
Sem legitimidade, mas vorazes, “conselheiros” e “suplentes” eleitos por email brigam entre si, atacam seu criador em busca de mordomias, passaporte diplomático, medalhas do Rio Branco, passagens em classe executiva e hospedagem em hotel cinco estrelas.
Washington DC Área - 21 de abril de 2011, por Samuel Saraiva. Como intróito, gostaria de enfatizar que milito na defesa dos brasileiros no exterior há aproximadamente dezoito anos e, em função dessa militância, conheço in loco os problemas e anseios dos emigrados, em particular dos que receberam o “rótulo” consular de “Indocumentados”.
Quanto ao mais, é notória a minha oposição à atual forma de representação dos brasileiros na diáspora, instituída por decreto no apagar das luzes do Governo Lula na forma de Conselho de Assessoramento, consultivo subordinado ao MRE, decreto esse que atropelou as prerrogativas constitucionais do Congresso Nacional, que é o Poder Legiferante.
Entendo que órgão de assessoramento não tem força, é quase anódino, pois quem pede conselhos não se obriga a eles e age como quer, segundos seus interesses ou seu melhor entendimento. Assessor pode ser até simples cargo decorativo, como já se viu na República brasileira, sendo famosos os rotulados de ASCONE = Assessor de Coisa Nenhuma.
Por outro lado, o “assessoramento” para o qual foi criado o CRBE, a teor do art.4º do Decreto 7.214/2010, faz dele um órgão meramente opinativo, sem qualquer poder de impor-se. Lá adiante, no parágrafo 3º, subordina ao MRE a eleição de seus membros. Assim sendo, o CRBE, por vício de origem, fará sempre o que o pessoal do MRE mandar. O Conselheiro não tem opção, fora de dar palpite, nada obstante o valor de sua manifestação.
A Criatura só se volta contra seu Criador quando vislumbra alta possibilidade de vir a ocupar seu lugar ou tirar-lhe proveito, seja qual for o método. Não sendo essa a hipótese, a lealdade primária das figuras biônicas, como foram alguns senadores sob o Regime Militar, é para com o Poder que os escolhe e não para com os representados, cabendo lembrar que a figura do Senador Biônico, nas Américas, foi invenção dos “Founding Fathers” nos albores da Independência americana, como mecanismo de contornar pressões populares na “House of Representatives”.
Por que o Governo Petista foi pressionado a utilizar o mesmo instrumento autoritário do decreto, que condenava nos heróicos anos de oposição, para instituir o CRBE? Aliás, o CRBE é apenas um detalhe nessa peça. Certamente o nascimento desse órgão pela via cesariana da decisão monocrática e sua subordinação ao MRE o tornou, a meu ver, sem pretender ser dono da verdade, nem, menos ainda, ferir o brio dos Conselheiros, um órgão que não representa a maioria dos brasileiros que vivem no exterior, as massas de trabalhadores comuns.
O decreto que lhe deu existência também o tornou eunuco “ab ovo” ao lhe retirar força para agir de modo independente e poder cobrar, como quem tem direito, não como quem pede, sugerindo, de chapéu na mão, providências das autoridades diplomáticas. Também não pode criticar, encaminhando denúncias ao Brasil, quando fosse o caso, inclusive ao Congresso Nacional, para a fiscalização devida. Só uma representação independente reúne condições para realizar essa ingente tarefa.
Vi e vejo esse decreto como manobra para esvaziar as duas propostas de emenda à CF em trâmite no Congresso — uma de autoria do Senador Cristovam Buarque (instituindo a eleição de parlamentares pelo sistema majoritário) e outra do Deputado Manoel Junior (pelo sistema proporcional), -- por mim sugerida — que propugnam, entre outras coisas, pela representação política dos brasileiros que vivem no exterior. É essa representação que efetivamente nos daria voz, força, respeito e poder para reivindicar nossos interesses junto às nossas representações diplomáticas e ao Governo também, diretamente. Um órgão de “assessoramento” como o CRBE só pode dar pitaco, não podendo ir além dos sapatos, como na história do sapateiro que, chamado a opinar sobre o calçado da figura pintada, quis ir além, comentando o resto. Aliás, o que pretende o MRE? Ausência de fiscalização, por saber que esta é melhor no interesse popular; contornar o risco de exposição à quebra de confiança, o que aconteceria se sua contabilidade passasse pelo crivo de especialistas alheios a seus quadros ou à sua influência.
