
O desafio passou por conceber uma estrutura vertical localizada na ilha de Cotonduba que, além de ter a função de torre de observação, se torne num símbolo de boas-vindas para quem chegar ao Rio de Janeiro por via aérea ou marítima, uma vez que esta será a cidade anfitriã dos Jogos Olímpicos de 2016.
Projectada pelo gabinete RAFAA, sedeado em Zurique, na Suíça, e denominada «Solar City Tower», esta estrutura foi escolhida como a resposta adequada à proposta inicial e tem a potencialidade de gerar energia suficiente não só para a aldeia olímpica, como para parte da cidade do Rio.
A sua concepção permite-lhe aproveitar a energia solar diurna através de painés localizados ao nível do solo, ao mesmo tempo que a energia excessiva produzida é canalizada para bombear água do mar pelo interior da torre, produzindo um efeito de queda de água no exterior. Esta água é simultaneamente reaproveitada através de turbinas com o objectivo de produzir energia durante o período nocturno.
Estas características permitem atribuir o epíteto de torre sustentável a este projecto, dando continuidade a alguns dos pressupostos do «United Nation´s Earth Summit» de 1992, que ocorreu igualmente no Rio de Janeiro, contribuíndo para fomentar junto dos habitantes da cidade a utilização dos recursos naturais para a produção de energia.
A Solar City Tower engloba ainda outras funcionalidades. Anfiteatro, auditório, cafetaria e lojas são acessíveis no piso térreo, a partir do qual se acede igualmente ao elevador público que conduzirá os visitantes a vários observatórios, assim como a uma plataforma retráctil para a prática de bungee jumping.
No cimo da torre é possível apreciar toda a paisagem que circunda a ilha onde estará implementada, bem como a queda de água gerada por todo o sistema que integra a Solar City Tower, tornando-a num ponto de referência dos Jogos Olímpicos de 2016 e da cidade do Rio de Janeiro.
obviousmag.org via jorna.us
Todas as imagens são propriedade da RAFAA, cedidas para utilização exclusiva na obvious.
Mais em: http://obviousmag.org/archives/2010/04/torre_sustentavel_nos_olimpicos_de_2016.html#ixzz0x0v28Bxk

Conversando com Steven Johnson, professor da Universidade de Nova Iorque: Ser elevado ao posto de apólogo da tecnologia não tirou do cronista de ciência Steven Johnson alguns costumes típicos da intelectualidade norte-americana mais conservadora, como o gosto por usar blazers com meias de lã verdes. Porém, as concessões à tradição acadêmica não avançam muito além disso. O nova-iorquino de 42 anos e “1,4 milhão de seguidores no Twitter” defende a internet como meio de socialização também para grupos locais e a existência dos video-games como produto cultural válido. Johnson esteve em Curitiba nesta última semana para participar da Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná. Autor do best-seller Everything Bad is Good for You: How Today’s Popular Culture Is Actually Making Us Smarter (Tudo o que é ruim faz bem para você: Como a cultura popular contemporânea nos torna mais espertos, em tradução livre), ele conversou com a Gazeta do Povo sobre as possibilidades da internet e o conceito de cidade como um organismo vivo.
A tecnologia, que o senhor defende como integradora, não age contra a sua ideia da cidade como um organismo vivo à medida em que dissolve as relações fisicamente próximas?
Penso que as duas coisas ocorrem ao mesmo tempo. A globalização está acontecendo. Estamos conectados de uma maneira que nem (o pensador canadense Marshall) McLuhan poderia sonhar quando criou o conceito de “aldeia global”. Quando se olha para o mundo desta maneira, a geografia importa cada vez menos. O importante é a sua habilidade de criar uma rede de contato ao redor do mundo. Mas por outro lado, mais e mais pessoas estão se mudando para as cidades. Previam 30 anos atrás que, com a internet, as cidades se esvaziariam, mas ocorreu o extremo oposto. A população ainda reconhece que os benefícios de estar junto a outras em um mesmo ambiente, e a comunicação eletrônica também auxilia o desenvolvimento das cidades. Há conexões locais que são muito mais fáceis de fazer por meio da internet, e que fazem a experiência de viver em cidades populosas mais fácil.
