
Há 10 anos mandar caixas para o Brasil era privilégio de algumas transportadoras brasileiras aqui nos USA e faturavam muito. Na verdade era mais do que isso, elas sabiam que ficaram impunes caso não cumprissem com o contrato que firmaram com o cliente, ou seja, não entregassem a encomenda no seu destino, Brasil. Naquela época a comunidade logo que tinha um problema com alguma empresa procurava as ONGs locais ou os supostos líderes da comunidade entre outros, que por sua vez organizavam reuniões e mais reuniões em igrejas ou locais pré-destinados, e nestas reuniões falavam, falavam, falavam e depois pediam para os presentes preencherem um formulário para levar em mãos para procuradoria geral do estado, com o objetivo de denunciar o empresário que não prestava. Como reforço das ONGs e líderes locais em algumas reuniões eles traziam os chefes de policia da cidade para mostrar poder e que coisa iria avançar para uma solução e quem sabe até com a prisão dos empresários donos das transportadoras, contudo isso nunca aconteceu.
Tudo isso foram alternativas louváveis, mas nada prático funcional ou que tenha trazido resultado. A polícia nunca pôde fazer nada, pois as pessoas reclamavam que foram roubadas, mas a prova do roubo estava no Brasil, longe de uma chance de ação da policia americana. ((A procuradoria tentava enquadrar a turma dos picaretas em um crime para enjaular o dono)), mas a situação dos empresários era passiva de uma corte cível, não criminal. Neste embalo muitas outras transportadoras foram solidarias com o problema com as que quebravam (empresários que se ofereciam para ajudar), tudo por que viam nesta situação um meio de ganhar mais dinheiro em cima do povo sofrido e decepcionado, na verdade faturavam na dor dos clientes desesperados que pouco ou quase nada conseguiam recuperar, só gastavam mais dinheiro.
Era uma farra, que desafiava a todos, a impunidade era certa para aos donos de transportadoras. Sem falar no fato que surgia uma transportadora nova a cada semana, todos queriam ganhar muito dinheiro com muita facilidade. Nestes tempos vimos passar como uma avalanche aqui em MA, a Alexim Moving que deu um ‘tombo enorme’ em muita gente aqui no estado (quem quiser entrar na corte contra a Alexim ainda está em tempo), Adonai, Hora Certa, e por ai vai.
O Hello Brazil News a partir de uma dica de um cliente no em 2010 descobriu como os clientes de caixas e mudanças que se sentiam lesados poderiam através da corte ser ressarcidos dos seus prejuízos. Corremos trás, começamos a divulgar, e desde lá publicamos semanalmente inúmeras matérias sobre caixas e mudanças. Uma nova era começou em MA. Hoje com toda a certeza os brasileiros residentes em nosso estado aprenderam que independente de ser ilegal ou não, podem sem medo ir atrás dos seus direitos, sem precisar gastar com um advogado e sem ao menos saber falar uma palavra em inglês e se precisarem de suporte podem contar com o Hello Brazil News, sem nenhum custo.
A nossa comunidade ganhou, e muito. Mais do que isso aprendeu a exercer o seu direito de defesa como consumidor, através do Small Claims. O recurso de procurar a Corte de Small Claims, é constitucional, ou seja, é uma situação que é valida em qualquer estado dos USA. Porém cada estado tem a sua legislação sobre a prática desta lei. Nós do Hello estamos perito na prática constitucional desta lei aqui em MA, e já ajudamos centenas e centenas de brasileiros a ganhar dentro das cortes, e temos o prazer de fazer do processo para recuperar o valor que eles perderam no seu envio de caixas ou mudanças para o Brasil com uma vantagem financeira razoável, uma vez que o Small Claim permite ao consumidor ser ressarcido na corte até três vezes o valor que supostamente ele perdeu no envio de sua mercadoria (valor do envio e conteúdo).