Desejo registrar também que minha oposição é objetiva, visa ao Conselho, como entidade, não aos nobres Conselheiros, que presumo todos bem intencionados e alguns até pragmáticos, pois é certo que o CRBE é melhor do que nada, mas não é o que a maioria (democracia é sempre o princípio da maioria, que, nada obstante, deve respeito às minorias) de nós desejaria como órgão que possa efetivamente representar nossos interesses.
De fato, nos debruçamos sobre a legalidade desse decreto 7.214/10 à luz da Constituição Brasileira e da Convenção de Viena, de sorte que nossa crítica se direciona ao sistema e não aos operadores do CRBE. Quem sabe o Judiciário possa vir em nosso socorro?
Pugnamos, enfatizo, pela representação política no Congresso brasileiro, pois os exilados econômicos, a maioria, envia bilhões de dólares aos cofres do país que deixaram para trás, sem contrapartida. Os custos de sua sonhada e merecida representação política no Congresso do Brasil (somos cerca de 3 milhões) são mínimos, e sequer seriam uma compensação. O CRBE tem seus conselheiros escolhidos a dedo pelo próprio MRE entre cupinchas — religiosos, doutores, empresários de estatais —, mas nenhum trabalhador da construção civil, nenhum diarista, nenhum “indocumentado”, ou seja, nenhum representante de mais de 70% dos que enviam dinheiro ao Brasil para ajuda aos que ficaram também em sua saudade.
Por conta de minha postura política e visão de nossos direitos e deveres como emigrados, formadas na oposição durante o Regime Militar, a partir das eleições para o CRBE passei a receber ((denúncias que vão desde irregularidades na votação até gastos sem prestação de contas)). Ora, não detendo qualquer poder de polícia, que também falece ao CRBE, só me cabe denunciá-las, quando consistentes, plausíveis, a quem o tenha, para as devidas averiguações.
DECRETO QUE CRIOU O CRBE é RANçO DO AUTORITARISMO
Sem qualquer ânimo de ferir suscetibilidades, mas, por outro lado, achando que seria covardia, pusilanimidade, esconder opinião que considero correta, gostaria de chamar atenção para o fato de que o CRBE surgiu no bojo do Decreto 7.214/2010, no seu artigo 4º, como nascimento via cesariana, no local errado, e não por parto normal, no ambiente apropriado, que é o Congresso Nacional.
Nem se pode dizer que esse Decreto é uma norma jurídica saudável em sua forma. Sendo deficiente, não goza de plena eficácia. Com efeito, falta-lhe uma das propriedades essenciais a qualquer norma jurídica: a SANÇÃO. Norma sem sanção expressa à desobediência de seu comando NÃO É NORMA JURÍDICA. Portanto, o Decreto em tela nada mais é que uma recomendação ao pessoal do Itamaraty, um amontoado de sugestões, nada mais. Quem tem assessor o ouve ou não.
Por isso a importância da representação política no Parlamento brasileiro. Essa sim terá força, poder de fogo. Os atuais “conselheiros” poderiam ser Representantes da Diáspora no Congresso, Membros de um PODER, em vez de membros de simples órgão opinativo, palpiteiro, visto com condescendência pelo corpo diplomático.
ÉPOCA DENUNCIA CRBE COMO IMPRODUTIVO
Na edição de 20/04/2011, a conceituada revista Época, associada à Rede Globo, publicou séria denúncia intitulada “UM CONSELHO DESACONSELHÁVEL”, produzida pelos jornalistas Eliseu Barreira Junior e Letícia Fenili, destacando que “Até agora, seus membros mais brigam que ajudam os brasileiros que vivem lá fora”. A matéria também enfatiza que “Em quatro meses de vida, porém, boa parte dos 16 conselheiros titulares e outros 16 suplentes têm gastado seu tempo com questões irrelevantes para os 3 milhões de brasileiros que vivem no exterior”. E o pior, o foco do debate se divide entre disputa por passagens aéreas, reivindicação de passaporte diplomático e impressão de cartão de visita com versículos bíblicos, como se o Poder Público devesse favorecer uma ou outra religião, em detrimento do Estado laico. Verifica-se um verdadeiro carnaval de absurdos à custa dos pesados impostos.
