
Dom Salvador, é conhecido como o pioneiro do samba-soul. Em seu novo CD, “Dom Salvador Sexteto, The Art of Samba Jazz”, mostra um pouco da história de suas façanhas.
Eis a sua história.
No início dos anos 60, Salvador da Silva Filho, um paulista de Rio Claro, já era conhecido em boates badaladas de São Paulo, como a Lancaster, a Baiuca e a Cave.
Ao se mudar para o Rio, em 1964, logo chamou a atenção no Beco das Garrafas, reduto da bossa nova. Integrando o Copa Trio, acompanhou e gravou com futuros astros da MPB, como Jorge Ben e Elis Regina. Foi graças às escavações em arquivos de gravadoras pelo Titã Charles Gavin que Dom Salvador voltou a chamar a atenção com o relançamento do álbum “Som, Sangue e Raça”, de 1971, um marco da música black brasileira remasterizado em versão digital.
Por volta de 1956-57, o grupo “A Turma da Gafieira” foi criado com a participação de excelentes músicos: Zé Bodega (tenor), Sivuca (acordeom), Raul de Souza (trombone), Santos (trompete), Nestor Campos (guitarra), Altamiro Carrilho (flauta), Paulinho (piano), Edison Machado (bateria), e Luiz Marinho (baixo). Muitos outros grupos desse tempo também foram importantes e devemos mencionar: Breno Sauer Quinteto, Quarteto Excelsior, Siles e seu Conjunto, Donato e seu Grupo, Copinha e seu Conjunto, Kximbinho, Robledo, Luiz Gaucho, Carolina Cardoso de Menezes, Zé Menezes, Paulo Moura, Cipó, Astor, Os Copacabanas, e Chiquinho do Acordeom.
O movimento bossa nova que começou em 1958 foi fortemente influenciado pelo jazz da costa oeste americana. Foi baseado em maravilhosas melodias e harmonias, suaves e românticas. Nesse período, muito músicos se movimentaram para criar uma música paralela à bossa nova. Sérgio Mendes foi o líder do melhor grupo dessa fase, O Sexteto Bossa Rio, incluindo músicos de primeira linha como Raul de Souza, Edison Maciel, Hector Costita, Edison Machado e Tião Neto. Os grupos também importantes neste período foram: Meireles e os Copa 5, Pedro Paulo, Luiz Carlos Vinhas, Manuel Gusmão, Dom Um Romão, Zimbo Trio (Amilton Godoy, Luiz Chaves, Rubinho Barsotti), Rio 65 Trio (Dom Salvador, Edison Machado, Sérgio Barrozo), João Donato, Tenório Jr. Trio, Zezinho Alves, Milton Banana, Salvador Trio, Edson Lobo, Victor Manga, Toninho Pinheiro, Cidinho Teixeira, Laércio de Freitas, Fats Elpídio e o Sambalanço Trio (César Camargo Mariano, Clayber e Airto Moreira).
Em seu novo CD, Dom Salvador revisita as suas composições originais e seu magnífico sexteto num ambiente da era pré-bossa nova. Se o termo jazz-samba foi criado pelo produtor norte-americano Creed Taylor com o lançamento do álbum do mesmo nome com Stan Getz e Charlie Byrd, no Brasil dos anos 50 já existia essa fusão, como fala Dom Salvador no encarte do CD.
“Samba Jazz” é a combinação do jazz americano e o samba, e podemos encontrá-lo por volta de 1920 na música do nosso adorável Pixinguinha. Essa influência vem forte da música de Nova Orleans, das bandas de Dixieland e do Fox Trot, o que era uma música de total improvisação. Pelos anos 40, começou a coletar harmonias mais modernas e sofisticadas. Simultaneamente, em especial no Rio de Janeiro, as Gafieiras abriram caminho para as grandes bandas como as orquestras americanas da mesma época.
“Dom Salvador Sextet, The Art of Samba Jazz”é composto por Dom Salvador no piano, Laura Dreyer Alto no Sax, Rodrigo Ursaia no tenor e sax, Luiz Bonilla no trombone, Itaiguara Brandão no baixo e Maurício Zottarelli na bateria.
Dom Salvador vive nos EUA desde os anos 70 e para mais informações sobre este genial artista , acesse o portal
www.domsalvador.com

A banda Brothers Of Brasil tem como os seus criadores os irmãos Suplicy – Supla, o roqueiro, e João, o bossa-nova. Como é dito que os opostos se atraem, aqui ficou confirmado que o resultado desta união excêntrica foi o melhor possível: um novo estilo de música foi criado!
