
Quantas vezes, você já assistiu a um reality show na TV e quis dar um conselho ou criticar os participantes? O produtor Simon Fuller, criador do “American Idol”, ouviu as reclamações dos telespectadores e possibilitará em 2010 que eles sejam muito mais que apenas observadores passivos. Ele está por trás do novo híbrido TV/Web show chamado “If I Can Dream” (Se eu puder sonhar), que acompanhará a saga de 5 candidatos ao estrelato, enquanto tentam um lugar ao sol em Hollywood, Califórnia. A novidade é que o show será ao vivo online e, portanto, possibilitará aos espectadores comentar e interagir com os concorrentes através do MySpace, Twitter, Facebook e vários outros blogs em tempo real.
“Estou determinado a continuar a desafiar shows convencionais e assim ultrapassar as barreiras da indústria da diversão”, disse Fuller. “A próxima fronteira é o mundo através do vídeo de interação autêntica em tempo real. As experiências de “If I Can Dream” com a tecnologia permite pela primeira vez a criação de uma janela através da qual o espectador poderá experimentar a realidade de uma forma nunca antes imaginada”.
“Já é hora de o público ver a verdade atrás das câmeras e o que é necessário para lançar a carreira de jovens artistas que possuem o sonho de algum dia, por puro mérito, serem profissionais na indústria do entretenimento e conquistarem o reconhecimento que tanto desejam. Esta é a manhã de uma nova era”, acrescentou ele.
Entre os cinco participantes atuais, está a brasileira Giglianne Braga, 21 anos, natural de Goiânia, Goiás, residente no estado de New Jersey. Ela, aspirante a modelo, vive nos Estados Unidos desde os 5 anos de idade com a mãe no Estado Jardim e sonha um dia brilhar nas passarelas do mundo, como ocorreu com as conterrâneas Gisele Bündchen e Adriana Lima.
“Não sei se um dia conseguirei ser tão boa quanto a Gisele Bündchen ou a Adriana Lima, mas vou perseguir isso”, disse a brasileira na página eletrônica Terra.
Na luta por seu sonho, Giglianne ficará em uma casa vigiada 24 horas por dia através de uma câmera de vigilância, juntamente com os 4 companheiros que sonham seguir carreira no cinema e na música.
Além do acesso online, a série também apresentará elementos que estarão disponíveis na rádio, TV e telefones celulares, que terão acesso livre 24 horas na página eletrônica: www.IfICanDream.com. A reprise do programa estará disponível internacionalmente no website: www.Hulu.com no final de cada semana.
Publicações em Blogs e mensagens de vídeos da audiência permitirão aos candidatos testar novas idéias, treinar e se apresentar para “uma audiência ao vivo à qualquer hora, enquanto novos aspirantes e participantes são apresentados e uma nova comunidade se forma em torno do show, segundo seus produtores. Além disso, os participantes poderão ser substituídos por novos aspirantes, que serão escolhidos pelo público através de um processo de audição aberto.
Marcado para iniciar em 2009, na ocasião, o show foi descrito como “uma nova geração na indústria de entretenimento pós-realidade”, entretanto, começará em março desse ano e poderá ser acompanhado online através da página eletrônica: www.ificandream.com.

Ronald Salahuddin, 59 anos, ex-auxiliar do Prefeito de Newark, Cory A. Booker, foi oficialmente acusado na última quinta-feira (18) de favorecer uma companhia de caminhões com contratos municipais, segundo documentos apresentados na Corte. O réu enfrenta as acusações de extorsão, conspiração, tentativa de extorsão e suborno.
A empresa S. Cooper Brothers Trucking recebeu mais de US$ 1 milhão em contratos municipais entre 2006 e abril de 2009 por demolições, recolhimento de entulho e limpeza de ruas, segundo arquivos públicos. O proprietário da companhia, Sonnie Cooper, também foi acusado.
Slahuddin estava entre os primeiros indicados por Booker, depois que ele foi eleito em 2006 e prometeu livrar a cidade da corrupção. O réu também ocupou o cargo de diretor do Centro de Detenção Juvenil do Condado de Essex. Como prefeito interino de segurança pública, ele ocupou posição fundamental no combate ao crime promovido por Booker. Ele alegou problemas de saúde quando deixou o cargo em julho de 2009.
