
O imigrante Inocente Orlando Montano, 69 anos, que estava entre os 20 salvadorenhos indiciados na Espanha pela chacina de seis padres jesuítas foi preso ontem, dia 23, em Massachusetts. O massacre aconteceu em 1989 e o acusado vivia na cidade de Everett e foi detido por problemas de imigração.
O Ministério Público Federal disse que Montano fez declarações falsas quando fez a aplicação, em 2002, com pedido de proteção junto ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Este tipo de pedido garante que a pessoa permaneça sob a proteção norte-americana, caso não tenha condições de retornar em segurança para o seu país de origem (conflitos armados ou outras razões).
Segundo um agente do departamento de Imigração, Montano respondeu “não” a várias perguntas sobre o seu pedido, inclusive se ele já tinha servido em alguma unidade militar, paramilitar ou policial ou se tinha algum tipo de formação militar e conhecimento com armas. A resposta dita por ele foi mentira, pois ele é um ex-militar de El Salvador. “Ele respondeu que não tinha vinculo com nenhuma forças armadas em sete aplicações”, disse.
Montano serviu as forças armadas de El Salvador entre os anos de 1963 a 1994 e aposentou-se como Coronel. Ele vivia com seu próprio nome há cerca de 10 anos na cidade de Everett.
Os 20 suspeitos foram indiciados em maio deste ano por um juiz espanhol que apontou que eles além de serem responsáveis pelo assassinato dos seis padres jesuítas, mataram mais duas pessoas. Então foi emitido um mandato de detenção internacional, baseado nos princípios da jurisdição transfronteiriça, que permite o julgamento de certos crimes, mesmo que cometido em outros países.
Dos indiciados, nove se apresentaram no tribunal em El Salvador no início do mês, um morreu, agora Montano é preso e os demais não foram encontrados. O imigrante já havia negado a participação no assassinato.
Os seis sacerdotes trabalharam em uma universidade jesuíta e foram encontrados mortos no dia 16 de novembro de 1989, junto com a governanta e sua filha.

Um dos julgamentos mais aguardados pela comunidade brasileira que vive no estado de Nebraska teve início na semana passada e poderá durar 15 dias, tudo indica que a decisão do júri será divulgada no final de agosto. O pedreiro Valdeir Gonçalves dos Santos, natural de Ipaba, em Minas Gerais, enfrenta a acusação de ter assassinado Vanderlei e Jaqueline Szczepanik, além do filho do casal, Christopher de apenas 7 anos de idade.
Várias testemunhas foram ouvidas, inclusive Wanderlúcia Santos, esposa do acusado. O caso é considerado um dos mais complexos de Nebraska, pois não há nenhum corpo e nem cena do crime. Existe apenas os depoimentos da esposa e de uma amiga, Patrícia Oliveira (esposa do outro acusado), as quais atribuem o crime ao brasileiro.
Valdeir responde pelo triplo homicídio e seu amigo, José Carlos Coutinho, também de Ipaba, enfrenta julgamento por roubo e uso dos cartões de créditos da família.
Entre as testemunhas ouvidas até o momento estão brasileiros e outras pessoas que conviviam com os dois. Tanto Valdeir quanto José Carlos, são imigrantes indocumentados e trabalhavam na companhia de construção civil de Vanderlei.
O crime aconteceu, segundo as investigações, aconteceu dia 17 de dezembro de 2009. O advogado de defesa nega as acusações contra os seus clientes, mas a promotoria está fundamentada no depoimento das mulheres dos réus, as quais viviam no Brasil e foram levadas para os Estados Unidos para participar do processo de investigação e julgamento.
No início, a polícia trabalhava com a possibilidade de desaparecimento da família, mas no início de 2010 um circuito interno de uma loja de conveniências mostrou os dois acusados e um terceiro brasileiro que já foi deportado por falta de provas. Eles efetuaram algumas compras utilizando os cartões da família.
O casal supostamente assassinado morava na Flórida, com o filho, desde 1998 e havia ido a Nebraska, em 2009, construir um centro para formação de missionários ligados à Igreja Assembléia de Deus.
