
18/05/2011 - Eu tinha decidido no domingo, colocar uma pá de cal nessa história de CRBE, mas sou praticamente obrigado a voltar ao assunto.
Recebi pelo Facebook um vídeo, Youtube, da Vejatv, no qual minha (ex?) colega do CRBE, Esther Sanchez, afirma não ter havido expulsão e explica com a maior segurança ter havido uma espécie de advertência para que eu mude meu comportamento. Coisa nada grave, que terei três meses para responder e ficando bonzinho tudo entra de novo nos eixos.
Esther me parece sincera, tanto que pede ao pastor Silair para corrigir sua informação ao Gazetanews de ter havido um suplente pela Europa desligado do CRBE, ou seja, eu mesmo.
Porém, no documento que recebi do Itamaraty, com as assinaturas dos conselheiros que pediram meu « desligamento », está no quinto lugar, a assinatura bem visível de Esther Sanchez-Naek. Existem, portanto, três hipóteses – a primeira é a de que Esther não assinou, alguém assinou por ela; a segunda, é que ela assinou sem ler o que assinava; e a terceira, é a de ter sido « enrolada » por outro conlheiro, pensando estar assinando advertência mas assinando na verdade expulsão, ou numa linguagem mais amena, desligamento.
Para evitar que o vídeo da Esther Sanchez crie confusão entre os emigrantes nos EUA, sou praticamente obrigado a voltar ao assunto para explicar que houve sim um pedido de meu afastamento ou expulsão ou expurgo pelos meus « colegas » do CRBE. Ou seja, a iniciativa foi tomada por eles.
Mesmo porque acabo de ver no Facebook, outra informação de que não fui expulso, de Monica Pereira, conselheira pela Europa. Não acho que os conselheiros do CRBE sejam pessoas que não saibam o que assinam, mas são pessoas que precisam aprender a assumir o que assinam e não ficar agora com medo da confusão armada.
Como disse o companheiro emigrante Romão, da rádio Mamaterra, da comunidade brasileira em Berlim - « vocês se lembram se na ditadura militar se cassava também suplente ? » Sim, como é que um suplente pode causar tanto reboliço, são 16 contra 1, e ainda precisa expulsar ?
Voltando ao pedido de expulsão, como vivemos numa democracia tenho um prazo de dez dias para responder, se quiser responder, e se instaurou um processo administrativo que, dentro de um prazo máximo de três meses, dará seu parecer. Disseram para Esther e ela assim diz no vídeo que tenho três meses para mudar de comportamento, não é bem isso.
Agora, como vivemos numa democracia tenho um prazo de dez dias para responder, se quiser responder, e se instaurou um processo administrativo que, dentro de um prazo máximo de três meses, dará seu parecer. Disseram para Esther e ela assim diz no vídeo que tenho três meses para mudar de comportamento, não é bem isso.
Mas o que diz o artigo do regulamento do CRBE no qual se basearam meus inquisidores, capaz de justificar minha expulsão por eles tão almejada ? Transcrevo - « os conselheiros do CRBE deverão portar-se, no desempenho de suas mandatos e em suas vidas públicas, de maneira condizente com a importância e representatividade do cargo que ocupam, com especial atenção à moralidade e à impessoalidade de suas funções ».
E do que sou acusado ? Transcrevo - « ...desde sua posse, tem divulgado informações negativas acerca da utilidade e eficiência do CRBE, redigindo artigos e comentários, solicitando a dissolução do Conselho e lançado uma campanha através de redes sociais, mailing imprensa virtual contra o Conselho e seus membros ».
Vocês viram alguma ligação direta entre o regulamento e a acusação? Não há, é preciso procurar com lupa.
Qual é, então, o problema? Na verdade, sou considerado um danado de um subversivo que vive infernizando a vida deles com artigos na imprensa E tenho a impressão de estar vivendo nos anos 70, quando era forte a repressão da ditadura militar e o próprio Estadão era obrigado a colocar versos de Camões em lugar de notícias e comentários.