Também em julho, outros 2 membros da administração Booker também foram acusados em circunstâncias distintas. Marilyn Gaynor e Mauro Jacome foram acusados de utilizar funcionários municipais para reformar a casa de Gaynor em Newark. Ambos assumiram a culpa em outubro do ano passado.

No último domingo (21), o empresário Peter Pantoliano realizou uma campanha de angariação de fundos nas instalações do Adega Grill, no coração do Bairro do Ironbound, em Newark – NJ. O evento visou arrecadar verba para patrocinar a candidatura de Peter ao posto de vereador da Zona Leste do município.
Pantoliano recebeu um grande número de apoiadores que lotaram o estabelecimento durante a campanha, que durou aproximadamente 2 horas. Durante seu discurso, ele destacou as razões pela candidatura e seu compromisso com o público.
“A Zona Leste precisa de um representante que esteja em sintonia com a comunidade, um que trabalhe com eles na busca de soluções e apresente resultados, não um obstáculo que coloque interesses próprios no lugar do serviço público”, disse Pantoliano sob aplausos. “Estou concorrendo porque acredito que os residentes da Zona Leste merecem um vereador que coloque os interesses da comunidade em primeiro lugar”.
Moradores brasileiros, portugueses, afro-americanos, ítalo-americanos, hispânicos, poloneses, idosos e jovens demonstraram apoio e contribuíram para a campanha de Pantoliano. O carisma do empresário contagiou o salão do Adega com um senso de otimismo sobre sua visão de liderança. Ele agradeceu pessoalmente cada apoiador e prometeu ser o porta-voz de suas frustrações contra o candidato oponente, o luso-americano Augusto Amador.
“Precisamos de mais policiais patrulhando nossas ruas para garantir a segurança de nossa comunidade. Precisamos de um novo East Side High School com recursos e instalações que preparem nossas crianças para competir na economia do século 21. Precisamos de áreas verdes adicionais, não somente alguns painéis solares e promessas vazias”, acrescentou ele, numa clara referência às alegações de seu oponente sobre a criação de uma área verde adicional na Zona Leste. “O trabalho que está marcado para ocorrer em 2010 é o trabalho que deveria ter começado há muito tempo atrás”, concluiu ele.

As Aventuras de Zé Brasil & Tião Mineiro”, uma publicação em português que visa informar os imigrantes sobre a importância da realização do censo a cada 10 anos
Inspirados pelo popular senso de humor e criatividade do povo brasileiro, representantes do Censo 2010 esperam que um pouco de alegria e descontração levem à contagem mais apurada. Em virtude disso, o Boston Regional Census Center lançou recentemente o gibi “2010 Census: As Aventuras de Zé Brasil & Tião Mineiro”, uma publicação em português que visa informar os imigrantes sobre a importância da realização do censo a cada 10 anos.
Ao longo do mês de fevereiro, jornais e revistas comunitários distribuirão o gibi nas regiões de Framingham e Marlborough (MA) e, então, novamente em março. As igrejas que, por ventura, apresentem congregação predominantemente brasileira também distribuirão a publicação de 16 páginas.
Os personagens Zé Brasil e Tião Mineiro são figuras populares entre os leitores dos jornais brasileiros na região de Bay State. Criados pelo cartunista brasileiro Daniel Nocera, radicado em Boston (MA), ambos representam dois imigrantes ilegais que moram em Massachusetts em 2005.
Os desenhos em quadrinhos, publicados semanalmente no Metropolitan Brazilian News e A Notícia na área da Nova Inglaterra, assim como o The Brazilian News em London e o The Brazil News em Toronto, Canadá, retrata de forma bem humorada os desafios enfrentados pela dupla devido à inabilidade de falar inglês e a falta de documentação. Utilizando situações como não saber em que estação descer no trem “T” ou lidar com um senhorio inescrupuloso, Nocera disse que tenta retratar a realidade, mas também fazer os leitores refletirem e rirem.