Versões
Por não ter os corpos da vítima, o Promotoria foi obrigada a estabelecer uma causa provável para o desaparecimento e espera que agora, durante o julgamento, as provas surjam. Várias versões foram apresentadas durante o processo de investigação. A primeira foi que Valdeir teria esquartejado o patrão e colocado os pedaços em um saco com pedras e jogado em um rio.
A Promotoria espera que os depoimentos das esposas possam ajudar a elucidar o crime e dar o desfecho certo para o julgamento. Wanderlúcia prestou depoimento na terça-feira (23), no Tribunal de Omaha, e mesmo sob os olhares do marido, ela afirmou: “Por telefone ele (Valdeir) me disse que havia torturado o seu patrão e que o havia matado, esquartejado e jogado em um rio dentro de um saco com pedras”. O marido olhou atentamente o depoimento da esposa que o incriminava.
Ela relatou, ainda, que o marido não contou como torturou o patrão e nem mencionou nada sobre a esposa ou o filho. Wanderlúcia disse que Vanderlei foi morto pelos três brasileiros, Valdeir, José Carlos e o Elias Lourenço, que foi liberado e deportado para o Brasil.
Durante o testemunho, a brasileira conta que o marido lhe disse que Vanderlei havia demitido José Carlos e depois recontratado com um salário menor. “Tenho medo de voltar ao Brasil com medo da reação dos familiares dele. “((Eu sei que ele fez algo errado, mas ao mesmo tempo ele é o pai dos meus filhos))”, acrescentou.
Na segunda-feira (22), a esposa de José Carlos, relatou que o marido estava irritado com o baixo salário pago por Vanderlei. “Ele me disse que ele e os amigos (Valdeir e Elias), planejavam fazer algo contra o patrão e que tinha ódio dele”, disse. Ela também teme retornar ao Brasil com medo dos parentes do marido.
Para manter as duas nos Estados Unidos, o Governo já gastou mais de US$14 mil em assistência moradia, alimentação, viagens e hotéis. Algumas pessoas apontam o depoimento das duas como ressentimento e desejo de viverem nos Estados Unidos. Outros depoimentos serão ouvidos até o final de agosto, de pessoas próximas á família Szczepanik e aos ipabenses.
A mãe de Valdeir, Maria Aparecida, acredita na inocência do filho e afirma que “ele deve estar sofrendo na cadeia, mas vai sair”. Ela mora em Ibapa, Minas Gerais.
Ainda não está certo qual será a condenação, caso Valdeir venha ser condenado, mas Nebraska é um dos 36 estados que ainda aceita a pena de morte como castigo máximo. Alguns advogados especialias acreditam que esta possa ser a condenação aplicada ao brasileiro.
(Com informações do jornal Omaha Wolrd Herald).

Em uma nota divulgada na segunda-feira (21), pelo Itamaraty, o subsecretário das Comunidades Brasileiras no Exterior – SCBE, Eduardo Gradilone, informou que a IV Conferência “Brasileiros no Mundo” não será mais realizada nos dias 5 a 7 de outubro como estava prevista. Não ficou bem claro os reais motivos deste cancelamento, mas uma nova data foi marcada para o primeiro semestre de 2012.
Para explicar o que levou ao adiamento da Conferência, o embaixador disse que foi porque vários projetos que seriam incorporados na conferência, ainda não estão prontos. “E um dos principais objetivos da conferência seria justamente analisar estes projetos”, salientou.
Na edição de segunda-feira, o Pastor Walter Mourisso, que é membro/suplente do Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior – CRBE, solicitou que houvesse uma mudança do local onde acontecem as conferências, justamente por onerar despesas aos cofres públicos brasileiros. Ele garante que o adiamento não tem nada a ver com seu pedido, mas explica que seria uma boa hora do MRE analisá-lo.
