Washington - Líderes e simpatizantes do "Projeto Minuteman" desafiaram hoje, quarta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, a viajar para a fronteira do país com o México e presenciar a "invasão" de imigrantes ilegais.
Enquanto os voluntários do "Projeto Minuteman" criticavam no Congresso a fraca resposta de Washington para resguardar as fronteiras, perto dali grupos pró-imigrantes realizavam um comício para exigir uma verdadeira reforma de imigração no país.

Durante uma entrevista coletiva, os dirigentes do "Projeto Minuteman", Jim Gilchrist e Chris Simcox, tiveram uma recepção de "heróis" de legisladores republicanos que defendem maiores restrições à imigração nos Estados Unidos.
Os dirigentes do grupo criticaram os imigrantes ilegais e disseram que sua mobilização não tem motivação xenófoba, já que o grupo é integrado por diversas etnias, embora a sala estivesse cheia de homens e mulheres brancos.
Antes de chegar a Washington, Gilchrist e Simcox estavam no Arizona, onde dezenas de voluntários começaram no último dia 1º a patrulhar a fronteira sudeste do estado com Sonora, no México.
Segundo o grupo, este mês os voluntários, muitos deles armados, ajudaram a Patrulha Fronteiriça na detenção de mais de 330 imigrantes ilegais, mas esse número não foi confirmado por nenhuma organização independente.
"Hoje, da mesma forma que quando fui ao Arizona para vê-los em ação, acho que eles são heróis... graças a seu trabalho pudemos promover" projetos de lei para combater a imigração ilegal, disse o legislador republicano Tom Tancredo.
"Peço ao presidente (Bush) que se reúna com esta gente que ele chama de `atentos` e que vá para a fronteira... ver o que acontece com seus próprios olhos", disse Tancredo.
O legislador do Colorado previu que o Congresso aprovará uma polêmica medida que, entre outras coisas, proibirá a emissão de carteiras de motorista para ilegais, agilizará as deportações e restringirá ainda mais o processo para a obtenção do asilo político nos EUA.
A medida, do legislador republicano James Sensenbrenner e conhecida em inglês como "Real ID Act" (lei da identidade verdadeira), foi incluída no projeto de lei de despesas suplementares para o Iraque e o Afeganistão aprovado pela Câmara de Representantes em março.
Essa versão será harmonizada com a que aprovou o Senado, que não incluiu a polêmica medida, mas que pediu a eliminação durante dois anos do limite atual de 66 mil vistos para trabalhadores estrangeiros na indústria de turismo e serviços.
A Casa Branca decidiu apoiar essa nova medida.
O líder da minoria democrata do Senado, Harry Reid, renovou hoje seu apelo para que os legisladores excluam a iniciativa de Sensenbrenner da versão final do projeto, porque não foi submetida ao devido processo legislativo e "não cabe num projeto de despesas de defesa".
Enquanto isso, ativistas da organização "Tepeyac" de Nova York, como Ruth Zúñiga, pediram ao Congresso que aprove uma reforma de imigração porque a comunidade imigrante "contribuiu para a riqueza desta nação".
Fonte: Yahoo!Noticias
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Londres - Michael Howard, o líder conservador que quis fazer da imigração um dos temas centrais desta campanha e se viu acusado de atiçar a xenofobia, é filho de um imigrante romeno de origem judaica.
Seu pai, Bernard Hecht, chegou ao Reino Unido como emigrante nos anos trinta e falsificou os dados sobre seus pais ao solicitar a cidadania britânica em 1947. Depois disso, mudou de sobrenome e adotou Howard, que soava mais britânico.

Hoje muitos, sobretudo na esquerda, fazem questão de lembrar a Howard essas circunstâncias familiares quando o político afirma que, se for eleito, tirará o país da Convenção da ONU sobre Refugiados e colocará limites anuais ao número de pessoas admitidas no Reino Unido.