Meus caros colegas do CRBE têm o comportamento de censores e inquisidores. Não suportam críticas e na falta de poderem queimar na fogueira meu colega jornalista da Época, autor do artigo Um Conselho Desaconselhável, pegaram o conselheiro-suplente-jornalista mais perto para servir de bode expiatório.
E vejam bem, não fui eu quem escreveu sobre cartões de visita, sobre viagens em classe executiva, sobre guerra de titulares-suplentes. Mas sou responsabilizado pelo « desgaste provocado por todos os incidentes ocorridos desde dezembro de 2010 ». Que desgaste, que incidentes ?
Ao que eu saiba, e a Época, noticiou, o CRBE passou esses meses, antes de se reunir em Brasília, sem incidente por simplesmente não ter feito nada. Dizem que o relatório dos EUA tinha dez linhas. Um conselheiro colocou entre suas atividades o fato de ter assinado o livro de condolências pela morte do nosso vice-presidente e coisas parecidas. Um conselheiro foi vaiado no encontro do Focus Brasil. Uma conselheira, não nos EUA, deu uma festa de arromba na qual a entrada era o passaporte para se poder votar. Um candidato a conselheiro, em Barcelona, foi vítima de uma sórdida campanha de difamação. Outro é funcionário do Consulado. Isso sem se falar no meu artigo, publicado aqui no Direto, sobre « padres, pastores e despachantes ». Eu não sou o culpado por isso, e todas essas coisas se enquadram no artigo 33 do CRBE e constituem, isso sim, infrações.
Vejam bem, quando há desfuncionamento e falhas em alguma coisa, não é o jornalista que publica a crítica o culpado. E no caso do CRBE, minhas críticas não tratam de pessoas e sim de conceitos. E, infelizmente, não sou um jornalista lido por tanta gente, que possa afetar o funcionamento do CRBE.
E para terminar, quero tornar pública uma grande mágoa que me foi profunda, ao ter em mãos o documento pedindo minha expulsão ou afastamento do CRBE, porque vi ali no quarto lugar a assinatura de alguém por cuja eleição lutei e, tive aquele reflexo, de me dizer, na minha decepção e tristeza, « até tu Brutus? ».

15 Maio 2001 - Berna (Suiça), por Rui Martins - Fui surpreendido neste sábado por um telefonema dos EUA me avisando terem fundamento minhas suspeitas sobre um possível expurgo no CRBE. O jornal Gazetanews publicava uma reportagem sobre o encontro de emigrantes em Brasília, onde o pastor Silair de Almeida confirmava ter sido desligado um suplente do CRBE.
Ou seja, em lugar do Conselho de Representantes dos emigrantes tentar corrigir as falhas e deficiências apontadas na revista Época, decidiu procurar um bode expiatório. É lamentável, porque essa decisão demonstra que, além de ineficiente, esse CRBE é constituído de pessoas incapazes de diálogo, e lembra uma época já passada, a da ditadura militar, onde os subversivos que discordavam eram cassados, sem direito de defesa.
Talvez esta seja minha última coluna tratando da questão emigrante. Não me sinto, realmente, diante dessa covardia cometida com a complacência do Itamaraty, em condições de continuar nessa luta, na qual sou extremamente minoritário, incapaz de impedir a transformação do CRBE numa feira de vaidades e de vampirização do mercado emigrante.
Vou me limitar a reproduzir alguns comentários recebidos, mostrando haver muitos emigrantes conscientes do desvio da tentativa de se criar uma verdadeira política de emigração.
Nelson Serathiuk, de Lausanne, na Suíça, publicou no Facebook, o seguinte texto:
Os "representantes do CRBE" não foram eleitos democráticamente como pretendem o Itamaraty e os próprios eleitos. Vê-se que trabalham com garra e "defendem os interesses das comunidades brasileiras emigrantes" tomando decisões como a de expurgar um membro eleito suplente !!! Este membro foi ouvido pelo CRBE e pelas entidades de tutela ? Parece que não !