Nos últimos três anos, Supla e João têm feito algumas das mais originais músicas, combinando elementos da música tradicional brasileira, como bossa nova e samba, com rock e funk, para criar um som único, que conquistou inúmeros fãs na América do Sul. Agora a dupla está finalmente pronta para expandir a nível mundial com o lançamento do seu primeiro álbum .
O Brothers of Brazil escreve um novo capítulo da sua carreira. A dupla assinou contrato com a gravadora norte-americana SideOnneDummy. Com base em Los Angeles, a gravadora lançou bandas como The Gaslight Anthem e Gogol Bordello (que tocou no Brasil em 2008 e 2009) e sua especialidade é Punk Rock e suas variações. Estão ali sonoridades como Ska, Hardcore e até Celtic Punk, uma versão do estilo musical influenciado pelo Folk. Com esse DNA, a gravadora se interessou pela junção da Bossa Nova com o Punk, dos irmãos Suplicy, e lançará o álbum PunkaNova no exterior. Assim como fizeram com Gogol Bordello, a gravadora incluiu os Brothers na concorrida Warped Tour, uma série de 44 shows espalhados pelos Estados Unidos durante o verão de 2011. Além dessa turnê, os irmãos apresentam seu show na Califórnia e em Nova York.
O contrato surge após turnê pelo Reino Unido. Na terra da rainha, a dupla dividiu o palco em 12 shows com Hugh Cornwell, do Stranglers. Cornweell e o Stranglers são considerados peças-chave da história do Punk, sonoridade que explodiu em 1977.
Em 2010, mais um grande festival. A dupla se apresentou no SWU, evento realizado durante três dias e reuniu 150 mil pessoas, que viram shows de bandas como Queens of the Stone Age e Kings of Leon.
Os irmãos já tocaram em grandes festivais como o Planeta Terra e o SWU Music + Arts Festival, bem como Rock In Rio em Portugal. E agora não poderiam estar mais animados sobre finalmente ter um lançamento mundial para o Brothers Of Brasil.
Mas o pontapé inicial dessa história aconteceu em 2007, quase por acaso. Os dois irmãos fizeram um show no berço do punk londrino, a Candem Town. Na plateia, Bernard Rhodes, ex-empresário do The Clash, batizou ali mesmo a dupla: “Brothers of Brazil”.
Estimulados pela ótima receptividade, os irmãos se trancam no estúdio e começam a compor. Depois de alguns shows surpresas em São Paulo para testar o repertório, o Brothers embarca para os EUA para se apresentar na Fashion Week de Nova York, e em outros shows em Los Angeles.
De volta ao Brasil, os Brothers aterrissaram e foram direto para apresentação em Capão Redondo, zona sul de São Paulo. Mantendo o ritmo frenético, a dupla embarcou no dia seguinte para mais shows em Paris, Londres e Bruxelas. Essa mini-turnê européia rendeu um convite para o Rock in Rio Lisboa 2008, onde se apresentaram no palco Sunset para um público de vinte mil pessoas. Novo retorno, e mais uma série de shows espalhados pelo Brasil, passando por Curitiba, São Paulo, Salvador, João Pessoa, Florianópolis e Rio de Janeiro
O passo seguinte foi a edição 2008 do Planeta Terra – festival que trouxe ao Brasil em outubro daquele ano bandas como Kaiser Chiefs, Offspring e Breeders. Lá os Brothers abriram os trabalhos do Indie Stage. Já entrosados por uma intensa turnê com dezenas de apresentações, o show foi eleito pelos internautas como o melhor dentre as atrações nacionais do festival.
O ano de 2009 começou com os Brothers em mais uma turnê de dez shows nos EUA, e uma temporada de gravações no estúdio do cantor-surfista Jack Johnson, sob o comando do conceituado Mário Caldato Jr. (produtor de discos de Beastie Boys, Jack Johnson, Marcelo D2, entre outros). Essa temporada se estendeu até o Rio de Janeiro, com mais shows e mais sessões de estúdio para dar forma ao primeiro álbum da dupla, PunkNova, que será lançado agora pelo SideOnneDummy.
Para outras informações por favor acessar o link http://sideonedummy.com/bands/brothers-of-brazil e/ou contatar a produtora Jenn Littleton (310) 428-7956 e jenn.littleton@gmail.com

Em meio aos esforços do governo e de empresários brasileiros para promover o etanol combustível e minimizar as resistências ao produto na Europa, representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) fizeram duras críticas ao uso em larga escala dos biocombustíveis como alternativa às fontes de energia fósseis. Isso porque o etanol é relacionado por seus críticos ao aumento nos preços mundiais de alimentos. A suspeita já fez com que o mercado europeu se fechasse um pouco mais contra o combustível verde. O etanol americano, produzido com milho, seria um dos responsáveis pela alta dos preços dos alimentos no mundo nos últimos meses. O etanol brasileiro também pode ser apontado como um dos culpados? Entenda os argumentos de quem é contra e a favor do etanol – e também de que forma sua produção teria influência na inflação dos alimentos.