Mourisso sugeriu que as conferência fossem realizadas nos continentes onde os brasileiros estão morando. “Ou seja, uma conferência na América do Norte, uma na Europa, uma na Ásia e assim por diante. Desta forma o Governo Brasileiro não gastaria com passagens aéreas, hospedagens dos participantes e economizaria muito”, fala salientando que outro fator positivo é que possibilitaria muito mais brasileiros de participarem dos eventos.
A nova data ainda não foi marcada e apenas se sabe que será entre os meses de janeiro a junho do próximo ano. O Itamaraty e o MRE não responderam a pergunta de que se o cancelamento foi motivado para estudar a proposta de Mourisso. “Com este adiamento teremos mais tempo para criarmos projetos pilotos”, finaliza Gradilone.
Mas um ponto importante de que a sugestão de Mourisso pode estar em processo de estudo é que a nota divulgou que enquanto não fica definida a nova data, o Itamaraty promoverá reuniões regionais com o CRBE e desta forma além dos membros do Conselho, representantes da comunidade poderão participar.

Um brasileiro foi preso no domingo (20), em Framingham-Massachusetts, acusado de oferecer $50 (pouco mais de R$ 80), para fazer sexo com uma menina de apenas 9 anos de idade. Luis C. Teixeira, 34 anos, foi detido por volta das 21h30, pouco tempo depois de fazer a oferta ilícita.
O promotor da cidade, Kristen Noto, explicou que policiais foram atender a denúncia de que o brasileiro teria oferecido dinheiro para a criança em troca de sexo. “Os oficiais foram até a Hollis Street, onde estava um grupo de mulheres que relatou o acontecido”, disse.
No Boletim de Ocorrência, consta que o brasileiro ofereceu o dinheiro e a mãe da menina ouviu e a puxou para traz. Em seguida ele foi dirigiu por mais 80 metros e abordou um grupo de garotos afirmando ser policial.
Segundo o promotor, o brasileiro enfiou a mão na cintura por baixo da camisa, pegou algo dando indícios de que era uma arma. Em seguida acelerou o carro até a Arlington Street, onde foi preso pelos policiais. “Não foi encontrado nenhuma arma com ele”, relata.
Luis responderá por incentivo a prostituição, comportamento lascivo, perturbação da paz e dirigir sem licença. O juiz Robert Greco estabeleceu a fiança do brasileiro em US$500, ((mas se for posto em liberdade será entregue nas mãos do Departamento de Imigração, pois tem uma carta de deportação contra ele)).
Ele deve retornar ao tribunal dia 11 de outubro, quando iniciará o seu julgamento.

Uma paranaense que não fugiu às tradições do sul do Brasil, local que produz as mulheres mais lindas do país. Juliana Deliberais é uma ariana que reside há nove anos nos Estados Unidos, mais especificamente em Southborough, em Massachusetts.
Com apenas 20 aninhos de idade, ela faz planos para ser uma estilista famosa no mundo da fashion. Ju sonha em ter suas roupas vestindo celebridades.Para isso, atualmente, ela cursa faculdade onde pretende se formar em Fashion design.
Entro os planos desta beldade, está o de retornar ao Brasil ou talvez morar na Itália. Mas isso é depois de concluir o mestrado. Ela aponta como sua maior conquista ter conseguido ingressar na faculdade completamente de graça.
Este rostinho lindo já encantou as passarelas do Miss Brasil USA, edição de Massachusetts, e apesar de não ter levado o titulo, agradou a todos com o jeito meigo e suave de desfilar.
No campo sentimental, ela saiu de um relacionamento de dois anos e o coraçãozinho não tem dono. Ela pretende deixar assim por algum tempo e pensar mais nela mesma. “((Quero curtir um pouco a vida de solteira))”.
Ju por Ju
“Eu me considero uma pessoa ambiciosa e estou sempre lutando pelos meus idéias e nunca desisto de ir atrás dos meus sonhos. Mas sempre com os pés no chão. Me considero forte e não me deixo abalar facilmente. Quanto à parte do meu corpo que mais gosto eu diria que são meus olhos, pois eles conseguem expressar meus verdadeiros sentimentos. Sou uma pessoa muito romântica e uma amiga que está sempre tentando ajudar as outras pessoas. Meu defeito é ser impaciente e para me tirar do sério é só gritar comigo. Procuro conversar com as pessoas num tom de voz normal, mesmo quando estou irritada.”