Contudo ainda estamos engatinhando para ajudar as inúmeras pessoas que nos procuram de CT, NJ, NY, FL, PA, CA. Por exemplo, em CT a corte de Small Claims só aceita a denúncia, ou ação se empresa processada tiver um endereço no estado de CT. Em NJ a corte só aceita processar a empresa no condado de origem da empresa, ou seja, onde é o endereço da empresa. NY a mesma coisa. Na Flórida o valor máximo para solicitar de reembolso e $5 mil dólares (MA é 7mil) e o reclamante tem que preencher um formulário diferente do que nos usamos em MA. Mas ((em todas as cortes em qualquer lugar dos USA, a situação imigratória de ninguém é contestada)), ser indocumentado ou não importa, ninguém vai preso por buscar os seus direitos. No âmbito nacional dos USA no que diz respeito aos consumidores somos abrigados pelas mesmas leis que abrigam qualquer cidadão americano. Não esqueçam faço questão de repetir e frisar não é necessária falar inglês, e não é necessário ter um advogado, e o caso é tramitado e julgado no máximo em três meses. É muito rápido!
O que temos visto é que alguns moradores de NJ preferem abandonar as causa a ir a uma corte, por que tem medo de serem presos. Precisam vencer esta barreira, apesar de que muitos já estão indos as cortes e as noticias de ganho por parte dos consumidores nestes casos se propagam na comunidade de NJ, que vai interagindo e repassando as vitórias financeiras de cada um, logo isso vai ser uma opção trivial para os brasileiros não só de NJ, FL, CA, etc. Na Florida encontramos o mesmo problema o povo também tem medo de corte, e prefere perder tudo ao arriscar em ir a uma corte.
Estamos evoluindo, e aprendendo a viver com mais dignidade. Um dado que precisa ser dito é que o leitor hoje compreende bem o que é um jornalismo sério, independente, mais do que isso, sabe que nas páginas do Hello carregamos muito mais do que conteúdos em qualquer pauta ou linha, por que zelamos pela credibilidade e respeito a nossa comunidade. Nós do Hello acreditamos estar puxando a comunidade para cima, nosso objetivo não é denegrir brasileiros e bater sempre nas mesmas notícias, difundir sempre os mesmo lideres e ONGs, mas ajudar nosso povo a evoluir e prosperar como comunidade. Hoje os nossos anunciantes de mudanças, as transportadoras elogiam o trabalho pioneiro do Hello Brazil News neste seguimento, e afirmam: ‘O mercado de mudanças precisa desta moralização e esse trabalho do Hello é indispensável e tremendamente salutar para quem vive do ramo e usufrui dele’.
Boa semana!
Paulo Monauer
Edição 42 - 03/20/2012 - Página 2
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BETO MORAES Pelo menos seis brasileiros foram lesados por um contador de Cambridge que prometia a legalização nos Estados Unidos em troca de quantias entre $ 20 mil e 30 mil. O golpe envolvia também um americano que se passava por agente de imigração e era o responsável pela coleta do dinheiro, sempre diante do edifício federal JFK, no centro de Boston.
Algumas vítimas do golpe foram para o Brasil, acreditando que deveriam pegar seus vistos de residência permanente nos Estados Unidos nos consulados locais. Agora, diante da evidência do golpe, eles não podem viajar e temem tentar o visto como turistas. O contador, que mantém escritório na Massachusetts Avenue, se aproveitava de informações privilegiadas obtidas junto a clientes que declaravam o imposto de renda para oferecer a possibilidade de obter um green card. Segundo Giovane Salgado de Melo, de Framingham, que deu ao contador $ 20 mil no fi nal de 2008, “o golpe é quase perfeito”.
Ele reconhece que pode ser também considerado ‘golpista’ pela justiça, uma vez que tentou de forma ilegal obter o documento, mas espera receber o dinheiro de volta. “Estive na casa de D.V. (o nome do contador será ocultado da reportagem para não atrapalhar as investigações) há pouco mais de duas semanas para pedir meu dinheiro de volta. Decidi voltar para minha terra (Rondônia) e preciso sanar meu prejuízo”, conta Melo que foi retirado do condomínio onde mora o contador pela polícia. Ele explica que o contador tinha acesso a todas as suas informações pessoais desde que abriu uma empresa de carpintaria.
“O cara é safado. Ele soube que eu queria trazer meu filho do Brasil para cá e disse que tinha um esquema na embaixada em Brasília. No dia seguinte, me telefonou e pediu para eu voltar a Cambridge que ele tinha uma coisa melhor para me oferecer. Foi quando me disse que por $ 20 mil eu e minha família receberíamos o green card.” Melo vendeu propriedades que tinha no Brasil e levou os $ 20 mil em dinheiro à porta do JFK. “Cheguei lá com o D.V. e logo se aproximou um americano que pegou o dinheiro e entrou no prédio”, explica.
