CIDADE DO MÉXICO - O ministro do Exterior do México vai se reunir com seus pares da América Central para pedir apoio contra o projeto dos EUA de construir uma cerca de alta tecnologia na fronteira entre os dois países para barrar imigrantes ilegais.
Os mexicanos estão exasperados com a proposta do Congresso norte-americano de construir uma cerca com luzes e câmeras de segurança em trechos da fronteira e transformar a imigração ilegal em crime.
A reunião com os líderes da América Central, de onde saem muitos trabalhadores ilegais, é a mais recente ação do México para impedir o projeto. O presidente mexicano, Vicente Fox, considerou a proposta "uma desgraça" e uma violação dos direitos humanos. Ainda não há data marcada para o encontro.
O ministro do Exterior mexicano, Luis Ernesto Derbez, se encontrou esta semana em Washington com o vice-secretário de Estado dos EUA, Robert Zoellick, para argumentar contra a construção da cerca.

O congresso mexicano enviou uma carta para os parlamentos latino-americanos, espanhol e português, pedindo a condenação à proposta nos Estados Unidos.
O principal objetivo da polícia externa de Fox, quando ele assumiu a presidência em 2000, era conseguir uma reforma nas leis de imigração dos EUA em favor dos milhões de mexicanos trabalhando ilegalmente nos Estados Unidos.
O presidente dos EUA, George W. Bush, prometeu trabalhar com ele, mas as reformas não vingaram após os ataques de 11 de setembro.
Neste mês, a Câmara dos Deputados dos EUA se distanciou ainda mais de afrouxar as leis de imigração aprovando o projeto da cerca, que agora está sendo examinado no Senado.
Fonte: Yahoo!Noticias
Os portugueses estão ficando ainda mais velhos, casam mais tarde e têm o primeiro filho com mais idade.
Esses são alguns dos dados do estudo Indicadores Sociais de 2004, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, um organismo oficial português.
Segundo o estudo, no final de 2004, havia 108,7 idosos (acima de 65 anos) para cada 100 jovens, o que representa um crescimento acentuado em relação aos 106,8 por 100 de 2003 e 102,2 por 100 de 2000.

Com esses dados,
Natalidade
A natalidade também caiu: menos 2,9% de nascidos vivos em 2004 em relação a 2003. As mulheres estão tendo o primeiro filho em média 1,6 ano mais tarde do que há quatro anos, o que também contribui para o envelhecimento da população.
No entanto, a queda na natalidade não implicou uma diminuição da população, devido à redução da taxa de mortalidade. Em 2004, a taxa de mortalidade foi de 9,7 por mil, menos 6,3% do que no ano anterior.
Outro fator que ajudou a segurar as contas da seguridade social foi o aumento da imigração com o objetivo de conseguir trabalho no país. No final de 2004, 6% das 10,5 milhões de pessoas que moravam em
Famílias
Uma das tendências observadas no estudo é que as famílias ficam cada vez menores. Em 2004, 71% das famílias tinham até 3 pessoas – no ano anterior eram 70%.
O número de casamentos teve uma redução ainda maior, caindo 8,5% de 2003 para 2004. Desde 2000, a queda do número de casamentos foi de 23%.
A idade média do casamento também aumentou, subindo de 2003 para 2004 entre os homens de 30,5 para 30,9 anos e entre as mulheres de 28,2 para 28,5 anos. Em relação ao ano 2000, a idade média para os casamentos aumentou 1,6 ano, tanto para homens
A taxa de divórcios manteve-se estável, nos 2%. No entanto, a idade média do divórcio subiu para 41,7 anos, mais 2,4 anos do que em 2003.
Fonte: folha online
Brasileiros abdicam de terra natal para ganhar mais
NOVA YORK – Ricardo Stefano passa oito horas por dia, cinco dias por semana, escovando sapatos gastos e cobertos de pó de homens de negócios perto da Grand Central Station, coisa que tem feito desde que chegou do Brasil, 15 anos atrás.