Para mim é mais um motivo para anular eleições fraudulentas (sem colégio eleitoral recenseado) onde grupos de interesses, comerciais, profissionais, religiosos, politicos, proselitistas, acaparam a direção do CRBE. Isto tudo com a conivência das "autoridades tutelares" que "organizaram" eleições fraudulentas.
As comunidades brasileiras de emigrantes não foram sequer informadas sobre as eleições do CRBE e não tinham conhecimento do Decreto e da Portaria. Nada foi filtrado pelos Consulados e Embaixadas do Brasil junto às pessoas inscritas nestes orgãos. Nem sequer um cartaz ou flyer foi distribuido por estes orgãos conhecedores dos brasileiros residentes no estrangeiro, organizados em associações brasileiras e lusófonas, corais, clubes de capoeira, clubes de dança, grupos musicais, creches, pequenos comércios onde se compram produtos brasileiros, sem falar nas estruturas próprias dos países de residencia que trabalham em favor dos emigrantes....nunca souberam da existência desse processo de representatividade.
A participação nas eleições do CRBE é mais do que ridicula !! Se as "autoridades tutelares" e os "representantes eleitos" não anularem estas eleições e prepararem uma verdadeira eleição democrática e participativa com recenseamento (matricula consular) de constituição do Corpo Eleitoral, o acaparamento do CRBE por certos grupos será considerado a primeira e mais importante MARACUTAIA de uns poucos que deverão responder de seus atos.
Seguem-se outros comentários -
Claudia Santana Tamsky - Presidente Núcleo do PT, Boston.USA escreveu:
Venho acompanhando bem de perto tudo que vem acontecendo com este CRBE. Em alguns momentos, sendo inclusive entrevistada sobre esses escândalos e a pouca funcionalidade deste conselho. No entanto, o que me chama a atenção, mais especificamente ,é a forma vertical e autoritária com que os diplomatas tomam suas decisões. E é claro, adicionado a subserviência dos conselheiros que se submetem aos mandos da Sub Secretaria das Comunidades Brasileiras no Exterior. Agora, cabe a nós, brasileiros no exterior, reivindicarmos uma autonomia que nos dê a liberdade de administrarmos as mazelas que afligem nossa comunidade imigrante. E para isso, uma secretaria de Estado viria a ser a resposta para esses problemas de autruísmo no qual se encontra o CRBE.
J. Magalhães escreveu:
Caro Rui, apesar de nao ser um emigrante, tenho acompanhado pelas páginas do DR sua luta em prol de um conselho independente e que represente verdadeiramente a comunidade brasileira no exterior. Confesso que me emociono com seu espírito de luta, sua garra e determinação em busca do seu sonho. Espero que o Itamaraty um dia reconheça a importância da sua luta e desça do pedestal para ouvir a voz de quem conhece verdadeiramente as angustias do emigrante brasileiro. O problema, Rui, é que diplomatas são passageiros, não esquentam lugar. Estão ali para cumprir suas funções consulares e não estão nem aí para os problemas da comunidade brasileira. Estão apenas cumprindo tempo. O que esperar deles?
E, por último, um comentário de José Commessu, do blog Pequenas Cousas, sobre o Plano de Ação do CRBE -
“Grande parte do que foi discutido lá, não tem nenhum interesse prum simples dekassegui que trabalha no Japão. Dá a impressão de que esses conselheiros serão substitutos de diplomatas, que fingem que trabalham de graça apenas por prestígio no lugar de quem deveria trabalhar "
Rui Martins, conselheiro-suplente pela Europa, do CRBE, representante dos movimentos Brasileirinhos Apátridas e Estado do Emigrante.
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12 Maio 2001 - Berna (Suiça), por Rui Martins. Desculpem-me os leitores, mas desta vez vou lhes propor um relato de atividades. Pode parecer coisa maçante, mas para os emigrantes brasileiros nos EUA, cerca de 1,5 milhão, é uma espécie de prestação de contas, e igualmente para os que vivem na Europa, comunidade que me elegeu.