Howard foi no passado um "tory" bastante liberal, admirador do primeiro-ministro do Reino Unido Edward Heath e foi, até mesmo, partidário da entrada da Grã-Bretanha no então Mercado Comum Europeu, embora hoje se diga disposto a pedir o "não" em um futuro referendo sobre a Constituição Européia.
Seu biógrafo, Michael Crick, que investigou cuidadosamente seu passado, acha que em sua época de estudante chegou até mesmo a militar no Partido Trabalhista e que em 1981, quando se lançou à Aliança Liberal Socialdemocrata, recebeu um convite de seus líderes para se filiar.
O certo é que menos de dois anos mais tarde e após haver conseguido a esperada cadeira parlamentar após muitos anos de tentativa, Howard se perfila como um forte partidário da Dama de Ferro, Margaret Thatcher.
Todos lembram dele nessa época como um "durão" em matéria de delinqüência. "A prisão funciona" é uma de suas frases mais evocadas. Ele também é recordado por sua oposição às leis favoráveis aos homossexuais, o que não deixa de surpreender pois Howard é o dirigente do partido que mais lutou para libertar certos setores conservadores de seus preconceitos anti-gays.
Em termos sociais, também se sabe que em sua época thatcheriana criticou o salário mínimo porque, segundo ele, supunha uma ameaça para três milhões de postos de trabalho, e defendeu o impopular imposto municipal introduzido pela então primeira-ministra.
Aqueles que o conhecem, descrevem-no, no entanto, como um homem afável e encantador, muito distinto do político populista, sempre disposto a explorar os preconceitos insulanos do britânico médio, cuja visão do mundo marca a leitura de uma imprensa sensacionalista.
Tem a seu lado e está exibindo muito na campanha sua loira e sempre sorridente esposa, uma conhecida modelo dos anos sessenta, que chegou a aparecer na capa da edição americana da Vogue e que lhe dá um pouco desse "glamour" que lhe falta.
Para alguns, como escreveu Peter Hyman no Financial Times, Howard é, apesar de suas tentativas de "aggiornamento", um homem que representa o tory passado.
Howard, que entrou nos Comuns no mesmo ano (1983) que o trabalhista Tony Blair, não oculta a pouca simpatia que sente pelo primeiro-ministro: "Não sou tão bom ator como o senhor Blair, que tem apenas palavras. O que as pessoas querem é ver ações".
fonte: Yahoo!Noticias
Lisboa - O deputado do Partido Social Democrata (PSD) José Cesário, eleito pelo círculo Fora da Europa, visita a comunidade portuguesa sediada nos Estados Unidos da América (EUA) entre os dias 5 e 10 de Maio, durante a qual preside à inauguração do Centro Comunitário de Hudson.
No dia 5 de Maio, José Cesário tem agendada uma reunião com a consultora do Ministério de Educação americano, Lucinda Haetticht, seguindo depois para o Parlamento de Massachusetts com membros da Portuguese-American Delegation

No dia seguinte, o programa prevê a deslocação à cidade norte-americana de New Bedford, onde, além de uma conferência junto dos órgãos de comunicação social, o deputado português se reúne com o professor Frank de Sousa da Universidade de Massachusets, Dartmouth.
Seguem-se, no dia 7 de Maio, encontros com dirigentes associativos, com directores e professores de escolas portuguesas e com conselheiros das Comunidades Portuguesas. Este dia termina com a inauguração oficial do Centro Comunitário.
O dia 10 de Maio está reservado para os congressistas de origem portuguesa e para a Embaixada de Portugal em Washington, finalizando com uma reunião com a direcção do Partido Social Democrata (PSD) em Newark.
Washington - Em uma aparente mudança de opinião, a Casa Branca pediu que os líderes do Congresso incluam uma polêmica medida sobre imigração na lei de despesas suplementares para as campanhas militares no Iraque e no Afeganistão.
Em carta enviada ao presidente do Comissão de Dotações Orçamentárias da Câmara de Representantes, o republicano Jerry Lewis, a Casa Branca pediu que a medida sobre imigração seja incluída na versão final do projeto de despesas de guerra.