Conforme a matéria, para o professor da PUC de Minas Gerais, Duval Fernandes, especialista em migração internacional, “a melhor proposta seria ampliar o direito a voto dos emigrantes, que atualmente só participam das eleições presidenciais. Assim, eles teriam representantes no Legislativo com real empenho na defesa de seus interesses”. Uma tarefa que os membros do CRBE demonstraram que não possuem qualificação para cumprir.
Gasto abusivo de recursos públicos
Para a silenciosa, porém observadora maioria dos imigrantes que não se sente representada, o CRBE é uma grotesca aberração desde o início de sua formação, conduzido sem transparência alguma. Indaga-se: onde estão publicados os detalhes financeiros da viagem a Brasília, e qual seu o custo para o erário? Que tipo de apoio financeiro foi prestado àqueles candidatos que concorreram protegidos pelos consulados apenas por serem amigos e bajuladores?
Um volume considerável de informações veiculadas na internet e produzidas por alguns membros do próprio Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior, contendo indícios latentes de violações aos princípios da moralidade, eficiência e impessoalidade previstos no caput do artigo 37 da Constituição Federal, motivou o Advogado Maurício Gomes Pinto, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, a redigir denúncia ao Procurador Geral da República, Doutor Roberto Monteiro Gurgel Santos, sugerindo investigação.
Para Maurício, “o elevado custo do transporte e estada de todos conselheiros será pago com dinheiro público em virtude das prerrogativas conferidas pelo Decreto Presidencial 7.214 de 15/6/2010, cujo gasto não se justifica, tendo em vista as necessidades do Brasil”. E indaga: “((Como podemos nos dar ao luxo de pagar passagens em classe executiva para um determinado segmento consultivo do Itamaraty, quando há brasileiros no exterior que rastejam por ajuda do governo brasileiro?))”
Ressalta, ainda, a seguinte discrepância: “quando um brasileiro morre no estrangeiro, o MRE alega que não possui recursos para pagar o traslado do corpo, mas, por outro lado, autoriza o gasto de milhares de dólares para trazer os Conselheiros ao Brasil para participarem da referida Conferência.” Recorda ainda que “estamos na era da tecnologia, logo, e em obediência ao princípio da eficiência, não seria o caso da participação desse seleto grupo através de videoconferência? E dispara: “Isso demonstra uma prática nefasta e ainda arraigada no Estado, qual seja, o péssimo uso do dinheiro público. Irregularidades e o peleguismo dos ‘Conselheiros’ do CRBE, que irão ao Brasil em classe executiva para fazer turismo é, a meu ver, um prêmio do MRE pela submissão a seus desígnios.”
“É dinheiro do imposto indireto que nivela o pobre e o rico, ambos pagando alíquotas iguais, e que poderia ser usado com proveito social em benefício das crianças de nossas regiões mais pobres, que às vezes recebem aula à sombra de mangueiras e caminham léguas para chegar à escola sob sol escaldante, muitas vezes com fome, ao som do ronco estomacal.”
POR QUE REPRESENTAÇÃO POLíTICAEM VEZ DO CRBE
Portanto, minha luta não é casuística, nem pessoal, nem egoísta. Fiz política na Oposição, no tempo do chumbo grosso; presidi em Rondônia, como fundador, o PDT, por indicação de seu criador nacional, Governador Leonel Brizola.
Então, voltando às considerações iniciais, por que devemos nos contentar apenas com um Conselho? O CRBE, nada mais é que um cala-boca, pirulito pra criança, algo que nenhum Conselheiro é. Eu, menos ainda. O CRBE é destituído de poder real, pois apenas dá palpite, que pode ser ignorado ao alvedrio do Chefe, o Corpo Consular; é um poder ínfimo, que não se impõe, não resolve. É melhor do que nada? Sim, é melhor.