Polir sapatos foi uma saída para o trabalho de consertos de óculos na loja do pai, principalmente para alguém com um ano de faculdade sobre as costas. Mas compatriotas pioneiros disseram a ele que poderia fazer muito mais dinheiro polindo sapatos em Nova York, em vez de consertando óculos no Brasil, e esses boatos se tornaram verdade.
Aos 43 anos de idade, ele ganha US$ 500 por semana, metade do dinheiro manda para sua distante esposa e três filhos no Estado de Minas Gerais. Ele não vê seus filhos desde que deixou seu país. Mas Stefano não lamenta a escolha que fez.
“Quando você vem para este país, sabe que tipo de trabalho irá encontrar – porque você não sabe falar a língua, não tem documentos”, disse. “Este é o preço que se paga”.
Imigrantes brasileiros na região de Nova York surgem como um dos grupos que mais cresce dentro da cidade, mas de modo contrários à maior parte de latinoamericanos que vem com muito pouco dinheiro, com pouca instrução e com o desejo de atravessar ilegalmente as fronteiras, os brasileiros tendem mais freqüentemente a vir da classe média, foram educados e podem se dar ao luxo de pagar uma passagem de avião e entrar aqui legalmente.
Uma vez nos Estados Unidos, mesmo aqueles com formação escolar querem trabalhar
“No Brasil, você tem qualidade de vida, mas aqui você tem segurança financeira”, disse Jamiel Ramalho de Almeida, cabeleireiro que veio de
Tantos brasileiros correm para cá que transformaram regiões
Tatiana Pacheco, 28, que fez faculdade, é consultora no Serviço de Apoio à Imigração em Astoria e veio para Nova York para trabalhar como babá, disse que há tantos brasileiros em sua região que “sinto que estou numa cidade diferente a 16 mil quilômetros de distância”.
Fonte: NY Times
Organização da Califórnia atribui problemas dos EUA à imigração ilegal
Uma organização civil da Califórnia afirmou hoje que muitos dos problemas gerais pelos quais o Estado americano passa são conseqüências da imigração ilegal.
O grupo denominado Californianos pela Estabilização da População divulgou hoje um comunicado no qual elogiou o projeto de lei migratória aprovado na sexta-feira pela Câmara dos Deputados dos EUA, que prevê diversas medidas contra as pessoas que não tiverem a documentação em dia.
Fonte: Globo Online
O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Michael Chertoff, sugeriu nesta terça-feira estender à imigração ilegal as medidas adotadas na luta contra o crime organizado, ao comemorar a detenção de mais de um milhão de pessoas na fronteira este ano.
"Acho que nosso enfoque no Departamento é adotar o tipo de missão e equipe que deram resultados quando nos concentramos na luta contra o crime organizado, para enfrentar o desafio da imigração ilegal", explicou.
Ao apresentar o balanço e as prioridades de seu departamento (DHS), Chertoff garantiu que o "objetivo não consiste apenas em deter as pessoas na fronteira e prendê-las".

"Nosso objetivo é levá-las do lugar onde foram detidas para seus países de origem e fazer isso com a suficiente regularidade e precisão para conseguir dissuadir essas pessoas, porque vão se dar conta de que quando cruzarem a fronteira ilegalmente serão detidos e expulsos", afirmou.
De acordo com o secretário, as autoridades americanas "prenderam mais de um milhão de imigrantes ilegais que tentavam entrar em nosso país" em 2005, assim
As declarações de Chertoff foram dadas alguns dias depois que a Câmara de Representantes aprovou uma polêmica reforma migratória que prevê, entre outras coisas, ampliar o muro fronteiriço com o México.
Fonte: Noticias Terra
O chanceler mexicano, Luis Ernesto Derbez, qualificou nesta segunda-feira a aprovação da lei anti-imigração pelo Congresso dos EUA como uma "verdadeira cegueira de um grupo de pessoas xenófobas".