A temática do Censo faz parte de uma extensão das histórias em quadrinhos “que utilizam um humor suave e criatividade como ferramentas para divulgar as mensagens”
“Estamos tentando alcançar todos”, disse Alexandra Barker, especialista em mídia do US Census.
“Acredito que muitos brasileiros irão se identificar com meus personagens”, disse ele.
A temática do Censo faz parte de uma extensão das histórias em quadrinhos “que utilizam um humor suave e criatividade como ferramentas para divulgar as mensagens”.
“Há três histórias curtas e três jogos, todos envolvendo mensagens relativas às principais mensagens do Censo: É fácil, importante e confidencial”, disse Nocera, que foi reconhecido como melhor cartunista brasileiro fora do Brasil em 2008 e 2009. No gibi, Zé Brasil e Tião Mineiro recebem a visita de um agente do Censo e todos conversam sobre coisas que podem ser melhoradas, como escolas e hospitais, baseado em uma contagem apurada do Censo.
“Esse gibi é uma ferramenta importante para atingirmos essa parte da população que é difícil de ser contada e representa a maior comunidade estrangeira na região de Boston”, disse Barker.
“Queremos ser culturalmente sensíveis, não tanto burocratas”, disse ela.
Realizado a cada década, determinado pela Constituição dos Estados Unidos, o Censo conta todas as pessoas que vivem no país, independente de seu status migratório. Os números são utilizados para determinar assentos no Congresso, colégios eleitorais, ajuda federal e patrocínios em programas governamentais.
“Senti-me honrado em ser convidado para desenvolver um projeto com a equipe do Censo e ajudá-los a divulgar a mensagem”, disse Nocera.
O Censo começou mês passado na região rural do Alaska e a maioria do país receberá os formulários via correios a partir de 15 de março. O esforço local de alcançar os brasileiros é uma das várias estratégias utilizadas pelo U.S. Census Bureau.
O Governo já gastou US$ 2.5 milhões em propagandas durante o Sunday’s Super Bowl e serão veiculados anúncios na televisão durante a Olimpíada de Inverno e o Daytona 500, além de mensagens através do Facebook, Myspace, Twitter e YouTube.
“Definitivamente, planejo utilizar a mídia social”, disse Baker. “Temos uma conta regional e nacional do Facebook e temos uma conta no Twitter”.
Escolas e universidades também fazem parte do programa de alcance do Census Bureau. “Os estudantes universitários são difíceis de serem contados”, disse Baker.
Na região da Nova Inglaterra, os parceiros brasileiros do Censo 2010 incluem A Notícia, A Semana, Apostolado Brasileiro, Assistência Total Brasileira, Brazilian Times, Central do Trabalhador Imigrante Brasileiro, Comunidade News, Grupo Mulher Brasileira, Jornal dos Sports, Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers, Massa! Magazine, O Favorito.com, O Metropolitan, Rede de Pastores Brasileiros, The Brazilian Magazine e Tribuna CT.
Informações mais detalhadas sobre o Censo 2010 podem ser obtidas na página eletrônica: www.census.gov
Na última quarta-feira (30), o Prefeito Donald Cresitello aunciou que assinou e enviou um documento oficializando o pedido da Prefeitura de Morristown, New Jersey, de participar de um programa federal que concede poderes migratórios ao Departamento de Polícia local. Entretanto, o prefeito eleito, disse que tal documento não possui valor algum.
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Com apenas 1 dia a mais no cargo, Cresitello selou sua legacia solicitando fazer parte do programa 287 (g), e pediu que advogados revizassem e enviassem o documento às autoridades. O programa permite que a polícia local iniciasse processos de deportação contra imigrantes ilegais envolvidos em crimes sérios.
“Cumpri minha obrigação em inscrever Morristown no programa”, disse Cresitello. Tim Dougherty, o futuro prefeito, respondeu “bom para ele” e manteve sua oposição ao programa.
“Eu não apoio o 287 (g). É apenas um pedaço de papel. Não significa nada”, disse Dougherty. “No dia 1 de janeiro, passei a ser o prefeito de Morristown. Donald Cresitello não é mais o prefeito”.