Mas o que é Etanol ?
O etanol (álcool etílico) é um álcool derivado de cereais e vegetais. No Brasil, utiliza-se a cana-de-açúcar para a produção do etanol, enquanto nos Estados Unidos e México é utilizado o milho. É utilizado na fabricação de bebidas alcoólicas fermentadas (cerveja, aguardente, vinho), produtos de limpeza doméstica e também de combustíveis para automóveis. Apresenta-se na forma de um líquido incolor e sua fórmula química é C2H5OH
1. A produção de etanol pode prejudicar a produção de alimentos no mundo?
Dificilmente, já que isso apenas aconteceria caso os países utilizassem a produção agrícola com fins energéticos em detrimento dos alimentos. Atualmente, o mundo produz mais alimento do que consome. Parte da alta de preços de alimentos no planeta pode ser atribuída à expansão da lavoura de milho voltada para a produção de etanol nos Estados Unidos. No Brasil, porém, são poucas as chances de isso ocorrer. Dos 355 milhões de hectares disponíveis para plantio no país, somente 90 milhões seriam adequados à cultura de cana, que atualmente ocupa apenas 7,2 milhões de hectares (metade deles para a produção de açúcar). Em São Paulo, por exemplo, a plantação de cana ocupou nos últimos anos o espaço de pastagens – sem que a produção de carne bovina tenha diminuído.
2. Se isso acontecer, quais serão os efeitos?
A redução das superfícies destinadas aos alimentos contribuiria para o aumento dos preços dos mantimentos. O que tem mais chance de acontecer, porém, é um deslocamento das lavouras à medida que a cana dominar os espaços antes ocupados por outras culturas. Pode haver ajustes de preços regionais por causa de mudanças na logística de abastecimento. Não se pode, contudo, desprezar o fato de que os avanços da tecnologia agrícola poderão prover grandes aumentos de produtividade nos próximos anos. E que as nações ricas poderão eliminar barreiras e subsídios que sufocam a produção nos países pobres.
3. De que forma o etanol estaria ligado à inflação nos preços dos alimentos?
O principal problema tem relação com o etanol produzido nos Estados Unidos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a produção de etanol americana é responsável por metade do aumento da demanda mundial de milho nos últimos três anos. Isso aumentou o preço do milho e o preço das rações. Dessa forma, aumentam também os custos de produtos bovinos e suínos, já que o milho é usado em rações animais. De acordo com o Departamento de Agricultura, o mesmo ocorreu com outras colheitas – principalmente soja – quando os produtores decidiram mudar seus cultivos para o milho.
4. Com base em quais argumentos a ONU tem criti-cado a produção do etanol?
Segundo o relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, Jean Ziegler, a produção em massa de biocombustíveis representa um “crime contra a humanidade” por seu impacto nos preços mundiais dos alimentos. Isso porque as terras que deveriam ser usadas para a produção de alimentos serão supostamente destinadas ao plantio das matérias-primas para a fabricação de etanol. Em outubro do ano passado, Ziegler elaborou um relatório para pedir uma moratória de cinco anos na produção do etanol. Durante esse período, os governos precisariam avaliar os impactos sociais, ambientais e de direitos humanos que a produção de etanol geraria.
5. O que dizem os países europeus sobre essa questão?
A Comissão Européia já indicou que vai propor a supressão das subvenções para os cultivos destinados à produção de biocombustíveis. Vários dirigentes europeus manifestaram preocupação com a utilização da produção agrícola com fins energéticos ao invés de alimentos. Entre eles está o ministro da Agricultura da França, Michel Barnier, que disse: “A produção agrícola com fins alimentares deve ser claramente prioritária”.
6. O que dizem as ONGs que criticam o uso dos biocombustíveis?
As ONGs passaram a acusar o etanol de roubar espaço dos alimentos no campo e dizem que os usineiros do Brasil querem avançar a área de plantio de cana na floresta amazônica, o que contribuiria ainda mais para o desmatamento. No exterior, a ONG britânica Oxfam afirma que o etanol é uma ameaça para milhões de pessoas dos países em vias de desenvolvimento, vulneráveis ao encarecimento dos alimentos básicos como os cereais. A Oxfam se baseia em um estudo do International Food Policy Research Institute, segundo o qual a demanda de biocombustíveis é responsável por aproximadamente 30% dos últimos incrementos do preço dos alimentos. Essa variação repercute, sobretudo, nos mais pobres do mundo, que dedicam à comida entre 50% e 80% de sua receita, o que significa que qualquer aumento nos preços reduzirá o consumo de alimentos e aumentará a fome.