Vamos todos, ora pois, sem disputas pessoais, especialmente aquelas mesquinhas — aquilo que os americanos chamam de “mud sling”, onde todos saem sujos do episódio — unir forças em torno das PEC, seja a do Deputado Manoel Junior, seja a do Senador Cristovam Buarque. Ambos fundamentaram bem suas respectivas propostas que tramitam apensadas. Ao invés de debater possibilidades, escolhi agir, achando que cumpro com meu dever de cidadão, ao mesmo tempo em que busco fazer NOSSA VOZ, a de todos os brasileiros na Diáspora, ouvida no Centro de Poder do nosso querido Brasil, inesquecível Pátria, não importa os defeitos que carregue.
Em que minha posição merece censura? Porque alguns me consideram uma espinha de peixe na garganta? Falta de informação? Só pode ser! Sequer pretendo ser candidato. Trabalhei no Legislativo Federal por bastante tempo e não tenho desejo de voltar pra lá.
Torço para que os dedicados membros do CRBE se empenhem, do jeito que puderem, somando esforços, com vistas à aprovação da PEC do Deputado Manoel Jr. ou a do Senador Cristovam Buarque. A representação política no Congresso constitui-se uma demanda legítima, e não favor ou concessão que precisa ser atendido, pois, ao Congresso, cabe cumprir suas prerrogativas em relação à representação política, o que deve ser feito sem açodamento e através de amplo debate entre Estado e Sociedade.
A IMPORTÂNCIA DO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR 559/2010
Os “itamaratianos” foram os primeiros a resistir à PLP 559/2010, e atropelar o debate no Congresso sobre representação política, PEC 436/2009, induzindo o ex-presidente Lula, a criar POR DECRETO, o mesmo instrumento antes execrado, em especial no Regime Militar, o ser teratológico que se esconde sob a sigla CRBE.
A “Teoria de Sistemas” nos ajuda a entender a conveniência do ensaio de uma idéia que se lança para que diferentes atores se manifestem e assim ensejem a oportunidade de correção dos rumos mediante a eliminação dos pontos de conflito, ao mesmo tempo em que se procura estabelecer a convergência de mecanismos que a aperfeiçoem.
Tentamos por em prática esse ensinamento com o PLP 559/2010. Após a discussão nas comissões técnicas na Câmara, sugeri ao Dep. Manoel Jr. a supressão dos dois artigos que foram alvo de clara oposição de alguns grupos. Um deles atrelava as remessas à obrigatoriedade de quitação eleitoral, para atender a legislação brasileira, pois o cidadão deve votar, não importa onde esteja. O outro fixava a alíquota de 2% sobre as remessas efetuadas, dinheiro que reverteria aos remetentes em forma de benefícios em situações emergenciais. A eliminação desses dois obstáculos abriria as portas ao consenso.
As diretrizes vigentes no MRE para atendimento aos brasileiros no exterior foram concebidas há décadas, não acompanharam a dinâmica social, não espelham a nova realidade da economia brasileira e são incompatíveis com a demanda da diáspora em níveis atuais, muito superior em termos percentuais se comparada à emigração de trinta anos atrás.
O recente episódio do poderoso terremoto/tsunami no Japão coloca em evidência a necessidade de adequação dessas diretrizes à nova realidade da emigração brasileira. Os consulados foram pegos de calça curta, ou de “pants down”, como dizemos aqui nos EE.UU, termo mais forte, sem a menor condição de atender sequer pequena fração da demanda posta pelos brasileiros atingidos naquele País.
ARROGÂNCIA E INEFICIÊNCIA NO ATENDIMENTO CONSULAR
As denúncias de mau atendimento a nós brasileiros no exterior se acumulam há anos a fio sem que ninguém no Congresso tenha tido a iniciativa de coletar assinaturas para uma CPI que investigue as ações do serviço consular. As contas da Defesa e do MRE não têm controle externo, me parece, de sorte que o pessoal diplomático que autoriza despesas esbanja o dinheiro público a seu talante, sem maiores preocupações, dentro de seu limite orçamentário.