Cresitello disse que o programa “é uma boa ferramenta para o cumprimento das leis” para o Departamento de Polícia de Morristown, entretanto, reconheceu que depdenderá de Dougherty e da futura administração a participação no programa.
“Espero que ele revise a política e reconsidere sua decisão”, disse Cresitello com relação a Dougherty. “desejo-lhe o melhor, boa sorte e que ele se divirta”.
Tim Dougherty, o atual prefeito do município de Morristown, disse ter encontrado oposição quando buscou o apoio do sindicato dos policiais, que formou um comitê em setembro do ano passado para avaliar se a polícia local deveria participar do programa.
O detetive Daniel Widdis, presidente do sindicato PBA Local 43, não comentou o assunto.
Ativistas defensores dos imigrantes disseram que o programa prejudicaria as relações entre a polícia local e a comunidade latina. Diana Mejia, co-fundadora do Wind of Spirit Immigration Resource Center em Morristown, disse que os latinos evitariam cooperar com a polícia devido ao medo de deportação, contra eles, entes queridos ou amigos.
Inicialmente, o programa sofreu críticas de um órgão investigativo do Congresso, o General Accountability Office (Departamento de Responsabilidade Geral), por falhar em supervisionar os órgãos participantes no programa.
Em maio, investigadores governamentais disseram que, em alguns casos, policiais que receberam o direito de agir como agentes de imigração prenderam um grande número de imigrantes por infrações pequenas, durante um esforço de livrar as comunidades daqueles que se encontram ilegalmente nos Estados Unidos.
O Departamento de Polícia de Morristown, o Escritório do Xerife do Condado de Monmouth e o Departamento Penitenciário do Condado de Hudson estão entre os órgãos aceitos de participarem no programa em toda a nação.
Leonardo Ferreira

O número de brasileiros presos ao tentar cruzar a fronteira entre os Estados Unidos e México caiu de 31 mil em 2005 para menos de 1 mil em 2008, como resultado do aumento da segurança na fronteira e a crise financeira. O dramático declínio de 97%, de 31.063 para 977 pessoas, parte de uma pesquisa realizada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS), indica uma queda por 3 anos consecutivos no número total de prisões. O estudo revelou que em todos os EUA, as detenções na fronteira totalizaram 723.840 em 2008, sendo o número mais baixo desde 1976, em contraste com o pique de 1.676.000 pessoas registrado em 2000.
Para Alan Marcus, professor da Towson University em Maryland, especializado em imigração brasileira aos Estados Unidos e seus efeitos em ambos países, os números atuais são reveladores.
“É um reflexo de que os brasileiros não estão buscando mais os Estados Unidos”, disse Marcus que visitou Framingham (MA) durante seus estudos. O município possui uma significante população de brasileiros, legais e ilegais. Existem atualmente aproximadamente 10 mil brasileiros na região do MetroWest e talvez 5 mil na área de Milford, segundo ativistas defensores dos imigrantes.
“Os rumores são que muitos brasileiros que vivem aqui estão voltando porque não há mais nada para fazer aqui”, disse ele. “As pessoas estão solicitando menos serviços de limpeza de casas e sem os empregos na construção civil, os brasileiros não conseguem sobreviver aqui”.
Os primeiros sinais de declínio ocorreram em 2006, quando o número de brasileiros presos na fronteira despencou de 31 mil no ano anterior para 1.460. A queda foi resultado da política que permitia que os agentes deportassem os imigrantes ao invés do tradicional “pega e solta” e a exigência de vistos para brasileiros que, por ventura, viajassem ao México. A ação foi posta em prática pelo Governo mexicano, sob pressão dos EUA.
Mesmo assim, isso não indica a inexistência de brasileiros que tentam entrar ilegalmente no país, disse Marcus. Embora seja verdade que poucos estão vindo, muitos deles tentam novas rotas pela Guatemala, Cuba e Bahamas.