Mas Melo confirmou que não ficou esperando para ver se o americano (que ele não sabe o nome e apenas se lembra que tinha vitiligo) saía em seguida. “A gente é ilegal e fica com medo de ficar ali”, argumenta. Melo disse que quer voltar para o Brasil e precisa do dinheiro. “São muitos anos de trabalho entregues na mão de um picareta”.
O brasileiro acusa o contador ainda de outro tipo de fraude. De acordo com seus relatos, o escritório além de contabilidade se prestava a fazer seguros de todos os generos e jamais fazia. “A gente trabalhava confi ante que a empresa estava segurada, o carro estava coberto, e na verdade o D.V. apenas embolsou esse dinheiro também e nunca fez uma apólice de seguro. Segundo Melo, oito brasileiros que trabalham com ele também foram lesados.
O JS teve acesso a outras cinco vítimas, incluindo um brasileiro que está em Rondônia há um ano. “Eu acreditei que fosse verdade e vim para cá na certeza de que meu green card chegava em três meses e assim eu voltaria legal para os Estados Unidos”, conta Antônio Soares.

Otair Junior CEO da Ipanema concede entrevista exclusiva ao Hello Brazil News, fala de o que ocorreu com sua companhia de mudanças e manda uma mensagem de esperança aos clientes, fala de alternativas e solução, apesar das adversidades: ‘faço parte desta massa comunitária, conheço os seus sacrifícios e desafios, tenho empatia e sinto a dor da comunidade, por isso não vou medir esforços para amenizar e resolver os problemas de cada um dos nossos clientes. Eu e minha família estamos sofrendo muito com tudo isso’, disse Otair Junior ao Hello.
A Ipanema Logistics Limited Company, habilitada a trabalhar como Domestic Limited Liability Company, fundada em 11/07/2008, mais popularmente conhecida como Ipanema Moving durou somente quase 4 anos, nem ‘Silver’, nem ‘Gold’ ou embalagem a vácuo conseguiu manter a empresa funcionando. Nos últimos anos já vinha enfrentando sérios problemas de logística aqui nos USA e no Brasil. Enviar caixas para o Brasil não é para qualquer um. Ou qualquer empresa que nasce do nada, e aparece como a solução do envio para uma comunidade carente deste serviço como a nossa. Este é um processo ilegal perante a legislação brasileira. Não é proibido enviar caixas dos USA para o Brasil, é totalmente legal. A ilegalidade inicia quando o container chega aos portos brasileiros. Perante a legislação brasileira é ilegal enviar caixas para o Brasil. Somente mudanças são permitidas, e mesmo assim é necessário ter uma documentação oficial e completa para o container ser liberado pela receita nos portos do Brasil. Para furar o cerco da Receita Brasileira, no que diz respeito a entrar com um container de caixas, ou um container com mudança compartilhada e caixas é necessário deixar algumas propinas ‘salgadas’, em alguns casos os fiscais fazem vistas grossas, mas a demanda das caixas é tanta, e o abuso de envio d caixas são demasiados. Agregado a tudo isso a falta de documentação legal do ponto de vista de origem das transportadoras que enviam encomendas, o uso constante de laranjas para enviar suas caixas ou o aluguel de BLs de terceiros, inflaciona os piratas do ramo, quem não tem bala na agulha perde. E muitas vezes quem tem bala na agulha também perde e ainda quebra. Quando tudo isso ainda é superado a cada envio vem o problema dos conteúdos das caixas, ou das mudanças dentro dos containers. O pessoal coloca de tudo no container; produtos para a revenda é o que não falta (literalmente contrabando), que acabam atrapalhando o sonho de muita gente boa e inocente. O pior estraga todo o mercado, até de quem está levando sua mudança legalmente para o Brasil. Hoje nos USA só existem 4 transportadoras brasileiras que tem licenças e documentação para enviar mudanças ou pacotes internacionalmente, as outras TODAS precisam de laranjas e alugar licenças de terceiros, que é uma pratica LEGAL, contudo o nome da transportadora não aparece nos BL de envio, é como se elas não existissem.