Rapidinhas
Estilo de filme: adoro filmes de comédia
Estilo musical: Curto todos os estilos, mas a que eu mais gosto são house e sertanejo universitário
Estilo de festa: Curto baladas com vários DJ´s e de preferência ao ar livre
Saudade: Sinto saudade da minha infância, quando passava o dia inteiro brincando na rua sem preocupações
Se tivesse uma máquina do tempo e pudesse corrigir algum erro, o que faria?
“Corrigir não, pois acho que os erros foi o que me ensinou o que sei hoje. Se eu não tivesse errado, não teria aprendido o certo e crescido na vida”.

No dia 18 de agosto a administração do Presidente Obama, anunciou mudanças que poderão beneficiar alguns indivíduos que estão em processo de deportação. Infelizmente isto não é uma anistia, mas devemos ser otimistas e trabalhar em solidariedade em prol uma reforma imigratória.
A seguir algumas informações que esclarecerão este novo anúncio:
1-Todos os 300 mil casos atualmente em processo de deportação serão revistos por altos funcionários do DHS. Os juízes de imigração e advogados do ICE também irão rever seus casos em uma base diária e semanal para ter certeza de que qualquer caso que vai à frente é consistente com prioridade de acordo com as novas regras do DHS.
2- O anúncio é somente sobre casos de deportação. Este anúncio é uma tentativa de “desobstruir” o número alto de casos de deportações, removendo os que têm “baixa prioridade” a fim de se concentrar em indivíduos que tenham antecedentes criminal.
3- “Alta prioridade” inclui indivíduos que representam uma séria ameaça à segurança nacional, são criminosos graves e reincidentes, membros de gangues, ou ter um registro de violações de imigração repetido, mas não estão limitados somente a tal critério.
4- “Baixa-prioridade” inclui indivíduos como tal veteranos; residentes legais; estudantes e outros trazidos para os EUA como crianças; mulheres grávidas; vítimas de outros crimes graves e violência doméstica, e cônjuges, incluindo LGBT. Mas não estão limitados somente a tal critério.
5- Indivíduos em processo de deportação que são considerados “prioridade baixa” vai receber uma carta do DHS afirmando que o seu caso foi cancelado.
6- Aqueles cujo processo de deportação for cancelado, podem aplicar para um programa de autorização de trabalho. Decisões sobre autorizações de trabalho serão analisada caso a caso.
7- Imigrantes indocumentados que não estão em processo de deportação não podem aplicar para autorização de trabalho.
8- Os indivíduos não devem tentar se colocar em processo de deportação, a fim de solicitar uma autorização de trabalho.
9- Essas mudanças não beneficiam os imigrantes indocumentados que não estão em processo de deportação
10- O anúncio não altera programas como Comunidades Seguras e programa 287g. Isto não é anistia. Esta é uma mudança processual na implementação de políticas de execução da DHS para atingir somente aqueles que representam sérias ameaças para os EUA e aqueles com longos registros criminais.

Um trabalho realizado pelo Ministério Público do Paraná em conjunto com as polícias paranaense e paulista, na manhã de terça-feira (16), desmantelou uma quadrilha que comandava uma fábrica de documentos falsos utilizados para facilitar a concessão de vistos para os Estados Unidos.
Segundo as informações divulgadas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão co Crime Organizado – Gaeco, o esquema funcionava há oito anos e dezenas de pessoas utilizaram o trabalho da quadrilha.
Os investigadores solicitaram a prisão de cinco suspeitos, mas a Justiça do Paraná liberou apenas busca e apreensão no local apontado com QG da fabricação dos documentos.