Para Jessica Vaughan do Center for Immigration Studies, um grupo de apoio às restrições migratórias, a queda nos números representam boas novas. A crise econômica norte-americana possui um papel importante em evitar que as pessoas entrem ilegalmente no país, disse ela, mas o declínio tem mais a ver com o aumento da segurança. Ela alegou que a contratação de mais agentes, a construção de cercas ao longo da fronteira e a mudança na política; “tudo isso valeu à pena”, afirmou ela.
“Com menos oportunidades de trabalho, as pessoas tendem a vir menos de forma ilegal”, disse Vaughan, residente em Franklin (MA). “É melhor para as pessoas ficarem em casa e é melhor para a maioria das vizinhanças norte-americanas receber as pessoas de forma legal que ilegalmente. Em tempos de crise econômica, é melhor ter menos fluxo migratório”, defendeu ela.
Para ela, a queda na quantidade de prisões na fronteira reflete a diminuição do número de pessoas que tentam entrar ilegalmente nos EUA. O número de indivíduos detidos pela Patrulha da Fronteira caiu 17% entre 2007 e 2008.
Em 2008, os mexicanos representaram 91% das prisões, seguido de Honduras (2.7%), Guatemala (2.3%) e El Salvador (1.8%). Os realizadores da pesquisa frisaram que entre 2005 e 2008 a porcentagem de pessoas presas oriundas do Brasil, Honduras e El Salvador “caiu substancialmente”.
É uma mudança impressionante, disse Marcus, devido ao fato que em anos recentes os brasileiros estavam entre as populações de ilegais que mais cresciam na nação. Uma pesquisa anterior realizada pelo DHS entre 2000 e 2006, revelou que as maiores porcentagens foram verificadas entre os indianos (125%), Brasil (110%) e Honduras (75%).
Leonardo Ferreira

Na última quarta-feira, 4 de março, às, 9 horas da noite, o drama vivido por David Goldman, que há 4 anos e meio tenta reconquistar a guarda do seu filho, Sean Goldman, de 8 anos, levado pela mãe ao Brasil, foi destaque no Larry Show. O programa é o mais antigo exibido pela CNN.
Quando a ex-esposa de David, Bruna Bianchi Ribeiro e seu filho Sean embarcaram num avião no Newark Liberty International Airport em junho de 2004, ele planejava juntar-se a eles uma semana depois no Rio de Janeiro. Dias depois, durante uma ligação telefônica feita por Bruna ele é informado que a relação havia acabado e que ela queria o divórcio. Bruna informou-lhe que ficaria de vez no Brasil, sua terra natal, juntamente com seu filho.
A partir dessa ligação, a família Goldman tornou-se conhecida como mais um caso de rapto internacional de menores por seus pais ou responsáveis. A disputa pela guarda do menor continua nas Cortes brasileiras e norte-americanas e recentemente atingiu os níveis mais altos da administração do Presidente Barack Obama.
Em fevereiro desse ano, David viu seu filho somente uma vez, desde que a criança enbarcou naquele fatídico vôo para o Brasil há cerca de 4 anos e meio. Entretanto, ele nunca mais viu Bruna, que morreu de complicações pós-parto durante o nascimento de sua filha, fruto do segundo casamento com o famoso advogado carioca João Paulo Lins e Silva, que a representava no caso contra o ex-marido.
O incidente vem estremecendo as relações diplomáticas entre o Brasil e Estados Unidos e, provavelmente, fez parte da agenda quando a Secretária de Estado Hillary Rodham Clinton e Celso Amorin, Ministro do Exterior do Brasil, encontraram-se antes da reunião entre os presidentes Barack Obama e Luis Inácio Lula da Silva, marcada para 17 de março, terça-feira.
O ponto básico da polêmica, é que o Brasil faz parte das nações integrantes da Convenção de Haia, um acordo destinado a resolver casos de rapto internacional de menores por seus pais ou responsáveis.
“Se a disputa envolvesse a recuperação de um artefato ou documento histórico, seria triste mais até aceitável que demorasse tantos anos para ser decido nas cortes”, comentou Bernard Aronson, ex-assistente da Secretaria de Estado para Assuntos Inter-Americanos, que tem assistido David Goldman. “Entretanto, estamos lidando com uma criança que vem sendo privada de seu contato com o pai por quatro anos e meio. O tempo é o inimigo”.