Mas voltando a Ipanema Moving nossa redação foi procurada pelo Sr. Otair Junior atual CEO da Ipanema Moving. Durante a conversa que teve com nossa redação, fez questão de explicar que assumiu a Ipanema Moving a menos de seis meses atrás. Que na verdade o antigo proprietário passou a companhia para ele sem custo no intuito que ele a salvasse da falência. Como ele já era um profissional com bastante conhecimento no ramo de transporte, mas nunca teve a oportunidade se gerenciar sua própria empresa, acreditou que esta era a chance de sua vida. Tratou de fazer um empréstimo pessoal no valor de $90 mil dólares (que ele diz poder comprovar com documento) para ter um capital de giro na empresa e poder respirar. Contudo mesmo com todo o seu conhecimento profissional e todo o seu esforço, não conseguiu manter a salvar a Ipanema.
Junior alega que suas maiores sangrias na Ipanema foram às despesas de armazenagem dos containers e ‘demurage’ dos mesmos nos portos brasileiros. Ele informa que já mandou todos os funcionários embora. Não tem mais dinheiro para pagar os seguros dos caminhões de coleta, e que não teve alternativa se não fechar as portas.
Segundo o Junior, hoje a Ipanema Moving tem 6 containers liberados pela Receita Federal do Brasil no porto do Rio de janeiro. Todas as despesas referentes a estes containers já foram pagas. Exceto uma; a de armazenagem, ou seja, de pagar o tempo em que estes containers estão parados no porto. O valor destas taxas hoje e custo de entrega final na casa dos clientes está perto de 25 a 30 mil reais, e a Ipanema não tem dinheiro em caixa para pagar estas despesas. Seu sócio Anderson de Oliveira está no Brasil e tentando cuidar destes por menores.
Junior foi além, e disse que vai fazer uma lista de todas as encomendas, caixas ou mudanças que estão nestes containers e repassá-las para o Hello Brazil News, no intuito de que todos os clientes da Ipanema possam ser contatados e possam ratear este custo de armazenagem e assim contratar uma empresa para distribuir as encomendas efetuar a entrega final a casa dos clientes no Brasil. Este é o único meio que os clientes podem recuperar suas caixas ou mudanças, afirma Junior, ou é assim por este caminho ou todos vão acabar perdendo tudo. Ele também garante que todos os conteúdos das caixas ou mudanças enviadas pela Ipanema estão intactos.
No deposito de NJ, Junior relatou que tem hoje umas cinco mudanças que não foram enviadas para o Brasil e mais ou menos 120 caixas. Todo este material está intacto, e ele prometeu que vai devolver aos seus donos. Para isso vai divulgar uma lista e contatar estes clientes via telefone. A devolução desta mercadoria que esta no armazém em NJ ele fará em dois tempos. Ele pretende alugar um caminhão e marcar um sábado, para vir em lugar pré-determinado em MA para que os clientes possam ir recolher e pegar a sua caixa de volta e da mesma maneira ele vai proceder em NJ. Destas 120 caixas tem umas 60 de MA e o restante de NJ. Mudança de MA no deposito de NJ ele acredita só ter uma mais, uma vez que já efetuou uma devolução de uma mudança para um cliente de MA neste ultimo final de semana.
Junior alega não ter como devolver o dinheiro do envio, mas quer e vai devolver as caixas, e mudanças que estão em seu poder, por que sabe que sua transportadora carregava mais do que mudanças e quinquilharias, transportava sonhos de vida dentro das caixas, por isso quer devolver tudo, pois sente a dor da comunidade, mas se vê sem opções de resolver o problema sozinho ou de outra forma, por isso pede a ajuda e compreensão dos clientes.
Orientação importante para todos os clientes da Ipanema Moving:
- Manter calma, não adianta correr ou ficar em pânico, vamos manter a comunidade informada.
- Até a próxima edição do HBN terça-feira, 20 de março o Otair Junior, proprietário da Ipanema Moving disse que vai publicar uma lista com os nomes dos clientes e data da devolução das caixas que estão em seu poder no deposito em NJ.
- Ele quer montar um conselho gestor para levantar fundos e acompanhar a liberação e entrega dos conteúdos dos contêineres no Brasil. E quer fazer isso o mais rápido possível. Até a próxima terça-feira, 20 de março também quer ter este problema resolvido.
- Saber o valor exato que deve ser rateado por cada cliente para pagar as taxas de armazenagem e desova do porto do Rio de janeiro no Brasil.