Qual é o ponto de intersecção entre as relações mediadas pela tecnologia e as do “mundo real”?
Acho que há um tipo de conexão que você alcança apenas em relações face-a-face; certas emoções e sutilidades que surgem apenas no espaço físico. Nada vai superar isso. O que a internet fez foi acrescentar uma nova dimensão. É uma questão sobre o tipo de mídia utilizada. A sensação de ler um romance permanece extraordinária – algo que a televisão não pode substituir plenamente –, mas a preponderância do livro já não é a mesma do século 19. Vizinhos também já não têm a mesma importância que tinham nas pequenas cidades do século retrasado, mas isso não quer dizer que o senso de comunidade não seja a resposta para o que significa ser humano e integrado ao mundo.
Você concorda com a ideia de que a tecnologia tornou possível a comunicação e a produção artística sem presença de um mediador superpoderoso?
Não há dúvida de que houve uma explosão de interações descentralizadas. Hoje, a maioria das pessoas cria conteúdo para ser consumido apenas pelos amigos. Mas é algo complicado pensar que o vetor “de cima para baixo” simplesmente acabou. (O seriado de tevê) Lost é criado pelas elites – uma grande rede de televisão americana – e o cidadão não pode alterar a estrutura do seriado, e mesmo assim a audiência o ama. Lost é um grande exemplo porque, ao mesmo tempo em que é servido pronto, criou uma massa de fãs integrados no mundo inteiro discutindo as teorias do roteiro e especulando sobre os mistérios da trama. O que temos ao final é um diálogo entre a cultura de massa e a cultura de elite, que é absorvida e transformada ao longo do caminho.
E onde, no meio de tudo isso, é criado o espaço para as interações locais, dadas exclusivamente entre as comunidades próximas?
Se o tema é “devemos construir um playground nessa esquina?”, você fala com seus vizinhos, que são as pessoas que dividem os mesmos interesses no caso. E a web torna possível discutir isso de uma maneira que seria difícil de fazer antes dela. Em Brooklyn, Nova Iorque, onde eu moro, há pioneiros em blogs locais que escrevem sobre casas à venda e assaltos. Mas se você quiser falar sobre o episódio de ontem de Lost, talvez os seus vizinhos não sejam as pessoas ideais para isso. Talvez a pessoa que divida os mesmos interesses esteja em Tóquio! A diferença é que agora você tem opções que não existiam antes.
gazetadopovo.com.br via Jorna.us

Por Matthew Miller e Luisa Kroll, da Forbes
Graças à valorização repentina das ações das suas várias empresas do setor das telecomunicações, principalmente a gigante da telefonia móvel America Movil, o magnata mexicano Carlos Slim Helu superou os norte-americanos Bill Gates e Warren Buffett e se tornou a pessoa mais rica do planeta. Agora, ele ocupa o primeiro lugar na Lista dos Multimilionários Mundiais de 2010 da Forbes.
A fortuna de Slim cresceu US$ 18,5 bilhões em 12 meses, atingindo cerca de US$ 53,5 bilhões. As ações da America Movil, empresa na qual Slim possui uma participação de US$ 23 bilhões, valorizaram 35% em um ano. Esta exorbitante quantidade de dinheiro coloca-o à frente do co-fundador da Microsoft, Bill Gates, por 15 anos considerado o homem mais rico do mundo.
Com uma fortuna avaliada em US$ 53 bilhões, Gates ficou em segundo lugar este ano. Em relação ao ano passado, está US$ 13 bilhões mais rico devido à alta de 50% nas ações da Microsoft nos últimos 12 meses. As participações de Bill Gates no seu fundo de investimento pessoal Cascade também registaram uma subida, acompanhando a tendência do resto dos mercados.