A medida, apresentada pelo deputado republicano James Sensenbrenner, propõe o aumento do combate a imigração e o reforço de vigilância na fronteira sul dos Estados Unidos.
A lei foi aprovada na última sexta-feira pela Câmara, e agora entrará em discussão no Senado dos EUA.
O chanceler indicou que a "grande batalha" diplomática do México contra a aprovação da lei se dará no Senado, que é onde estão "as pessoas mais razoáveis, que não estão sujeitas à eleição bienal", pois seus mandatos são de seis anos.

Derbez estranha a reação das pessoas, pois "já há um muro construído ao longo da fronteira mexicana", próximo a cidades como Tijuana e Cidade Juárez.
Neste sentido, o ministro mexicano manifestou que a construção de outro muro "é uma besteira, uma inutilidade, e uma despesa excessiva" dos americanos.
Derbez acrescentou que os americanos não "vão poder despejar" os "mais de quinze milhões de imigrantes" existentes no país.
O ministro das Relações Exteriores afirmou que nos Estados Unidos há dois grupos de pessoas: aqueles que entendem os benefícios trazidos pelos imigrantes, e os que "não entendem a riqueza que geram em sua sociedade, e que de maneira xenófoba estão atuando de forma equivocada".
Derbez disse que o projeto de lei, que autoriza a construção de um muro na fronteira com o México e rejeita um programa de trabalhadores temporários impulsionado pela Casa Branca, não se refere especificamente aos mexicanos, e por isso afeta também a uma "grande quantidade" de centro-americanos, sul-americanos, chineses e hindus.
WASHINGTON - A Câmara dos Representantes aprovou no fim desta sexta-feira uma dura reforma nas leis de imigração, que inclui uma grande ampliação do muro que já separa em algumas partes os Estados Unidos do México e que já provocou uma forte tensão entre os dois países nos últimos dias.
A proposta (Lei de Controle da Proteção Fronteiriça, Antiterrorista e da Imigração Ilegal) foi aprovada por 239 votos a favor e 182 contra. A reforma agora será votada no Senado

"Os Estados Unidos contam com um rico passado de imigração e segue se beneficiando da chegada de cidadãos de outras culturas e nacionalidades. No entanto, nesta época de terrorismo não podemos ser negligentes no controle de nossas fronteiras", afirmou o presidente da Câmara, o republicano Dennis Hastert, após a aprovação da proposta.
"Felicito a Câmara dos Representantes por ter aprovado uma forte reforma das leis de imigração", disse, por sua vez, o presidente George W. Bush em comunicado divulgado após a votação.
Já a proposta para acabar com o direito automático à cidadania
A chancelaria mexicana reagiu imediatamente à iniciativa
A iniciativa "se concentra exclusivamente em ações de segurança fronteiriça e na demanda por justiça na questão migratória", lamentou a secretaria de Relações Exteriores do México.
O projeto de lei aprova a construção de pelo menos 1.000km de muro entre os EUA e o México e converte em delito a presença de imigrantes indocumentados em território americano.
"Uma reforma que só contempla o tema da segurança não contribuirá para um melhor manejo bilateral e integral do fenômeno migratório", alega a chancelaria mexicana, acrescentando que o México insistirá em solicitar a
Antes da votação em
"A construção de uma barreira (...) materializa a tendência de criminalizar a migração de uma forma cujas características trazem à lembrança o Muro de Berlim", diz o documento.
Segundo recente estudo do departamento responsável pelo orçamento do Congresso americano, um em cada sete trabalhadores dos Estados Unidos é imigrante e mais de 70% do total procede de México e da América Central.
Estima-se que o número de imigrantes ilegais em território americano é entre 8 e 12 milhões.
Fonte: ultimo segundo
Um total de 542 indocumentados morreram no México durante os 11 primeiros meses do ano, a maioria deles na fronteira com os Estados Unidos, informou nesta quinta-feira o Grupo Beta, organização ligada ao governo mexicano, que vigia a imigração ilegal.