- Hello Brazil News adverte: Não é hora de entrar na justiça como Small Claims, o presidente da Ipanema Moving merece um crédito pelo seu empenho em tentar salvar e devolver o que tem em mãos.
- A Ipanema Moving vai entrar em contato a partir desta semana com todos os clientes, via telefone.
- O Hello Brazil News abre seus espaços sem custo para a Ipanema divulgar notas e listagem de clientes e orientações para os mesmos, quantas paginas forem necessárias para que não haja um pânico e todos possam no mínimo recuperar seus pertences entregues a esta transportadora. O foco agora e recuperar o que nossos conterrâneos enviaram dentro de suas caixas.
- O Hello Brazil News mantém suas linhas abertas para ajudar a esclarecer a comunidade, para resolver o problema com discernimento.
OBS: Dona Eunice de East Boston que possuía uma ordem de prisão contra Otair Junior dono da Ipanema Moving, matéria que foi publicada na semana passada pelo HBN já recebeu seu cheque esta semana da Ipanema e a ordem de prisão foi revogada.
Se houver qualquer novidade o Hello Brazil News vai divulgar no site, www.hellobrazilnews.com
no Face Book Hello Brazil News ou no Blog www.pmonauer.com
E-mail para contato com o Editor do Hello Brazil News - pmonauer@hellobrazilnews.com
HBN- Notícias – Paulo Monauer
Publicado na Edição 41 – 03/13/2012 - Página 6
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Uma imensa escultura de bronze do colombiano Fernando Botero e obras de vários artistas brasileiros bateram novos recordes para a arte latino-americana, disse a casa de leilões nova-iorquina Christie’s na quartafeira. “Dançarinos”, forjada em 2007, foi arrematada por 1,76 milhão de dólares. Com 1,6 tonelada e 3,18 metros de altura, é provavelmente a maior escultura de Botero já leiloada, segundo Virgilio Garza, chefe de arte latino-americana da Christie’s. No total, o leilão de terça-feira à noite arrecadou 15,3 milhões de dólares.
“Os resultados foram excepcionais. O mercado latino-americano de arte está prosperando, nove recordes foram batidos”, disse Garza. Obras brasileiras do pós-Segunda Guerra foram as mais disputadas, refl etindo a escassez de trabalhos de artistas importantes do país no mercado internacional. “((Acho que a notícia aqui é que a arte brasileira brilha)). Cinco recordes foram batidos das décadas de 1960 e 70. A arte brasileira foi extremamente bem”, disse Garza. “Bandeirinhas Estruturadas”, de Alfredo Arte brasileira faz sucesso em leilão em Nova York Volpi, saiu por 842,5 mil dólares, recorde para esse artista.
Usando um motivo habitual do artista, a tela faz o olhar do espectador passear por pequenos triângulos vermelhos, pretos e brancos, sobre fundo azul. “Ruas Azuis” (1955), de Antônio Bandeira, foi arrematada por 482,5 mil dólares. “Estrutura” (1969), de Franz Weissmann, alcançou 386,5 mil. Outros recordes foram batidos para as obras de José Pancetti (“Abaeté - Série Bahia, no. 28”, de 1957, por 362,5 mil dólares) e Hércules Barsotti (“Losango- Proposição Multilegível I”, de 1966, por 170,5 mil dólares). “A arte brasileira chegou.
Ela não é mais uma categoria emergente de coleção. Os olhos do mundo estão olhando para o Brasil e para a sua fascinante história artística”, disse Garza. Outros destaques do leilão foram “Vaca Vermelha” (1975), do mexicano Francisco Toledo, arrematada por 902,5 mil dólares; “Pintura no. 110” (1948), do argentino Juan Melé, por 134,5 mil dólares, e “Apresentação de Lagong Sob Figueira”, desenho em papel do mexicano Miguel Covarrubias, por 290,5 mil dólares.

BOSTON - O menino Filipe Wolff, de três anos, chegou a Boston na quinta-feira, 17, para iniciar o tratamento contra um raro tipo de câncer, a Histiocitose de Células de Langerhans. Ele vai fi car hospedado na casa de uma brasileira que se sensibilizou com o drama da família. Filipe precisa de um remédio não autorizado no Brasil que pode curá-lo do tipo raro de câncer descoberto há quase dois anos.