Membro suplente do Conselho de emigrantes, chamado de CRBE, tenho sido uma voz discordante por fazer oposição e por desejar uma outra estrutura política de emigração, que reconheça a independência dos emigrantes com a consequente separação do Itamaraty, baseado na frase de nossa campanha "emigrante é emigrante, diplomata é diplomata", não se entende os emigrantes sujeitos à tutela de diplomatas.
Jornalista, não tirando nenhum provento do mercado emigrante, comecei a me interessar pela questão emigrante no longo episódio dos brasileirinhos apátridas, decorrente da perda da nacionalidade brasileira nata pelos filhos de emigrantes nascidos no Exterior. Foi uma luta benévola, que reuniu milhares de emigrantes em pelo menos dez países e que, 13 anos depois, obteve a Emenda Constitucional 54/07, pela qual todos os filhos de emigrantes nascem brasileiros natos.
Agora estamos empenhados na autodeterminação dos emigrantes, para que os emigrantes brasileiros, cerca de 3,5 milhões em todo mundo, não sejam esquecidos e nem representados por um pequeno grupo, eleito por apenas 18 mil votos, coisa de 0,5%, que vivem do mercado emigrante. Os emigrantes devem ter direito a uma Secretaria de Estado dos Emgirantes, a parlamentares emigrantes, havendo lugar para um amplo conselho de emigrantes mais representativo.
Para esta coluna, separei alguns trechos do meu relatório de atividades enviado hoje ao Itamaraty, onde, não se sabe bem porque, se coordena e centraliza a direção do movimento emigrante.
Tendo sido eleito por emigrantes da região Europa com um programa bem claro e específico – independência do movimento emigrante para que funcione sem a tutela do Itamaraty, pela criação de uma Secretaria de Estado dos Emigrantes e pela criação de circunscrições eleitorais no Exterior para a eleição de parlamentares emigrantes, tenho cumprido essa plataforma, seja em reuniões com emigrantes, artigos publicados na imprensa e entrevistas.
Como deixei claro numa declaração, ao fim da III Conferência Brasileiros no Mundo, o atual CRBE é apenas uma etapa, mas precisa ser transitória, porque sem independência própria e sob a batuta do Itamaraty, não cumpre os ideais dos emigrantes de ter um órgão institucional emigrante independente embora interativo com todos os Ministérios.
Eleito, sem qualquer sombra de dúvida quanto à validade dos votos recebidos, sem fraude e sem voto de cabresto, tenho exercido essa legitimidade que me deram meus eleitores, colaborando com o CRBE mas discutindo sua estrutura,sua validade e sua real eficiência.
Exerço, portanto, dentro do CRBE um papel de franca, clara e transparente oposição, como me permite nossa democracia. Não considero o CRBE, eleito por apenas 18 mil votos, como representativo da emigração brasileira mas apenas de grupos e segmentos instalados junto ao grande mercado emigrante de cerca de 3,5 milhões de pessoas. Por isso, nossa luta, em nome dos apoiadores e participantes dos movimentos de cidadania Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas, por uma Secretaria de Estado, ligada diretamente à Presidência da República, capaz de representar e responder aos anseios da grande maioria dos emigrantes, cidadãos brasileiros do exterior, na sua quase totalidade desligados dos grupos e associações, extremamente minoritários, que hoje compõem o CRBE.
É portanto, dentro desse espírito que tenho exercido as atividades de conselheiro-suplente do CRBE, movido em minhas críticas por questões conceituais, ideológicas, pela autodeterminação dos emigrantes, e não por questões pessoais.
Assim, divido minhas atividades em reuniões e contatos com emigrantes, consulados e textos escritos destinados aos emigrantes e opinião pública. Nos meus contatos com os meus colegas da imprensa, já que sou um emigrante jornalista, não me apresento e nem quero ser o comunicador do CRBE, mas o militante por um projeto de independência para os emigrantes. Defendo esse direito de me dirigir aos emigrantes, qualquer tentativa de me obstar desse direito seria recurso à censura e uma prova de autoritarismo sem lugar na sociedade brasileira pós-ditadura militar.
