora a Califórnia, o Texas e a Flórida, destinos tradicionais, concentrem 47% dos "imigrantes não autorizados" --termo empregado pelo estudo--, o maior crescimento ocorreu no Estado da Geórgia, cuja capital, Atlanta, tem uma comunidade nova e crescente de brasileiros.
O aumento nesse Estado sulista com pouca tr