Para chegar ao desmantelamento da quadrilha, foi preciso que autoridades consulares dos EUA fizessem a denúncia. Os funcionários do Consulado norte-americano em São Paulo desconfiaram dos vistos que estavam sendo concedidos a alguns brasileiros e notificaram a polícia.
Estima-se que pelo menos 100 pessoas tenham sido beneficiadas com os vistos oriundos de documentos produzidos pela quadrilha. Foram apreendidos vários passaportes e equipamentos utilizados pelos suspeitos, inclusive um computador onde supostamente estariam todas as informações e transações da quadrilha.
Entenda o esquema
O grupo criava declarações de Imposto de Rendas e recibos de folhas de pagamento de empresas, tipo de contacheques com altos salários. Desta forma impressionava o setor de concessão de vistos no Consulado e a liberação dos Vistos era agilizada.
A produção destes documentos custava R$ 5 mil e as negociações aconteciam via internet e correio, evitando assim qualquer suspeita.

Um homem que está sendo chamado de herói por ter salvo uma menina de 6 anos de idade das mãos de um suposto sequestrador, na segunda-feira (15), assumiu que é um imigrante indocumentado. Antônio Diaz Chacon, 23 anos, é oriundo da cidade de Chihuahua, no México e vive ilegalmente nos Estados Unidos há quatro anos, junto com sua esposa Martha, que é cidadã norte-americana.
Martha disse que tem medo pela situação ilegal do marido no país, mas acredita muito em Deus. “Se ele nos colocou no momento certo para salvar a menina, é porque ele deve ter planos maravilhosos para nós”, ressalta.
A tentativa de sequestro aconteceu na noite de sexta, a sudoeste de Albuquerque, no Novo México, quando a menina foi até a casa do vizinho para pegar um pacote de torradas. O imigrante viu quando a menina foi levada e não pensou duas vezes. Ele entrou em seu carro e perseguiu a van onde estava o sequestrador com a garotinha.
Dias conta que perseguiu o veículo por várias milhas até que colidiu com um poste de luz. Imediatamente o imigrante saiu de seu veículo e resgatou a menina. Os policiais que atenderam a ocorrência o aclamaram como um herói. A revelação de seu status imigratório aconteceu devido as várias perguntas da mídia.
Martha disse que o casal esta planejando aplicar para legalizá-lo, mas ainda não encontrou um advogado de imigração que ajudasse. “Não temos condições, e custa muito caro”, explica acrescentando que estão priorizando os pagamentos de hipotecas e contas médicas.
O sequetrador, Phillip Garcia, foi preso e responderá pelo crime de rapto e abuso de crianças. “Meu marido está sendo chamado por todos, mas ele se considera apenas uma pessoa normal que fez algo para ajudar alguém em perigo”, disse a esposa de Dias.

Aos 84 anos de idade, a mexicana Felicitas Gurrola assumiu que há 40 anos dirige um esquema familiar de contrabando de pessoas para os Estados Unidos. Com uma voz quase inaudível, ela se declarou, na sexta-feira (19), culpada pela acusação de tráfico e fornecer documentação falsas para os imigrantes apresentarem às autoridades na travessia em San Ysidro, na California.
A filha de Felicitas, Hilda Moreno, de 56 anos de idade, também foi assumiu a culpa de participar da quadrilha de traficantes. Elas podem ser condenadas a até 15 anos de prisão.O advogado da traficante, Tom Matthews, disse que vai solicitar uma audiência para o dia 9 de novembro, para expor ao magistrado a questão da idade e os problemas de saúde de Felicitas e que isso seja analisado na hora de aplicar a pena.
O advogado ainda salientou que está há quatro anos com a acusada e disse que por todo este tempo ela sempre respeito o ser humano. “((Minha cliente nunca abandonou nenhum dos imigrantes que ajudou atravessar a fronteira, tal como acontece com outros traficantes”, fala)).
Ele acredita que diante do exposto e dos problemas da sua cliente, a pena máxima deva ser de no máximo cinco anos.