Divirjo das intenções de se criar compartimentos estanques dentro do CRBE, para que suplentes não acompanhem as ações dos titulares, pois isso transformaria rapidamente o CRBE numa elite intocável, que se auto isolaria e se autoprivilegiaria nos contatos com o MRE e o governo, o que não corresponde, de forma alguma, ao projeto de um governo que realça as bases da sociedade e incentiva a participação social.
Para quem quiser ler minhas atividades deve clicar aqui (e aqui você pode colocar tudo que vem embaixo, num arquivo)
Segue o relato de minhas atividades:
- Reunião com suplentes e alguns titulares, dia 30 de novembro, no Rio de Janeiro, para se discutir qual a exata situação dos suplentes dentro das atividades do CRBE;
- Participação de encontros pré-eleitorais com membros eleitos do CRBE, dia 1.12.2010, para constituição de uma chapa para a presidência e secretaria do CRBE. Esses encontros favoreceram a formação da chapa vitoriosa – Carlos Shinoda, eleito pelo Japão, e José Paulo Ribeiro, eleito pelo Suriname, pessoas que nos pareceram mais representativas da comunidade emigrante;
- Ata da eleição do presidente e vice-presidente do CRBE e primeiras decisões tomadas, inclusive participações nas mesas. Documento anexo -em pdf.
- Defesa diante da Mesa B, de Políticas, da reincorporação na Ata Codificada do pleiteado, num abaixo-assinado majoritário obtido na I Conferência Brasileiros no Mundo, em favor de uma Comissão de Transição pela criação de um órgão institucional emigrante laico. O texto tinha inexplicavelmente desaparecido, situação que não foi explicada e que parece ter sido intencional;
- Entrega à mesma Mesa B de outras propostas, principalmente a que pleiteava a transformação em conselheiros-titulares dos conselheiros suplentes em países sem qualquer representação. Essa proposta não foi levada em consideração, ao que parece, pelos responsáveis da Mesa B, pois não constou da proposta final de Ata;
- Tentativa frustrada de obter aprovação para uma proposta de criação de um grupo de trabalho destinado a estudar a implementação de uma Comissão de Transição para uma Secretaria de Estado dos Emigrantes;
- Encontro ainda no Palácio do Itamaraty com a Consul de Zurique e os participantes vindos da Suíça para a III Conferência Brasileiros no Mundo, tendo em vista a realização de um encontro de divulgação e avaliação, em Zurique, com os emigrantes e associações de emigrantes na Suíça. Impossibilitado de participar desse encontro, o embaixador consul em Genebra confirmou, momentos antes, estar de acordo para um encontro idêntico em Genebra, com a participação do conselheiro-suplente e três outros participantes da conferência;
- Participação ativa na reunião de 5 de fevereiro, em Zurique, com associações e emigrantes, do encontro de divulgação e avaliação da III Conferência. Havia 70 pessoas presentes e transmitimos aos presentes as saudações do presidente do CRBE, seguidas depois de nossa avaliação e críticas à estrutura do CRBE, considerado como um passo inicial dos emigrantes a uma Secretaria de Estado independente do Itamaraty. Dessa reunião participaram os cônsules de Zurique e de Genebra, o conselheiro-titular Carlos Mellinguer e mais três participantes da III Conferência – o advogado Pedra da Silva Neves, Ocirema Kukleta e Lúcia Amélia Brullhardt, da associação Prevenção Madalena´s. Minha participação foi gravada em vídeo e colocada no Facebook;
- Participação em 10 de fevereiro, em Berlim, Alemanha, de um encontro do Conselho de Cidadãos local, vice-consul e emigrantes de uma reunião de informação e avaliação sobre a III Conferência, com a presença da convidada Elisabeth Reuter. A reunião tinha 42 pessoas, e nela discutimos também a questão do nosso projeto por uma Secretaria de Estado dos Emigrantes e Conselhos de cidadania;