A fortuna do megainvestidor Warren Buffett cresceu US$ 10 bilhões, atingindo os 47 bilhões de dólares graças à valorização das acções da Berkshire Hathaway. Este ano, Warren Buffet surge na terceira posição.
O Oráculo de Omaha, como é conhecido Buffet, investiu de forma perspicaz US$ 5 bilhões no Goldman Sachs e outros US$ 3 bilhões na General Electric no meio do colapso dos mercados em 2008. Recentemente, também adquiriu o gigante de ferrovias Burlington Northern Santa Fe, por US$ 26 bilhões. Na sua carta anual aos acionistas, Buffet escreveu: "Investimos muito dinheiro durante o caos dos últimos dois anos. Quando chove ouro, pegue num balde e não num dedal."
Muitos plutocratas fizeram precisamente isso. Na verdade, o cemitério de fortunas do ano passado tornou-se num filão muito valioso para os multimilionários. A maioria das pessoas mais ricas do planeta viu as suas fortunas crescer no último ano.
Este ano, os multimilionários mundiais possuem uma fortuna média de US$ 3,5 bilhões, o que representa uma alta de US$ 500 milhões face ao valor de 12 meses atrás. Há 1.011 multimilionários no mundo, um número bem acima dos 793 contabilizados há um ano. Entretanto, esse número ainda está aquém do recorde de 1.125 multimilionários registrados em 2008. Dos multimilionários da lista do ano passado, apenas 12% registraram um decréscimo nas suas fortunas.
O empresário brasileiro Eike Batista foi um dos que teve uma alta extraordinária em sua fortuna e está no oitavo lugar da lista, com um patrimônio estimado em US$ 27 bilhões. Dono do grupo EBX, Batista ocupava a 61ª posição no ano passado, com U$S 7,5 bilhões.
Os multimilionários norte-americanos ainda dominam a lista, mas a sua liderança é cada vez menor. Os americanos representam 40% dos multimilionários mundiais, enquanto há um ano este número abrangia 45% do total.
Os EUA representam 38% das fortunas acumuladas das pessoas mais ricas do mundo, cujo total soma US$ 3,6 trilhões, uma queda de 6% face aos 44% do ano anterior.
Dos 97 estreantes na lista, apenas 16% são oriundos dos EUA. Em contrapartida, a Ásia registou grandes ganhos. A região conta com mais 104 magnatas e, atualmente, só tem 14 a menos do que a Europa, graças a várias ofertas públicas de aquisição e a mercados acionários em alta.
Entre os novos nomes na lista estão o americano Isaac Perlmutter, que vendeu a Marvel Entertainment para Disney, por US$ 4 bilhões, no último mês de dezembro. O magnata do Homem-Aranha embolsou quase US$ 900 milhões em dinheiro e US$ 20 milhões em acções da Disney com a transação.
Também estrearam na lista 27 multimilionários chineses, nomeadamente, Li Shufu, dono da montadora Geely, que anunciou planos para adquirir a marca sueca Volvo da Ford em dezembro. Espera-se que o negócio esteja concluído em março de 2010.
A Finlândia e o Paquistão estreiam-se este ano na lista. Pela primeira vez, com 89 multimilionários, a China (incluindo Hong Kong) é o país que possui mais nomes na lista além dos EUA. A Rússia conta com 62 multimilionários, 28 dos quais regressam à lista depois de não terem marcado presença no último ano devido à crise das commodities. Este ano, voltaram à lista 164 multimilionários.
Em relação à lista do ano passado, o clube dos multimilionários perdeu 30 membros antigos. Entre os quais: o islandês Thor Bjorgolfsson, o russo Boris Berezovsky e o saudita Maan Al-Sanea. Além disso, morreram 13 membros da lista anterior. Entre os falecidos estão o incorporador imobiliário Melvin Simon e o magnata do vidro William Davidson.
Yahoo!Noticias via Jornal.us

A Google apresentou nesta terça-feira um novo aplicativo de voz para o iPhone que funciona através de um browser móvel. O anúncio veio um mês após a Apple cancelar a oferta para download de uma versão “app” da ferramenta.