Apesar do aparente silêncio por parte dos veículos de comunicação no Brasil, o caso tem ganhado espaço na mídia no exterior, além de páginas eletrônicas no Facebook, MySpace e o web site: BringSeanHome.org, que foi desenvolvido e criado por amigos de David e voluntários. Duas resoluções estão pendentes no Congresso exigindo que o Governo Brasileiro repatrie Sean.
David Goldman conheceu sua ex-esposa quando atuava como modelo fotográfico em Milão, Itália, em 1997; onde ela estudava moda. Eles casaram-se em 1999 e fixaram residência em Tinton Falls, New Jersey, próximo ao litoral. Ela deu à luz a Sean em 2000.
David Goldman, 42 anos, que atualmente trabalha como capitão de um navio de pesca, corretor imobiliário e modelo, alegou não ter a mínima idéia que sua esposa estava infeliz até que ela ligou em 20 de junho de 2004, exigindo o divórcio e custódia de Sean. “Não tinha a menor idéia”, disse ele. Em agosto de 2004, um juiz da Corte Superior de New Jersey determinou que os esforços de Bruna Goldman em manter Sean no Brasil eram “errados”, então, ele ordenou a repatriação imediata do menino.
Entretanto, a pressão dos Estados Unidos não surtirá efeito. A opinião é do advogado da família brasileira do menino, Carlos Eduardo Martins, ouvido pela colunista Mônica Bergamo. A entrevista foi publicada na Folha de São Paulo na última sexta-feira (6). Para o defensor, o fato de o garoto já estar adaptado ao Brasil e à família brasileira é motivo suficiente para mantê-lo no país.
No início de setembro, após Bruna não ter obedecido a órdem do juiz norte-americano, o advogado de David notificou o Escritório de Assuntos Infantis do Departamento de Estado, que auxilia cidadãos norte-americanos em casos de rapto internacional infantil. Os Estados Unidos e Brasil estão entre os 68 países que assinaram um acordo, conhecido como Convenção de Haia, que provê mecanismos entre os países participantes para resolver casos de raptos de crianças.
David também acionou judicialmente o Brasil pela repatriação de Sean, utilizando como base a Convenção de Haia. Em outubro de 2005, um juiz federal do Rio de Janeiro, Fábio Tenenblat, escreveu numa decisão que a “transferência ou retenção do menino no Brasil ocorreu ilegalmente”, segundo as leis de New Jersey.
Entretanto, Tenenblat citou uma cláusula da Convenção que permite que uma autoridade judicial decida que a criança permaneça no segundo país, caso “seja comprovado que o menor esteja habituado no novo meio-ambiente” se já passaram mais de 1 ano desde a data do rapto e o início de uma ação legal no segundo país.
Sean atendeu uma das melhores escolas do Rio de Janeiro, tinha inúmeros amigos e era “uma criança normal e feliz”, disse Tenenblat, e, por isso, autorizou que Bruna Goldman permanecesse com Sean.
Os advogados de David apelaram junto à Corte Suprema Federal do Brasil, alegando entre outros pontos que a ação baseada na Convenção de Haia havia sido iniciada dentro de 1 ano após o rapto de Sean, disse Patrícia Apy, advogada em New Jersey.
Durante a batalha pela custódia da criança, Bruna conseguiu o divórcio no Brasil e casou-se com o advogado que a representava, João Paulo Lins e Silva. Em agosto de 2008, com o caso ainda pendente na Corte Suprema Federal, ela morreu durante o parto da primeira filha do casal. Dias depois, David Vôou ao Brasil para assumir a custódia do filho, entretanto, a Vara de Família havia concedido a custódia de Sean a Lins e Silva sob a alegação de “garantir o desenvolvimento pessoal e emocional de Sean. Além disso, a Corte negou o pedido de David de visitar o próprio filho.
Goldman disse que já viajou 8 vezes ao Brasil. “Basicamente, sempre levo com a porta na cara e sou mandado de volta para casa”, disse ele.
Atualmente, existem cerca de 50 casos, baseados na Convenção de Haia, envolvendo crianças levadas dos Estados Unidos ao Brasil, revelou o Departamento de Estado.