- Participação ativa na reunião do 12 de março, em Genebra, com associações de emigrantes e emigrantes do encontro de divulgação e avaliação da III Conferência. Nesse encontro havia 150 pessoas, participaram o embaixador consul de Genebra, três conselheiros-titulares Mônica Pereira, Carlos Mellinger, Flávio Carvalho e os três participantes da Suíça, já mencionados. Desse encontro, há um vídeo de minha participação colocado no YouTube sob o título Rui Martins em Genebra;
- Participação como convidado do encontro de 25 de março da associação Prevenção Madalena´s, em Bienne, na Suíça, onde se preparava o Consulado Itinerante. Fizemos uma avaliação geral da III Conferência e CRBE junto com nossas críticas e projeto de uma Secretaria de Estado dos Emigrantes, separada do Itamaraty;
- Participação dia 10 de maio, em Zurique, da reunião preparatória para a criação do Conselho de Cidadania. Desse encontro participaram 12 pessoas, representantes setoriais de atividades emigrantes, junto com a consul Vitória Cleaver, discutindo-se como será formado o Conselho de Cidadania, como serão escolhidos seus membros e como funcionará. Deverá ser marcado um novo encontro para decisões finais, já que o encontro foi marcado por um clima positivo de sugestões e consensos.
- Artigos publicados na imprensa (como já afirmado, esses artigos não são comunicados do CRBE mas minhas observações críticas e sob minha responsabilidade)-
Publicados no site Direto da Redação, de Miami, e no jornal e Portal do Correio do Brasil, editado no Rio de Janeiro (Muitos desses artigos foram reproduzidos pela mídia alternativa brasileira e pela mídia emigrante de diversas regiões)
Declaração emigrante pós-votação - Os caminhos do movimento emigrante brasileiro, depois da votação que vai escolher um Conselho de Representantes sem nenhuma representatividade junto ao governo. Rui Martins - Berna | Publicado em 10/11/2010;
Padres, pastores, despachantes - Colunista não entende como o governo Lula, tão social dentro do país, não previu que esse Conselho de Emigrantes seria formado por neoliberais e religiosos.Rui Martins - Berna | Publicado em 13/11/2010;
Obrigado Itamaraty, mas falta autonomia - A concepção e direção da política brasileira da emigração deve ser confiada pelo governo aos próprios emigrantes e não aos diplomatas do Itamaraty. Rui Martins - Berna | Publicado em 01/12/2010.
(Este artigo foi distribuídos aos participantes da III Conferência, no Palácio do Itamaraty);
Lula e os emigrantes no Itamaraty - Ao testemunhar o encontro do presidente com os representantes dos emigrantes brasileiros, colunista conclui que Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve. Rui Martins - Berna | Publicado em 05/12/2010
Para a Presidenta Dilma, urgente - Dramas que acontecem com emigrantes brasileiros constituem um desrespeito aos direitos humanos, mas não chocam porque a grande imprensa não se interessa por eles. Rui Martins - Berna | Publicado em15/12/2010
Órgão emigrante entra em crise - Decisão vertical, falta de consultas e de informação, numa simples decisão de substituiçãode um titular, revelaram um caso de incompatibilidade no conselho de emigrantes. Rui Martins - Berna | Publicado em10/04/2011
A revista Época e os emigrantes - Enfim, uma revista da grande imprensa brasileira dedicou foto e texto aos emigrantes, os eternos ignorados, mas infelizmente mostrou um quadro desanimador. RuiMartins - Berna | Publicado em 24/04/2011
Emigrantes, um erro para Dilma corrigir - Desta segunda até sexta-feira, estarão reunidos, em Brasília, representantes de emigrantes brasileiros sob a tutela de diplomatas do Itamaraty. RuiMartins - Berna | Publicado em 01/05/2011
Por que o CRBE não funciona ? - Alguns emigrantes, entre eles candidatos não eleitos, decidiram sentar o pau no CRBE, mas a paulada deve ser no Itamaraty e no Decreto que o criou. Rui Martins - Berna | Publicado em 04/05/2011
ENTREVISTA ÉPOCA
Sem dúvida, a reportagem da revista Época sobre o CRBE teve as consequências de um choque nos membros do CRBE. Mas, em lugar de provocar uma reação autoretrospectiva e de autocrítica, desencadeou – ao que parece –uma caça aos entrevistados.