Segundo o site PC World , apesar da Apple oficialmente estar “ponderando” liberar o Google Voice para o iPhone e mesmo com toda a concorrência entre as duas companhias em relação ao mercado de serviços mobile, a Google lançou uma versão completamente on-line do seu serviço de voz, focado no sistema embarcado da empresa adversária.
Assim como nos handsets Palm Pre e Pixi, este aplicativo traz grande parte da funcionalidade de ferramentas de voz nativas do Android e BlackBerry para o browser do iPhone. A Google usou o renovado poder de fogo da nova versão do “idioma da web”, o HTML5, para realizar a façanha.
Nas ligações realizadas pelo Google Voice “online”, a pessoa que recebe a chamada vê um número diferente do verdadeiro, uma espécie de “número google”, associado ao telefone. Já em ligações recebidas pela ferramenta para download, a que foi cancelada pela Apple, o telefonema é redirecionado para a linha original do iPhone. De acordo com o jornal Mercury News , além de chamadas, o aplicativo online permite aos usuários acesso ao correio de voz e envio mensagens de texto de graça.
“Uma das grandes vantagens de aplicações web é que você não precisa baixar e instalar um aplicativo no telefone” disseram Marcus Foster e David Singleton, gerentes da Google. Após ser sumariamente vetada pela Apple, o aplicativo foi submetido a uma revisão, que demorou seis semanas, levando a FCC , comissão responsável pela regulamentação das Comunicações dos Estados Unidos, a pedir maiores esclarecimentos.
A Apple se defendeu, dizendo que o aplicativo da Google altera recursos do iPhone e que a concorrente não deu garantias sobre como iria lidar com as informações pessoais de seus clientes. “A questão ainda está sob escrutínio”, afirma Matt Nodine, chefe de Departamento Pessoal da Agência de Telecomunicações Sem Fio dos Estados Unidos. Natalie Kerris, porta-voz da Apple, não quis comentar o assunto.
Na opinião do colunista do site PC World, apesar dessa nova versão estar pronta para uso e trazer diversos recursos interessantes, o aplicativo web não elimina o valor que um verdadeiro software Google Voice poderia trazer ao iPhone.

O comércio mundial tem sua maior queda desde a Segunda Guerra Mundial e, em 2010, terá apenas uma recuperação medíocre diante da estagnação de algumas das maiores economias. O alerta é da Organização Mundial do Comércio (OMC), que deixa claro: o crescimento da China não será suficiente para recuperar o prejuízo e as consequências políticas da crise ainda estão por vir. Como solução, a entidade indica que os pacotes de resgate implementados por governos não são sustentáveis e que as economias terão de buscar um novo "motor de crescimento".
Ontem, a OMC indicou que 2009 foi o pior ano desde a década de 40 para as exportações mundiais. Pelos dados da entidade, a queda do comércio foi de 12% no ano passado. Quando a crise eclodiu, a entidade havia estimado que a queda seria de apenas 7% no comércio. Naquele momento, o diretor da OMC, Pascal Lamy, rejeitou números de outras entidades indicando que o cenário poderia ser bem pior.
Mas, em dezembro, promoveu uma revisão do número e identificou que a queda já havia sido de 10%. Agora, a constatação dele é de que a crise é ainda maior. A retração teria ocorrido diante da queda dos maiores mercados consumidores, como Europa, EUA e Japão.
Para 2010, a previsão é de que haja uma recuperação. Mas dados preliminares da OMC indicam que a taxa seria insuficiente para compensar as perdas do ano passado. Com a economia europeia paralisada, a perspectiva é de que o comércio internacional tenha uma retomada apenas tímida.
A volta do comércio internacional aos níveis de 2007 e 2008 somente ocorreria em 2012, na melhor das hipóteses. "O comércio mundial foi uma vítima da crise", afirmou Lamy, em discurso em Bruxelas. "Vemos a maior queda do comércio desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse.