A atenção que o corpo diplomático dispensa ao povo brasileiro no exterior não é a mesma com que distingue um Mandatário dele no Congresso Nacional. Para conosco, brasileiros da Diáspora, é distante e indiferente, ou até aborrecido o contato, quando permitido, porque nos vê como gente incômoda, ressalvando-se a sensibilidade de alguns funcionários empáticos. A maioria se coloca acima do Povo a quem devem servir, sendo paga para isso.
Talvez seja uma tendência inerente ao ser humano a arrogância de quem detém o Poder sem sofrer qualquer ameaça de defenestração por ineficiência, sequer uma reprimenda, nenhuma fiscalização. Não foi à toa que Montesquieu observou a necessidade da divisão de poderes que se controlem mutuamente, porque quem o detém se inclina a abusar dele, até que encontre oposição de outro equivalente em força. Daí o valor inestimável do Legislativo com seus representantes eleitos, com voz nacional, e de um Judiciário independente e altaneiro.
Como cidadão residente no exterior, cônscio da responsabilidade cidadã, desejo ver meus compatriotas tratados com dignidade, amparados em suas necessidades mínimas quando se vêem ao abandono do sistema legal do país onde vivem, como ocorre freqüentemente.
NECESSIDADE DE UMA COMISSãO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO
Um parlamentar sensato e corajoso poderia coletar assinaturas entre seus pares para investigar esses gastos no Exterior e o desperdício, sem deixar de levar em consideração a conveniência de seu Mandato, que é devolvido ao povo a cada quatro anos.
Sei que nem sempre podemos fazer o que gostamos ou o que está de acordo com nossa consciência, porque estamos sujeitos a outras forças, de sorte que a direção e o sentido serão os da maior delas, segundo as leis da física. É sempre necessário ver as coisas sob a ótica da reeleição, para que a voz dos parlamentares não seja calada ou abafada.
O MRE sempre deteve os meios e a influência para abafar escândalos e manter imunidades contra fiscalizações, pairando acima do bem e do mal; deseja continuar aceito na base da confiança, atropelando o sábio conselho de Lênin: “A confiança é boa, a FISCALIZAÇÃO É MELHOR”.
Seja como for, com as devidas cautelas, sou de opinião que denúncias mais sérias deveriam ser investigadas por quem de direito na estrutura governamental, até para que não pairem dúvidas sobre a idoneidade do acusado, dúvidas que permanecerão se a luz da investigação oficial não for espargida sobre a realidade factual.
Texto original: http://www.gentedeopiniao.com.br/lerConteudo.php?news=78784
Samuel Saraiva: Rondoniense, estudou na Universidade do México e Universidade de Brasília. Indicado por Leonel Brizola articulou e Presidiu o 1o. Diretório Regional do PDT-RO em 79. Foi suplente de deputado federal pelo PMDB em 82, assessor parlamentar do governo de Rondônia e consultor legislativo na Câmara Federal. Iniciou a atividade jornalística em 92 nos EUA na área política, credenciado pelo Estado de Nova Iorque. Tranferindo-se para Washington DC em 94 ingressou no National Press Club e na National Association Journalists - NAHJ. Colunista deste site é também Correspondente da Revista Momento Brasil. us3000@gmail.com

New York, 18 de Agosto 2010. Nesta quinta feira próxima, Marcus Viana, compositor e multi-instrumentista mineiro fará uma palestra sobre a produção de trilhas sonoras para cinema e TV, após a exibição do filme O MUNDO EM DUAS VOLTAS do diretor David Schurmann para o qual fez a música. O evento será realizado na Brazilian Endowment for the Arts, em Manhattan, New York.
Marcus Viana estará falando sobre a produção de sua trilha para o premiado documentário, que narra a viagem da família Schurmann em um veleiro pela mesma rota realizada por Fernando de Magalhães no século XVI, na primeira viagem de circunavegação da terra.
O evento será realizado na sala Nelson Pereira dos Santos na Biblioteca Brasileira de New York localizada no 240 East da 52nd Street em New York. Informações pelo telefone (212) 371-1556.