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O Grupo Beta, que conta com 17 equipes, recuperou 5.700 imigrantes que estavam em situações de perigo, entre eles 1.500 feridos.
Spíndola explicou que enquanto no norte o maior risco é o deserto entre Sonora e Arizona, na fronteira com a Guatemala o trem é o principal perigo.
Detalhou que durante o ano 2005 ajudaram 90 indocumentados mutilados ao cair do trem que percorre a costa de Chiapas, sendo que a maioria, disse, está se reabilitando com a ajuda de instituições de beneficência publicas ou privadas.
Spíndola participou de reunião em Chiapas, estado fronteiriço com a Guatemala, com funcionários migratórios dos Estados Unidos.
Nesse encontro, o porta-voz da Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos, Salvador Zamora, disse que essa instituição tem 11.200 agentes, dos quais 10.000 estão localizados na fronteira com o México e o restante na fronteira com o Canadá.
Acrescentou que se espera que para o final de 2006, que o número de agentes fronteiriços aumente para 12.600.
Zamora visita Chiapas com a equipe de oficiais da Unidade de Busca e Resgate da Patrulha Fronteiriça (Borstar) que ministram um curso de capacitação a agentes mexicanos do grupo Beta nos municípios de Comitán e La Trinitaria, na fronteira entre o México e a Guatemala.
Fonte: Folha Online
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Fontes judiciais e policiais francesas explicaram que a rede "criada há cinco anos" permitiu a chegada ao Reino Unido de "milhares de clandestinos", de origens afegã, iraquiana, paquistanesa, somali e etíope.
Os clandestinos deveriam pagar entre 6.000 e 7.000 euros para cruzar o Canal da Mancha, de acordo com o promotor francês, Jean Claude Marin.
Na semana passada, o ministro francês do Interior, Nicolas Sarkozy, destacou sua intenção de organizar proximamente, junto às autoridades britânicas, vôos compartilhados para expulsar imigrantes iraquianos, afegãos ou somalis.
Segundo ele, o objetivo é enviar de volta para suas casas pessoas que consideram a Europa como um lugar onde podem encontrar novas oportunidades, alojamento ou trabalho.
Fonte: Folha Online
WASHINGTON - A imigração para os Estados Unidos alcançou um nível recorde entre março de 2000 e março de 2005, chegando a 7,9 milhões de novos imigrantes - entre legais e ilegais -, a cifra mais alta alcançada num período de cinco anos na história do país, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.
Mais da metade - 3,7 milhões - de imigrantes chegados depois de 2000 são clandestinos, enfatiza a pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Imigração, com base em dados fornecidos pelo censo americano.

Em março de 2005, 35,2 milhões de imigrantes - legais e ilegais - viviam nos Estados Unidos, ou seja, um nível recorde. Esta cifra é duas vezes superior aos 13,5 milhões de imigrantes registrados em 1910, quando ocorreu a segunda maior onda migratória, enfatiza o autor do estudo, Steven Camarota.
Os imigrantes representam atualmente 12,1% da população dos Estados Unidos, contra 14,7% em 1910, acrescentou Camarota. O autor do estudo acha que, em dez anos, a proporção dos imigrantes em relação à população total terá ultrapassado a registrada em 1910.
O Centro de Estudos sobre Imigração, que se dedica a monitorar os fluxos migratórios, assinala a chegada de imigrantes com pouca formação e que entram em competição com os americanos no mercado trabalhista. Segundo o estudo, 31% dos imigrantes não chega a ter o equivalente ao bacharelado.
A imigração está atualmente no centro do debate político da administração de George W. Bush, que insiste na luta contra os imigrantes clandestinos.
Ao mesmo tempo, Bush apóia um projeto que prevê a criação de uma categoria legal temporária para os imigrantes clandestinos empregados em ofícios que os americanos rejeitam, tal como agricultura, jardinagem e construção, entre outros.
Fonte: Ultimo Segundo