Sua avaliação é de que a redução no comércio foi causada pelo tombo das economias mais ricas e que também são as que mais importam. Outro problema foi a seca nos créditos de exportação, o aumento de tarifas em alguns países e a elevação de subsídios, distorcendo o mercado.
Para 2010, Lamy evita fazer uma projeção de qual será o crescimento do comércio. Mas indica que o maior desafio será a taxa "intoleravelmente alta de desemprego". As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Quem não gostou de Avatar e não entende todo o rebuliço em torno dele tem mais um argumento para “descadeirá-lo”. Após o lançamento do filme de James Cameron, as produções em 3D estão em alta e contam com uma grande adesão de espectadores. Ao avaliar os efeitos da técnica na visão humana, optometristas da University of California perceberam que uma grande exposição à tecnologia 3D pode causar problemas em algumas pessoas.
Os filmes em 3D dão uma dimensão extra aos efeitos especiais, o que é um atrativo que garante bilheterias. Porém, após 20 minutos a imagem se torna desconfortável, explica Guido Voltolina, diretor sênior para desenvolvimento de negócios e tecnologia de imagens nos Laboratórios Dolby. O ideal é ter o cérebro focado no enredo, sem tanto trabalho com as imagens, acrescenta.
O Dr. Daniel Adams, da University of California (São Francisco), explica que os frequentes movimentos ou ajustes realizados pelos olhos podem desencadear sintomas como enjôo ou tontura, além de cansar a vista.
Ao assistir a um filme em 3D, são realizados pequenos e frequentes movimentos oculares, já que os objetos na tela aparecem mais próximos ou mais distantes do que estão realmente, explica Adams. Quando se obedece ao reflexo cerebral, os músculos oculares tentam fazer o foco no ponto onde os objetos parecem estar (ou seja, projetando-se para fora da tela) e não onde realmente estão (na superfície da tela). Num primeiro momento, portanto a imagem em 3D fica fora de foco. Para conseguir assistir à projeção, é preciso condicionar o ato reflexo e, consientemente, controlar o ponto focal e o estrabismo natural. Tal movimento é possível – quem nunca brincou de vesgo durante a infância atire a primeira pedra – e até bem fácil, mas pode causar desconforto, afirma o médico para o site TG Daily .
Os efeitos da fadiga visual incluem irritação nos olhos (às vezes acompanhada de lacrimação), visão dupla , dores de cabeça, sensibilidade e redução da acuidade visual, segundo pesquisas da Wright State University .
A boa notícia é que os produtores de filmes estão trabalhando com médicos e especialistas em visão para assegurar o conforto nas experiências em 3 dimensões, conta o site San Francisco Chronicle . Os especialistas dizem que não é necessário se preocupar com sua visão ao assistir os filmes 3D, já que não há evidências que a tecnologia seja danosa a longo prazo ou de forma definitiva. O problema, no momento, é apenas desconforto.
Martin Banks, professor de optometria na University of California (Berkeley), sugere àqueles que se sentirem desconfortáveis durante um filme que removam os óculos 3D e dêem um descanso aos olhos. O professor também diz para olhar para objetos próximos e distantes, ao sair do cinema, para ajustar a vista ao mundo real.
Os pesquisadores acreditam que, ainda este ano, começarão a ser vendidas TVs equipadas com a tecnologia 3D, e já existem planos para levar a técnica também a celulares e computadore.
Yahoo!Noticias via Jornal.us

PEQUIM (Reuters) - Analistas do governo dos Estados Unidos acreditam que um homem conectado ao governo chinês tenha escrito a parte principal de um programa de espionagem usado em ciberataques contra o Google no ano passado, publicou nesta segunda-feira o jornal Financial Times.
O homem, um consultor de segurança na casa dos 30 anos, publicou partes do programa em um fórum de hackers, onde ele o descreveu como algo em que "estava trabalhando", afirmou o jornal, citando um pesquisador não identificado que trabalha para o governo dos EUA.
O criador de spyware trabalha como freelancer e não lançou o ataque, mas as autoridades chinesas tinham "acesso especial" ao seu programa, de acordo com a reportagem.