Trata-se da medida conhecida em inglês como "Real ID Act" (Lei da identidade verdadeira), do legislador republicano James Sensenbrenner, que, entre outras coisas, proibirá a emissão de carteiras de motorista para imigrantes ilegais, restringirá o processo de asilo político e agilizará as deportações.
A medida foi incluída na versão aprovada pela Câmara de Representantes, mas não na que tramitou no Senado. As duas versões têm de ser harmonizadas, mas ainda não há data para que isso aconteça.
O governo Bush "pede energicamente aos negociadores que incluam a Real ID Act de 2005 na versão final do projeto de lei" para proteger os Estados Unidos da entrada de terroristas e de suas atividades.
"O governo tem algumas preocupações com a versão da Câmara de Representantes e trabalhará com os negociadores para atender a estas preocupações", disse na carta Joshua Bolten, diretor do Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca.
A Casa Branca já havia afirmado o mesmo em 9 de fevereiro, quando rompeu seu silêncio e apoiou o projeto da "Real ID Act".
Na carta a Lewis, com data de segunda-feira, a Casa Branca também apoiou uma emenda aprovada no Senado que elimina durante dois anos o limite anual atual de 66 mil vistos temporários para trabalhadores estrangeiros nos setores de turismo e serviços.
Nesta ocasião, no entanto, o pedido da Casa Branca para que seja incluída a polêmica medida de Sensenbrenner na versão final de despesas de guerra causou surpresa entre grupos defensores dos imigrantes.
Antes desta carta, a Casa Branca havia insistido duas vezes (primeiro em março e depois em meados de abril) que preferia um projeto de lei que só atendesse às necessidades para as campanhas militares no Iraque e no Afeganistão.
Vários legisladores apoiaram essa solicitação por entender que o projeto de despesas suplementares não é o fórum adequado para tratar os assuntos migratórios do país.
A Casa Branca não respondeu aos apelos da EFE para esclarecer o objetivo da carta a Lewis.
O Fórum Nacional de Imigração (NIF) acusou a Casa Branca de ceder a grupos que perseguem uma "agenda anti-imigrante ineficaz".
"Estamos profundamente decepcionados que a Administração Bush tenha apoiado de forma tão inequívoca medidas punitivas que vinculam todos os imigrantes com o terrorismo", disse Angela Kelley, subdiretora do NIF.
Bush criou expectativas para uma reforma de imigração e agora, em vez disso, "dá uma bofetada na comunidade imigrante" ao promover mais das mesmas falidas políticas migratórias, observou Kelley.
O líder da minoria democrata do Senado, Harry Reid, considerou que a medida de Sensenbrenner deve ser excluída da versão final porque, entre outras coisas, não foi submetida ao devido processo legislativo, que inclui audiências, debates e emendas.
Lucas Mendes de Nova York Quando escrevi minha primeira reportagem sobre brasileiras vivendo ilegalmente nos Estados Unidos o pai de uma delas ameaçou quebrar o escritório da revista Manchete em Belo Horizonte e me dar uma surra quando eu aparecesse por lá. Foi na década de 70. Clique aqui para ouvir essa crônica na voz de Lucas Mendes A clandestina em questão era uma universitária recém-formada que estava passando uns tempos aqui para aprender inglês e vivia de bicos, como diarista e professora de português. Foi a palavra clandestina que enfureceu o pai. Naquela época carregava um peso quase equivalente a marginal. Hoje, em média, 58 brasileiros estão sendo presos por dia tentando entrar nos Estados Unidos e dispostos a viver com outros dez ou 12 milhões de clandestinos, de cientistas russos a engraxates brasileiros. Não existe vergonha na vida sem documento e há um aspecto até enobrecedor porque fazem um trabalho honesto mal pago, sem benefícios, correndo o risco diário de prisão e deportação. Percentualmente, o brasileiro é o grupo étnico que mais cresceu em número de prisões por entradas ilegais, 1.665% entre 1999 e 2004. Na semana passada, 232 foram presos em 2 dias no Texas. Estão saindo do Brasil aos bandos. Em agosto passado, 