É provável que, a partir de agora, nenhum membro do CRBE seja autorizado a dar entrevistas ou a falar com jornalistas, sob pena de expulsão, como nos regimes ditatoriais, porque a verdade tem esse defeito – de um lado ela revela falhas, mas do outro provoca reações repressivas. Se essa minha impressão se confirmar, com a criação de um chefe-político de informação no CRBE, podem ter certeza de que sua existência será curta, porque com a presente Primavera Árabe, se confirma que as pessoas não aceitam mais controles e opressões, sejam quais forem.
Quero deixar neste resumo de minhas atividades que fui também um dos entrevistados pelo jornalista da Época. Soube pelo entrevistador que a preocupação principal não tinha sido, até chegar minha vez, a da discussão das questões importantes, como autonomia, Secretaria de Estado, tutela pelo Itamaraty, mas simples questões subsidiárias como cartões de visita, viagens em classe executiva, desentendimento de funções entre suplentes e titulares.
Vi, na publicação, que a questão da Secretaria de Estado dos Emigrantes mereceu duas linhas,prejudicadas com a informação de já haver 36 ministérios. No mais, prevaleceram as questões secundárias.
Nos meus comentários sobre o reportagem da Época, considerei importante o fato da grande imprensa ter se preocupado com os emigrantes. Coisa rara. Consegui mesmo outra coisa rara, que meus comentários sobre emigrantes e Época fossem também publicados no prestigioso site Observatório da Imprensa.
Meus comentários se mantiveram na constatação da realidade fotografada pela revista Época, porque sendo de formação jornalítica não me impressionam frases feitas, nem conversas moles, nem mentiras e hipocrisias disfarçadas em frases de efeito.
Mas duas frases faço questão de destacar neste relatório:
"Por isso, a reportagem da revista Época pode chocar, mas, na verdade,destituídos de qualquer possibilidade de decisões só resta mesmo aos membros do CRBE discutir cartões de visita, se viajam em classe econômica ou executiva e se os suplentes se equivalem ou não aos titulares.
Ainda bem que o jornalista se satisfez com esse quadro desanimador, porque, no caso de cavar mais fundo, teria levantado a subtração da proposta da Comissão de Transição, um caso claro de incompatilidade funcional pois um dos membros do CRBE trabalha para um Consulado, casos de fraudes eleitorais e de votos de cabresto em diversas regiões, favoritismo e protecionismo em favor de candidato e uma campanha orquestrada para impugnar a candidatura e eleição de um candidato."
Assumo e sempre assumi o que fiz e faço. Tenho até como lema, uma frase do escritor italiano Salvatore Quasímodo, premio Nobel de Literatura, no qual se diz – mais vale um dia como leão do que cem anos como carneiro.
Assumo minha entrevista,voltada para as questões importantes do CRBE, sem criticar quem se fixou nas críticas subsidiárias. Mas quero deixar bem claro – não estou a fim de assumir o papel de Cristo nessa história, mesmo porque, como havia declarado em Genebra, nunca quis entrar nessa história de suplente e titular, pois nisso existe uma diferença funcional. Propusemos isso sim, na Mesa B e em Zurique, a titularização dos suplentes em países sem titular, para compensar países como a Inglaterra, Bélgica e Espanha com mais de um eleito. Mas isso nada tem a ver com equiparação de suplente a titular.
Mas pelo visto, e como costuma ocorrer, os demais entrevistados desapareceram temerosos de represálias. E talvez os mais críticos e mais “ousados” nessas questões secundárias. Quanto a mim, costumo assinar embaixo do que escrevo e assim o fiz.
Rui Martins, conselheiro-suplente pela Europa, representante eleito dos movimentos de cidadania Estado do Emigrante e Brasileirinhos Apátridas.
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