"Se ele deseja pesquisas no campo em que é melhor, precisa seguir as instruções do governo de vez em quando", teria dito o pesquisador norte-americano não identificado, segundo o jornal.
"Ele preferiria não ter sujeitos de uniforme vigiando tudo que faz, mas não existe maneira de alguém com sua competência escapar a isso. O Estado tem acesso privilegiado ao trabalho desse tipo de pesquisador", acrescentou a fonte.
A reportagem não explica como os analistas sabem sobre as conexões entre o homem e o governo chinês.
As alegações sobre o software de espionagem são o mais recente episódio que opôs o Google e os EUA à China, que conta com uma muralha de controle sobre a Internet e uma legião de hackers.
Em janeiro, o gigante das buscas ameaçou sair da China e fechar seu portal em chinês Google.cn devido a queixas de censura e ataques sofisticados praticados por hackers chineses.
Washington apoiou essas queixas e pediu a Pequim para investigar as denúncias de ação de hackers de forma meticulosa e transparente, Pequim diz que se opõe à ação de hackers.
A reportagem do Financial Times também menciona fontes não identificadas que confirmaram informação do New York Times, segundo a qual analistas teriam identificado a origem dos ataques online em duas instituições educacionais chinesas, a prestigiosa Universidade Jiaotong, em Xangai, e a escola vocacional de Lanxiang.

LOS ANGELES (Reuters) - Uma pesquisa feita online com 895 internautas e especialistas mostrou que mais de três quartos dos entrevistados acreditam que a Internet deixará as pessoas mais inteligentes ao longo dos próximos 10 anos.
A maioria dos entrevistados também afirmou que a Internet irá melhorar os níveis de leitura e escrita até 2020, segundo o estudo do Imagining the Internet Center, da Universidade de Elon, e o projeto Pew Internet and American Life.
"Três em cada quatro especialistas afirmaram que o uso da Internet aumenta a inteligência humana, e dois terços disseram que o uso da Internet já melhorou os níveis de leitura, escrita e compreensão de conhecimento", disse a co-autora do estudo, Janna Anderson, diretora do Imagining the Internet Center.
Mas 21 por cento dos entrevistados disseram que a Internet tem o efeito contrário e pode até diminuir a inteligência de quem a usa muito.
"Ainda há muitas pessoas que são críticas do impacto do Google, Wikipedia e outras ferramentas da Web", disse ela.
A pesquisa coletou opiniões de cientistas, líderes de negócios, consultores, escritores e engenheiros de tecnologia, além de internautas escolhidos pelo pesquisadores. Das 895 pessoas entrevistadas, 371 delas seriam "especialistas".
O que incitou os pesquisadores, em parte, foi uma reportagem de capa da Atlantic Monthly de agosto de 2008, escrita pelo repórter de tecnologia Nicholas Carr: "O Google está nos deixando burros?"
No artigo, Carr sugere que o uso excessivo da Internet estaria afetando a capacidade de concentração e reflexão das pessoas. Carr, que participou do estudo, afirmou que ainda concorda com essa visão.
"O que a Internet faz é transferir o foco de nossa inteligência de uma inteligência meditativa ou contemplativa para o que pode ser chamado de uma inteligência utilitária", disse Carr no release que acompanha a pesquisa. "O preço de ficarmos pulando de pedaço em pedaço de informação é a perda de profundidade de nossa reflexão."
Já o fundador do Craiglist, Craig Newmark, afirmou, que "as pessoas já usam o Google como adjunto de sua própria memória".
"Por exemplo, eu acho que estou certo sobre alguma coisa, e preciso de fatos para sustentar isso e o Google me ajuda com isso", disse ele.
A pesquisa também mostra que 42 por cento dos especialistas acreditam que a atividade online anônima será "drasticamente reduzida" até 2020, graças a melhores sistemas de segurança e de identificação, ao passo que 55 por cento crêem que ainda será razoavelmente fácil navegar pela Internet em anonimato daqui a dez anos.