7. Quais são os principais países produtores de etanol?
Brasil (cana-de-açúcar), Estados Unidos (principalmente milho, mas com boa perspectiva de chegar primeiro ao etanol de celulose), Canadá (trigo e milho), China (mandioca), Índia (cana, melaço) e Colômbia (cana e óleo de palma). A Alemanha produz metade do biodiesel do mundo.
8. Por que o etanol brasileiro tem mais vantagens do que o americano?
As principais críticas dizem respeito ao modo de produção. O etanol americano é feito a base de milho e conta com fortes subsídios por parte do governo do país. Para entrar nos Estados Unidos, o etanol brasileiro enfrenta uma tarifa de 0,54 dólares. Além disso, o etanol feito de milho contribui para o aumento do preço do cereal e tem um peso negativo diante da atual inflação de alimentos. O etanol brasileiro tem ainda outras vantagens. A primeira é a limpeza. Para cada litro de gasolina utilizado na lavoura ou na indústria, são produzidos 9,2 litros de etanol. No caso do etanol de milho, essa relação cai para 1,4 litro de etanol para cada litro de combustível fóssil empregado no processo. A segunda é a produtividade. No Brasil, são produzidos 7 500 litros de etanol por hectare plantado de cana. No caso do milho, cada hectare produz 3 000 litros.
9. Qual é o limite máximo da produção para não prejudicar as outras culturas?
Em tese, há ainda 77 milhões de hectares a ser ocupados no Brasil sem afetar o espaço dedicado a outras culturas. Atualmente, a cana-de-açúcar ocupa 7,2 milhões de hectares, menos do que a soja (21 milhões) e o milho (14,4 milhões).
10. Na América Latina, quais países já se manifes-taram contra o etanol?
Bolívia, Cuba e Venezuela. Havana chegou a propor que a ONU comece um estudo para avaliar até que ponto o etanol, tanto de milho como de cana-de-açúcar, afetam a produção de alimentos no mundo, O presidente boliviano Evo Morales foi um dos principais defensores da moratória de cinco anos para a produção de etanol proposta pela ONU. Já o líder venezuelano Hugo Chávez teme que o crescimento do etanol no mercado internacional possa prejudicar as exportações venezuelanas de petróleo – commodity da qual o país do caudilho é um dos principais produtores. Para diplomatas da ONU, o temor desses países é de que o etanol leve o governo americano a ter maior influência sobre os governos da América Central.
11. De que forma o governo brasileiro tem contra-atacado os críticos do etanol?
Quanto às críticas cubanas, o Brasil explicou a Havana que o etanol já é produzido por aqui há 35 anos e isso nunca implicou uma redução da área destinada à agricultura. Além disso, o Planalto convidou os cubanos a fazer uma visita ao Brasil para conhecer a produção de cana e propôs um plano de cooperação com Cuba para melhorar a qualidade da cana produzida na ilha, para que Havana também possa fabricar etanol. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito uma defesa ferrenha do etanol em viagens pela Europa. Sua estratégia envolve o apoio de empresários brasileiros do setor sucroalcooleiro, interessados em atrair investimentos europeus. Lula acusou o relator especial da ONU, Jean Ziegler, de não conhecer a realidade brasileira, o que é verdade. O sociólogo suíço é um socialista radical que há muito tempo critica o etanol como se não houvesse outras razões para o aumento dos preços. O presidente chegou a dizer que acusar a produção de biocombustíveis como responsável pelo aumento da inflação é “uma falácia, uma mentira deslavada”. Para Lula, os preços dos alimentos têm subido porque “os pobres do mundo começaram a comer”.
12. Por que não se pode culpar somente os biocom-bustíveis pela dos preços dos alimentos?
O que está acontecendo no mundo é um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de alimentos. Isso ocorre porque houve um crescimento explosivo da demanda entre os consumidores dos países emergentes, cuja renda per capita cresceu muito nos últimos três anos. Além disso, a oferta diminuiu devido às secas. Nos últimos três anos, houve secas tão profundas no sul do Brasil que perdemos 40 milhões de toneladas de grãos. O problema ocorreu também em outros países, como Austrália e Ucrânia. A diminuição da oferta e a demanda crescente tiveram como conseqüência imediata o aumento dos preços.