Newark, 15 Julho 2010. O Jornal do Brasil publicou nesta quarta-feira 14 um anúncio de página dupla anunciando o fim de sua versão impressa, que circulará até 31 de agosto. A decisão foi tomada pelo empresário Nelson Tanure, da Docas Invevstimentos S/A, que detém a licença de uso da marca.
A partir de 1º de setembro, o JB só poderá ser visto na internet e, segundo o anúncio, seu formato será compatível com leitores como o iPad, Kindle, Nook e outros. Ainda segundo o anúncio, os leitores do JB foram consultados por um mês, por meio de uma pesquisa que apontou a direção para a publicação se tornar 100% digital e informa que os leitores serão informados sobre a migração do papel para o digital nos próximos 45 dias. O comunicado termina com a seguinte frase: "O JB vai sair do papel. E entrar na modernidade". A assinatura mensal será de R$ 9,90.
Os problemas financeiros envolvendo a publicação levaram a Docas Investimentos a descontinuar a impressão do JB em papel. Segundo o diretor de Docas, Eduardo Jácome, apesar de tentativas, não foram encontrados meios para manter a publicação impressa.
Passivos trabalhistas pioram a situação do caixa da empresa. Na próxima semana, segundo Jácome, a família Nascimento Brito terá uma nova rodada de negociações com a Docas Investimentos a respeito do licenciamento da marca. "Vamos conversar sobre como ficará a licença da marca para o impresso, na medida em que ela permanecerá no meio digital", declarou.
Com a mudança para o digital, alterações também podem acontecer na direção da empresa. Procurado na manhã desta quarta-feira 14, Pedro Grossi, que preside o JB, disse ao M&M Online, ao ser perguntado sobre sua saída da empresa, que as decisões do jornal são de responsabilidade dos acionistas e não quis falar sobre sua saída. "Estou sentadinho aqui na minha cadeira. Se quiser falar sobre política, economia, eu falo. As decisões do jornal são de responsabilidade dos acionistas. As minhas decisões são minhas. Aqui sou empregado tanto quanto você", disse sem comentar nada sobre sua saída. Nas redes sociais, continuam as minafestações de pesar pelo fim do JB que foi criado em 1891.
No Rio,onde nasceu o JB, diversos leitores lamentavam o fim da publicação impressa nas redes sociais. E muitos postaram mensagens sugerindo que o empresário Eike Batista, que tem vários empreendimentos na cidade, comprasse o JB para evitar o seu fim.
Independentemente do movimento criado pelos internautas, o que se aventa no mercado é que o Jornal do Brasil poderá voltar às mãos da família Nascimento Brito. A devolução da marca, que está licenciada desde 2001 à Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), de Nelson Tanure, está sendo negociada com a família. Segundo Eduardo Jácome, isso não invalida negociações com grupos interessados em manter as operações da publicação.
Jácome diz que o objetivo da CBM e da Docas Investimentos é encontrar uma solução que seja mais viável para a manutenção da marca e do funcionamento da empresa. Uma dessas soluções passaria pela concentração do JB apenas na internet. Para isso, dentro do site do jornal há uma pesquisa sobre os hábitos dos leitores no meio digital. Esse trabalho é feito também por telefone e e-mail.
"Estamos analisando todas as possibilidades para o jornal. A negociação com a família Nascimento Brito acontece de forma conjunta. Temos uma ótima relação com eles e estamos conversando. Independentemente da devolução da marca, a negociação com investidores interessados continua e não é prejudicada por isso", garante o executivo.
Data limite
Na redação a rotina de trabalho continua, informam funcionários da empresa. No entanto, o clima de apreensão é inevitável e comentários dão conta de que o dia 30 de setembro seria a data limite para que a empresa fosse devolvida. Jácome assegura que a data é mais uma especulação.
"Estamos em negociações e fechar a empresa não é o objetivo de Nelson Tanure. Mas é preciso encarar que em um negócio a possibilidade de encerrar a atividade não deve ser descartada", ressalta.
Vale lembrar que a CBM tinha um acordo de licenciamento da Gazeta Mercantil, jornal que encerrou suas atividades em junho passado, quando a marca foi devolvida ao empresário Luiz Fernando Levy.