BARCELONA/AMSTERDÃ (Reuters) - A indústria de serviços de navegação perdeu seu rumo agora que Google e Nokia estão oferecendo mapas em seus smartphones gratuitamente, e o tema foi bastante discutido no evento do setor de dispositivos móveis, Mobile World Congress, em Barcelona esta semana.
A Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, seguiu o exemplo do Google e, no mês passado, lançou um serviço gratuito de mapas para cerca de 20 milhões de aparelhos, afetando diretamente o setor de navegação no mundo todo.
Analistas afirmam que a medida já mostra efeitos claros.
"(Serviços) de navegação em celulares eram uma indústria. Agora são um aplicativo, um aplicativo gratuito", disse Tim Shepherd, da consultoria Canalys.
A Nokia afirmou na segunda-feira que 3 milhões de consumidores já haviam baixado o pacote de navegação gratuito.
Ao mesmo tempo, a estratégia da Nokia e do Google de oferecer serviços de navegação gratuitamente pode criar novas oportunidades para outras empresas do setor.
"Nós temos um plano B, mas não posso das mais detalhes por enquanto. Faremos anúncios mais tarde no ano", disse Gerhard Mayr, vice-presidente do setor global de telefonia da Navigon, terceira maior vendedora de aparelhos de navegação da Europa depois da TomTom e da Garmin.
"Vemos agora um apetite maior por nossas soluções", disse Mayr. "Estamos negociando com diversas partes."
Enquanto isso, outros tentam transformar o mapa em algo mais.
"Criamos nosso próprio mapa", disse Noam Bardin, presidente-executivo da Waze, dona de um aplicativo de navegação para aparelhos móveis com informações sobre trânsito e condições das estradas.
"O valor está em informações em tempo real. Nenhum software pode te dizer se há gelo na estrada ou para ir à direita no estacionamento porque o lado esquerdo está lotado", disse Bardin.

O presidente da Sony Ericsson, Bert Nordberg, supostamente teria afirmado em um congresso de dispositivos móveis que sua empresa foi a primeira a ser convidada para o desenvolvimento do Google Nexus One – antes da atual fabricante, a HTC – mas teria recusado a parceria.
Segundo o jornal Sydsvenskan , Nordberg teria afirmado no Mobile World Congress, que aconteceu durante o carnaval em Barcelona, não ter havido interesse em desenvolver celulares para nenhuma outra marca que não fosse Sony Ericsson, e que eles chegarão ao mercado norte-americano do próprio ‘jeito’.
A Sony Ericsson é uma joint venture que compreende a divisão de telefonia móvel da japonesa Sony e a gigante de telecomunicações da Suécia, Ericsson. A parceria entre as duas empresas, firmada em 2001, alavancou uma espécie de sinergia que colocou a organização entre os líderes do mercado mundial de aparelhos celulares. Entretanto, em 2009 a empresa anunciou um prejuízo de 73 milhões de euros referentes a seu exercício de 2008 e, em seguida, um severo ajuste e enxugamento de sua estrutura – o que parece não ter ajudado, pois os prejuízos cresceram para cerca de 156 milhões de euros no último trimestre de 2009 – cinco trimestres seguidos no vermelho. A aposta para 2010, todavia, é de recuperação da lucratividade perdida.
Apesar de não existirem registros gravados da declaração de Nordberg, o site Mashable afirma que talvez a decisão não tenha sido tão ruim, já que as vendas do Nexus One tem sido medíocres.
Curiosamente, de acordo com o site ZD Net , a Sony Ericsson se coloca como parceira da Google ao produzir celulares com o sistema operacional Android, como o Xperia (curiosamente, o celular era chamado internamente de Xperia Nexus ) mas Nordberg ressalta que a empresa tem se concentrado em games, que a joint venture acredita ser um mercado rentável para smartphones.
Até o fechamento desta nota, não havia um posicionamento oficial da Sony Ericsson a respeito do assunto.
Yahoo!Noticias via Jornal.us