O menino tem passado por sessões de quimioterapia desde quando tinha um ano e meio. Segundo a mãe, para complementar o tratamento, ele precisaria de um medicamento importado, que está em teste em outros países. “Estamos muito felizes porque é essa viagem é uma esperança a mais para nós, uma chance de cuidar do nosso fi lhinho”, afi rmou Evelyn. A mãe lembrou que a viagem para o início do tratamento do fi lho só foi possível por conta de doações recebidas e de atos de solidariedade prestados para a família. Foi criada, inclusive uma página na internet, que até está segundafeira (14) contabilizava aproximadamente R$ 78 mil.
O empresário Antônio Moraes doou R$ 50 mil para o tratamento de Filipe. Inicialmente o dinheiro seria utilizado para a compra de dez doses do remédio indicado para o tratamento do câncer raro. No entanto, a família não conseguiu fazer a importação do medicamento que é vendido em outros países, mas não é reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.
A criança e a família conseguiram o visto para entrada nos Estados Unidos no início desta semana e vão fi car hospedados na casa da brasileira Vânia Estanek, que mora no país há 20 anos. Guilherme, Evelyn, Henrique e Filipe Wolff ainda não sabem por quanto tempo devem permanecer em Boston. Só após a avaliação médica e o início do tratamento é que a data deve ser divulgada. “A Vânia com certeza é um anjo que Deus colocou em nossa vida”, disse a avó de Filipe, Eni Coppo, na tarde da segunda-feira, 14. Segundo a avó materna, devido a forte ligação existente entre os irmãos Filipe e Henrique, os médicos pediram para que os dois viessem juntos para Boston.

O Governador Deval Patrick anunciou na terça-feira, 17, a nomeação de Josiene Martinez, até então sua portavoz para as comunidades imigrantes, para dirigir o Escritório de Refugiados e Imigrantes de Massachusetts.
Ela substitui Richard Chacón que em julho pediu demissão para assumir um cargo no MIT. “Eu estou honrada com a nomeação e prometo reforçar o compromisso já demonstrado pelo Governador Patrick de promover a participação de todos os refugiados e imigrantes do Estado.”, disse Josiene, que citou especialmente os brasileiros, um dos grupos com os quais espera continuar trabalhando.
“Nós esperamos trabalhar mais de perto ainda com Josiene”, disse Heloisa Maria Galvão, diretora-executiva do Grupo Mulher Brasileira, lembrando que sempre houve aproximação da assessora de Patrick com a comunidade brasileira. “É importante que ela nos conheça e que respeite a nossa comunidade e que tenha um canal aberto de comunicação. Consideramos que o Governador fez uma boa escolha e esperamos trabalhar ainda mais de perto com a nova diretora”, finalizou Heloisa.

17 de Junho de 2011, by Paulo Monauer
A Central do Trabalhador Imigrante Brasileiros nos Estados Unidos – CTIB/US continua na busca pelo máximo de assinatura possível em um abaixo-assinado que tem por objetivo propor ao Governo brasileiro a concessão de concursos públicos de cunho federal para quem reside no exterior. A proposta tem recebido muitas adesões, entre elas o apoio do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e do Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior – CRBE.
O presidente da CTIB, Márcio Porto, destaca também o aval da Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Após coletar um número considerável de assinaturas, cópias do documento serão entregues ao presidente do Senado, José Sarney, ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e ao gabinete da Presidência da República.
“((Tenho certeza de que diante das milhares de assinaturas, nossos governantes se sensibilizarão com a necessidade de abrir concursos públicos para quem vive fora do Brasil))”, fala. Para o presidente a importância maior desta campanha e tentar conseguir abrir um leque para que os brasileiros tenham condições de participar de concursos no Brasil e desta forma retornar empregado ao seu país natal. No início de Julho está agendado uma reunião entre membros da CTIB no Senado e na Casa Civil, onde será apresentado o abaixo-assinado e discutido o assunto.