A TRAFICANTE
Há algumas décadas o esquema de Felicitas era muito forte e atualmente acredita-se que pelo menos m80 imigrantes por mês procuram os serviços do grupo. Com o fortalecimento na segurança da fronteira, o fluxo diminuiu, mas a traficante continuou trabalhando , com a ajuda de sua filha e outras pessoas.
Ela se encontrava com os imigrantes no Tijuana Suites Royal Hotel, onde entregava os documentos pertencentes a outros imigrantes e dava orientações de como proceder para não serem barrados na fronteira.
Os imigrantes eram acompanhados até a fronteira por um guia contratado por Felicitas e seguiam, de ônibus, para a área comercial de Loas Angeles, onde pagavam a quantia de US$3,500.00 (cerca de R$ 5.600,00). Acredita-se que a quadrilha movimente cerca de US$280 mil por mês (cerca de R$ 450 mil).

Boston MA, 19 de agosto de 2011, by Luciano Sodré.
Nesta quinta-feira (18), o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, sigla em inglês), através de sua secretária Janet Napolitano anunciou na tarde desta quinta-feira (18), que o presidente Barack Obama decidiu cancelar os processos de deportação contra imigrantes que atendam a determinados critérios, tais como ser o provedor do sustento de uma família e não ter cometido crime violento. A notícia, divulgada por volta das 16h, ganhou elogios imediatos dos ativistas hispânicos e democratas, que anteriormente tinham reprovados a maneira como o executivo vinha tratando o caso.
“A decisão de Obama mostra que ele está mesmo querendo fazer algo pelos imigrantes e busca se fortalecer o apoio a uma reforma nas leis de imigração. Ele provou que vai intervir sempre que a vida de pessoas estiverem prejudicadas”, disse o deputado Luiz Gutierrez, democrata por Illinois.
Janet disse que o seu departamento e o Departamento de Justiça já está revendo os casos em curso e analisará os que atendem aos critérios citados anteriormente e baseado na ordem do presidente, os processos serão interrompidos. Ela explica que desta forma os juízes de imigração poderão julgar os casos com maior rapidez e alta prioridade, tais como os que envolvem criminosos já condenados.
Estas novas regras se aplicam a quem tem carta de deportação (preso ou não preso), desde que não tenha a decisão de expulsão do país oficializada. “((Um grupo será preparado para orientar como analisar os casos e decidir pela interrupção da deportação”, disse a secretária)).
Não foi informado quantos imigrantes serão beneficiados por este processo, mas no ano fiscal de 2010, foram deportados 200 mil imigrantes que não tinham antecedente criminais. Acredita-se que este número é maior, algo em torno de 300 mil processos envolvendo imigrantes que não tem crimes e enfrentam deportação. Até mesmo quem veio pelo México e está em processo, terá seu processo cancelado, caso se encaixe nos critérios.
Napolitano disse que estes casos serão tratados individualmente e se todos se adequarem, serão colocados nas ruas. Isso significa que milhares de imigrantes podem ser soltos a qualquer momento.
Entenda o assunto
Ao todo existem cerca de 300 mil processos de deportação em todos os Estados Unidos envolvendo imigrantes indocumentados. Desta forma, os juízes estão reclamando que não estão tendo tempo para analisar casos de criminosos e não querem todos os dias julgar pessoas trabalhadoras.
Apesar do anuncio ter sido dado na terça feira, a secretária disse que os processos já estão em processo de revisão.
Os critérios que serão analisados são: não ter antecedentes criminais, quem vive há mais de 10 anos no país terá um ponto positivo, quem tiver parente cidadão dos EUA também tem ponto a favor.
Mas a notícias mais importante é que após o cancelamento da deportação, o imigrante que se qualificar nois critérios poderão aplicar para uma Autorização de Trabalho, tais como estudantes, parente nas forças armadas, sustenta a família. Com a autorização é possivel aplicar para a carteira de habilitação.
“Hoje é uma vitória não apenas para os imigrantes, mas para todo o povo norte-americano que acredita na humanidade e igualdade dos povos”, disse o deputado Gutierrez.