14 brasileiros foram presos em furgões a caminho de Boston. Contaram que pagaram de US$ 2,5 mil a US$ 11 mil pelo pacote de entrada e transporte até o destino final. É uma barganha. O pacote chinês custa US$ 75 mil. Eles trabalham até 17 horas por dia, a maioria em restaurantes e lavanderias, para pagar pelas passagens e documentos falsos. Milhares dividem quartos onde 18 pessoas se revezam em beliches, levam pelo menos 5 anos para pagar a dívida e não há como escapar dela sem arriscar a própria vida ou as dos parentes que deixaram na China. Enquanto isso, norte-coreanos ar riscam a vida para viver miseravelmente, mas felizes, como clandestinos na China. Fonte: bbcbrasil.com
Oito a nove brasileiros ficam retidos diariamente nos aeroportos portugueses. Este ano já foi recusada a entrada em Portugal de mais de 300 brasileiros, segundo divulgou ontem, em Brasília, Gabriel Catarino, director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras . Por isso, defendeu o controle da emigração do Brasil para Portugal para evitar a exploração laboral e o desenvolvimento de redes clandestinas. Gabriel Catarino está no Brasil para sensibilizar as autoridades para reforçar a cooperação no combate ao tráfico de seres humanos.
fonte: DN Online
Brasília - Mais de 200 dos 232 brasileiros presos tentando entrar ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira com o México poderão esperar o processo de deportação em liberdade, segundo informaram ao Governo brasileiro as autoridades de fronteira americanas.
A maioria dos detidos não têm passagem anterior pela polícia de imigração
americana, o que lhes garante o direito de permanecerem livres. Só os reincidentes ficarão presos.

Um porta-voz do Itamaraty informou que 90% dos brasileiros detidos não continuarão presos, citando diplomatas brasileiros nos Estados Unidos.
O Consulado do Brasil em Houston, no Texas, vai acompanhar os processos que serão abertos nos juizados de imigração americanos. Mas até ontem o Itamaraty, em Brasília, ainda não tinha detalhes sobre os detidos. Apenas amanhã o ministério deverá receber informações mais atualizadas.
Os 232 brasileiros foram detidos no Sul do Texas em menos de 24 horas — 149 deles só na quarta-feira. As prisões ocorreram em seis localidades diferentes do Texas.
Fonte: diariodesaopaulo.com.br
O ministro espanhol de Trabalho, Jesús Caldera, calculou hoje em "mais de meio milhão" o número de imigrantes que regularizarão sua situação trabalhista na Espanha.
Para o ministro espanhol, o processo de regularização dos imigrantes, que termina no próximo dia 7 de maio, "vai muito bem", embora tenha reconhecido que, "como era previsível", o volume de pedidos aumentou durante as últimas jornadas.

O ministro de Trabalho e Assuntos Sociais lembrou que atualmente o processo de "normalização de imigrantes" tem 470 mil pedidos.
Fonte: terra.com.br
Andreza Quirino preferiu não partir numa aventura perigosa e se preparou durante três anos para viajar
Retratado em uma novela de TV, o sonho de emigrar para os Estados Unidos é hoje uma realidade para algo entre 600 mil a um milhão de brasileiros. A alternativa de ingresso de forma clandestina não é a única, mas certamente a que envolve mais riscos. Quem não tem visto de trabalho, tem que se contentar com o subemprego e corre o risco de ser deportado pelo serviço de imigração.

Outra opção é ingressar através de empresas especializadas em intermediar mão-de-obra temporária. Esta opção atende principalmente a jovens estudantes. É o caso da baiana Andreza Quirino. Há três anos, graduada em publicidade e sem emprego, desiludida com as possibilidades do mercado de trabalho local, tinha a esperança de chegar aos Estados Unidos para trabalhar. Em vez de partir para a aventura perigosa, no entanto, ela redirecionou a vida profissional e ingressou na Faculdade de Inglês da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Agora, está prestes a embarcar para os Estados Unidos para um ano com garantia de trabalho e estudo.
fonte: correiodabahia.com.br