“Mas quero ressaltar que esta é uma luta de todas as entidades que abraçaram a causa e estão nos ajudando”, explica. Márcio. Até o momento pouco mais de 3 mil pessoas assinaram o documento e os responsáveis pela campanha querem mais. Ele destaca como peças fundamentais na coleta de assinaturas: Jorge Costa (CTIB), Ângela Sena (CTIB), Jose Penna (CTIB), Ilma Paixão (CTIB), Eduardo Oliveira (jornalista), Marcony Almeida (MIRA/MAPS), Mara Rúbia (Revista Massa), Wando Resende (Rádio 650), Comunidade brasileira de Portugal, Comunidade brasileira da Espanha, Ronney Oliveira (CRBE), Núcleo do PT em Boston, Cláudia Tamsky, Maikon Oliveira (Radio 650), Manoel Basílio (Centro Bom Samaritano), Sidney Pires (CTIB), Roberto Silva (Revista Massa), padre Darcy (Comunidade de Rockland), Comunidade brasileira na Alemanha, Comunidade brasileira nos Estados Unidos, Silair Almeida (CRBE) e Carlos Shinoda (CRBE).
Márcio destaque que quem quiser ajuda ou participar da lista de assinantes, podem entrar em contato com a entidade no endereço129 Concord Street, suíte 24, e Framingham. O telefone de contato é (978) 648-1283. Quem não mora na região, pode enviar email para centraldotrabalhadorimigrante@ gmail.com ou acessar o site www.ctibus.org.

by Paulo Monauer
Boston ,MA - 27 Maio 2011. O Consulado do Brasil em Boston está oferecendo advogado de graça para consultas sobre leis americanas para a comunidade brasileira. Depois de consultas e pesquisas com funcionários do consulado e membros da comunidade, o Cônsul Geral Fernando Barreto anunciou a escolha do advogado Peter Cole, nascido no Brasil, mas com formação jurídica nos Estados Unidos.
“Como todo process público, entrevistamos cerca de quatro candidatos”, conta Fernando Barreto. “Decidimos então pela escolha do Peter Cole que já vem trabalhando com a comunidae nas áreas de imigração e direitos trabalhistas por alguns anos”, completa. Peter Cole foi advogado do Centro do Imigrante Brasileiro (CIB) e atualmente possui seu escritório independente no mesmo prédio onde funciona o CIB. Segundo o Cônsul de Boston, ((o advogado já está disponível para o atendimento semanal, com horário marcado, nas dependências do consulado)).
No entato, Barreto avisa que o advogado está disponivel apenas para tirar dúvidas ou prestar esclarecimentos à comunidade. Se for necessário o início de petição para casos mais complicados, Cole poderá referir o caso para outros advogados. Ele também está disponível para visitar presos brasileiros em casos graves, como problemas de saúde. Para marcar um horário com o advogado, basta ligar para o consulado no 617-542-4000 e falar com o funcionário Wellington, ou pelo website do órgão no www.consulatebrazil. org.

by Paulo Monauer
Boston ,MA - 27 Maio 2011. Mais informação, mobilização, mais gente participando e mais conhecimento das leis. Estas são algumas das recomendações do primeiro encontro do Comitê de Trabalhadores, realizado na quarta-feira, 18 de maio último, no Grupo Mulher Brasileira. “Precisa ter mais gente participando (do comitê)”, conclamou Gilson Nascimento, pintor, que tem um caso trabalhista na Procuradoria Geral do Estado.
“É complicado”, reconheceu Stephanie Lacerda, que veio há um ano visitar a mãe e ficou. “Precisa de mobilização mas as pessoas têm medo, confundem questões trabalhistas com questões imigratórias. Eu não conheço nada e acho que os brasileiros não sabem também. No Brasil temos uma ideia dos nossos direitos básicos, mas aqui não temos, não sabemos como funciona. ((Eu, por exemplo, não sabia que não temos direito a férias))”. A psicóloga mineira enfatizou a necessidade dos trabalhadores entenderam que estatus imigratório não influencia na questão trabalhista. Para Monika Libório, para o povo acreditar, “ tem de mostrar a lei, a Constituiçào, em qual documento está escrito que eu tenho direito mesmo sendo indocumentada”.
Ives Camargo, de Lowell, propôs que cada reunião do comitê tenha um advogado para esclarecer dúvidas e Lucimara Rodrigues, coordenadora do projeto de direitos trabalhistas do GMB arguiu que “se precisarmos de um advogado para dar uma voz para a gente... Nós temos de ter nossa própria voz, é importante que, se trabalharmos e o patrão nos explorar, nós saibamos nossos direitos e podemos dizer: “Faço parte de um comitê e sei meus direitos. É por isso que estamos aqui”. A primeira reunião do Comitê foi aberta com os trabalhadores contando um pouco de sua história de imigrante e de trabalhador nos Estados Unidos.