Fonte: http://www.mmonline.com.br/noticias.mm?url=JB_decreta_o_fim_da_sua_versao_impressa

Rio de Janeiro, 7 de Julho 2010. O jogador Bruno chegou acompanhado dos advogados à Polinter, divisão de capturas da Polícia Civil, no bairro do Andaraí na capital fluminense. O atleta foi indiciado como mandante do sequestro de sua ex-amante Eliza Samudio e teve a prisão decretada na manhã desta quarta-feira (7), a pedido do Ministério Público. O amigo dele, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, suspeito de envolvimento na morte de Eliza Samudio, também se entregou à Polinter.
Segundo o TJ (Tribunal de Justiça) do Rio, foi decretada ainda a prisão do amigo do jogador, conhecido como Macarrão. Os pedidos de prisão foram feitos ontem pelo promotor Homero das Neves Freitas Filho, que acompanhou o depoimento de um adolescente de 17 anos localizado na casa de Bruno que confirmou a morte de Eliza e deu detalhes sobre o suposto crime. A prisão temporária vale por cinco dias.
Policiais da Delegacia de Homicídios estavam em frente à casa do goleiro desde o início da manhã desta quarta-feira, mas o jogador não estava no local.
Na manhã de hoje, a mulher do goleiro, Dayane Souza, já tinha sido presa na em Belo Horizonte (MG). A prisão temporária foi confirmada pelo advogado de Dayanne, Ércio Quaresma Firpe. Ele não soube informar se o mandado foi expedido pela Justiça de Minas ou Rio.
O filho de Eliza foi localizado após o sumiço da jovem, com Dayane. Na ocasião, ela chegou a ser detida, mas foi liberada, em seguida, por não ter antecedentes criminais e o neném foi levado para um abrigo pelo Conselho Tutelar.

Rio de Janeiro, 7 de julho 2010. A Justiça do Rio de Janeiro acatou nesta quarta-feira, os pedidos de prisão temporária feitos pelo Ministério Público contra o goleiro Bruno, do Flamengo, e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como "Macarrão".
Nesta madrugada, a mulher do goleiro Bruno Souza, do Flamengo, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, foi presa em sua casa, em Belo Horizonte. Dayanne foi levada para o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP) da capital mineira. Assim como “Macarrão” e o goleiro Bruno, ela também é suspeita de envolvimento no desaparecimento da estudante Eliza Samudio, ex-amante do jogador.
Policiais da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro estavam em frente à casa do goleiro no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, desde o início da manhã desta quarta-feira, mas o jogador não estava no local. Policiais entraram na casa por volta de 8h e saíram 15 minutos depois.
Em entrevista à JP, o advogado de Dayanne Rodrigues do Carmo, Ércio Quaresma Firpe ressaltou que esta é a “primeira pessoa morta que conversa com um roteweiler , quatro dias depois de ter sido degustada”. Quaresma enfatizou que trata-se de “uma ficção de aloprado de um delegado, quando isso cair nas mãos do Ministério ou do Tribunal de Justiça, tudo vai mudar, pois lá existem homens sérios e isso vai valer a mesma coisa que uma nota de R$1”.
Na tarde desta terça-feira, após uma denúncia, um jovem de 17 anos, que foi apreendido pela polícia na casa do goleiro, prestou depoimento por mais de sete horas, na Divisão de Homicídios do Rio. De acordo com a polícia, o depoimento do menor foi considerado esclarecedor, apesar dele ter entrado em contradição várias vezes. Durante o interrogatório, ele confirmou que Eliza está morta.
No entanto, o delegado do DIHPP, Edson Moreira explicou que o menor já está em Belo Horizonte, para que ele possa ajudar na identificação do corpo. Moreira enfatizou que a versão do menor está um tanto quanto fora do contexto investigativo e não compactua com o fato. “Ele assume toda a culpa. Vou investigar um pouco mais e até o momento, a versão dele não me convence totalmente. Essa versão é um tanto quanto suspeita”.
Para o delegado, “a cada dia que passa a tese de que Eliza está morta ganha mais força”. Em relação a participação de Dayanne, Moreira salientou que ela teve participação direta no caso.
Fonte: www.uol.com.br