O Juiz Distrital do Estados Unidos, Fred Biery aprovou um acordo feito na terça-feira
entre a família Serafin Olivera Carrera e o governo.
Carrera ficou paralítico em 25 de março de 2001, durante um ataque
na sua casa envolvendo agentes do Serviço de Imigração
e Naturalização, atualmente, ‘U.S. Immigration and Customs
Enforcement’.
Os três agentes oficiais foram condenados por terem, propositalmente, se negado a prestar atendimento médico à vítima.. Os oficiais disseram que eles pe
Durante o ataque, Carrera lutou e bateu a cabeça numa pia que continha facas, e o oficial atirou-o no chão e o algemou.
Paralítico em virtude da nuca quebrada, Carrera passou a sofrer do coração e de problemas respiratórios relacionados à paralisia, acabando com morte cerebral.
"Todas as informações passadas pelos deportados, bem como os nomes dos aliciadores, foram colocadas no banco de dados da Polícia Federal, para que o serviço de inteligência comece as investigações em todo o país", informou o delegado Ricardo Amaro, da PF em Governador Valadares, no leste mineiro.
Os teor dos depoimentos de todos os deportados serão encaminhados ainda hoje ao Ministério Público Federal, que também vai acompanhar as investigações sobre a quadrilha que estaria levando brasileiros para os Estados Unidos.
A PF advertiu para o risco de os falsificadores de passaportes e agenciadores serem assassinados por algum brasileiro deportado, motivado pela indignação com o fracasso da viagem e humilhação sofrida na prisão daquele país.
No ano passado, dois falsificadores de documentos foram assassinados em Governador Valadares por terem descumprido acordos com pessoas que, depois de arriscarem a vida, foram presas e deportadas. Os dois, de acordo com o delegado, tinham desafetos por causa de viagens frustradas.
"A gente sabe que a travessia é difícil, mas eles (os agenciadores) prometem muita coisa e não cumprem. Mantive contato com um homem (coiote), que prometeu me receber no aeroporto da Cidade do México, mas nunca vi a cara dele, só de seus funcionários, que tentavam me extorquir sempre que podiam", contou Wellington Pereira, de 23 anos, que ficou 56 dias preso.
Dos 277 brasileiros que chegaram ao país na última quarta-feira, 70% são do município de Governador Valadares.