Shild Lacerda, por exemplo, veio de Belo Horizonte há quatro anos conhecer a neve e acabou virando housecleaner em uma companhia grande até que um dia a avisaram que estava de férias e quando as férias acabaram que estava demitida e que o último cheque só seria liberado se assinasse uma carta para seus empregadores. Ela não assinou e foi no Grupo Mulher procurar seus direitos. “Este é o início da pirâmide’, disse Lucimara. “Nós temos de aprender (sobre nossos direitos) e passar para os outros.
O interesse é que a comunidade se eduque e passe para a frente (o que aprendeu). O salvadorenho Edwin Arqueta, organizador comunitário no Jobs With Justice, acha que “as leis trabalhistas dos Estados Unidos podem melhorar mas somos nós que temos de fazê-lo”. E Tom Smith, da organização Justice @ Work, contou que teve experiências bem forte quando passou uma temporada no Equador e no Peru. “ Tive de aprender espanhol, morei na perifeira e trabalhei em uma cadeia. Sou advogado mas as vezes me sinto um organizador comunitário”.
O Comitê de Trabalhadores está aber- to a todas as trabalhadoras e a todos os trabalhadores. A próxima reunião será dia 2 de junho às 18:30 horas, no Grupo Mulher Brasileira, em Allston. Quem quiser saber mais pode telefonar para Lucimara Rodrigues, no número 617-787-0557 ramal 15. Lucimara também atende os trabalhadores toda quarta- feira, a partir das 16 horas. AE

Boston, 15 de abril de 2011, by Paulo Monauer. A morte de um imigrante indocumentado, que permaneceu preso pelo Departamento de Imigração por quase um ano, resultou em um processo de violação dos direitos humanos. O Governo Federal concordou em pagar a família da vítima $1.95 milhão em indenização. O salvadorenho Francisco Castaneda teve uma biópsia, de uma lesão dolorosa durante 11 meses - enquanto estava em custódia da Imigração - de março de 2006 a fevereiro de 2007.
Ele foi posteriormente diagnosticado com câncer no pênis, falecendo em 2008, aos 36 anos. O acordo estabelece que a filha de 18 anos de Castaneda irá receber aproximadamente $550.000. O restante será usado para cobrir os custos do processo e dos advogados da família. O processo foi aberto pelos familiares na Corte Federal em Los Angeles. “Isso é certamente um reconhecimento do governo Federal de que toda a vida humana tem grande valor”, disse Conal Doyle, advogado da família. “Foi muito significativo na luz da limitações que encontramos se o caso fosse a julgamento”, reforçou.
O Departamento de Imigração disse, através de um comunicado, que eles se arrependem profundamente que Castaneda não foi diagnosticado e tratado prontamente. Autoridades também disseram que mudanças foram feitas para que médicos de detentos façam as decisões de tratamento sem ter que esperar por uma aprovação da central em Washington. Castaneda foi condenado por posse de drogas em 2005 e ficou mais de um ano em prisões estaduais e federais. Ele reclamava de uma dolorida lesão no pênis, mas nunca foi dado a chance de fazer uma biópsia, mesmo após o pedido ter sido requerido pelo seu médico. Ele recebeu analgésico e cuecas limpas todos os dias, mas seu estado piorou.
O imigrante foi liberado da prisão em fevereiro de 2007, alguns dias antes da liberação para fazer a biópsia, requerida pela União das Liberdades Civis Americana. O pedido havia sido feito por carta ao ICE, exigindo que ele fosse tratado. Castaneda foi internado em um hospital e diagnosticado com câncer. Menos de uma semana depois, seu pênis foi amputado. Um ano depois ele faleceu. Os parentes de Castaneda processaram o Governo Federal.
Um ano depois um júri determinou que as prisões estaduais foram parcialmente culpadas pela morte, determinando o pagamento à família de $1.73 milhão. O processo federal foi levado à Suprema Corte depois que a família iniciou um processo contra médicos federais por negarem a realização da biópsia.
O Governo argumentou que os médicos eram imunes a processos, o que a Suprema Corte posteriormente concordou em 2010. O acordo, feito na última quinta-feira, encerrou as acusações da família contra o Governo Federal. Parentes ainda mantêm uma reclamação pendente contra dois médicos, disse o advogado da família.