No próximo 23 de janeiro, sábado, das 2:00 pm às 4:00 pm, o Projeto Mantena Global Care dará início à sua 1º Turma de Alfabetização em Hebraico Nível 1. As aulas serão ministradas em português pelo instrutor e jornalista carioca Leonardo Ferreira, membro do Templo Beth-El de Jersey City. Durante o curso, os alunos aprenderão a ler e escrever o alfabeto semita bíblico, também conhecido como “quadrático” (em virtude do formato das letras), composto de 26 consoantes (sem vogais). No final das aulas, serão emitidos certificados de conclusão do curso. Leonardo frisou que, apesar de o Hebraico ser uma língua bíblica, trata-se basicamente de um curso de idioma, portanto, estando aberto às pessoas de qualquer religião ou denominação cristã. Posteriormente, será ministrada a 1º Turma de Alfabetização em Hebraico Nível 2, na qual os alunos aprenderão a forma cursiva da escrita hebraica.
O Hebraico pertence ao variado grupo semita e seus correlatos. Extintos, mortos ou ainda falados, temos o Hebraico, Egípcio, Copta, Aramaico, Persa e Árabe, além dos dialetos: Galilaico, Caldaico; idiomas falados desde a antiguidade no Crescente Fértil do Oriente Médio, modernos Iraque, Síria, Líbano, Israel, Jordânia e a península da Arábia. Tais povos saíram da península arábica em torno de 4 mil anos A. E. C. (Antes da Era Comum) e espalharam-se pelo Oriente Médio.
Este grupo de idiomas (Semitas) vem a ser um dos mais antigos, talvez o mais ancestral continuamente falado por grupos humanos desde o período Neolítico (Idade da Pedra). O nome “Semita” provém de “Sem”, filho de Noé, segundo a etnografia israelita (Genesis Cap. 10), na qual grupos e povos são caracterizados por pessoas e filiações.
Para informações mais detalhadas e matrículas na 1º Turma de Alfabetização em Hebraico Nível 1, falar com a coordenadora Solange Paizante através do tel.: (973) 344-1644 ou pessoalmente na 109 Monroe St., Suite 202/203, em Newark (NJ).

Na última segunda-feira (4), o Comitê da Assembléia de New Jersey aprovou um projeto de lei que permite que imigrantes ilegais residentes em New Jersey tenham direito a desconto nas mensalidades das universidades. A decisão foi tomada após horas de testemunhos emocionados.
Oponentes da proposta alegaram que ela vai contra leis federais e que evitará que as universidades recebam a verba paga por alunos residentes fora do estado, entretanto, ativistas defensores dos imigrantes responderam que ela trará novos alunos que de outra forma nunca poderiam estudar. O Comitê de Apropriações da Assembléia votou 7 contra 4 para mover o projeto de lei à Assembléia plena e reiniciar a votação ontém, 5 de janeiro.
Caso a proposta seja aprovada e assinada pelo governador, os imigrantes que vivem ilegalmente no país teriam direito à “in-state tuition”, desde que tenham completado o Ensino Secundário ou equivalente em NJ.
O Escritório de Serviços Legislativos, um grupo não partidário que trabalha para a legislatura, disse que a proposta não custará dinheiro ao Governo, entretanto, alguns legisladores disseram não poder ver como isso será possível. O membro da Assembléia Richard Merkt (R-Morris) alegou ser “ingênuo” pensar assim e Herb Conaway (D-Burlington) disse ter conversado com presidentes de universidades que previram um impacto fiscal.
Na última segunda-feira (4), dezenas de estudantes realizaram uma manifestação em frente do Comite da Assembléia para testemunhar e demonstrar seu apoio ao projeto de lei. Alguns deles não forneceram seus nomes completos e foi solicitado à imprensa para não fotografar seus rostos.
Cid Wilson, vice-presidente do conselho da presidência do Bergen Community College, disse que a proposta não custará à universidades como a dele mais dinheiro.
“Antes de tudo, haverão mais benefícios para as instituições de ensino”, disse ele, “porque muitos dos custos são maiores, custos fixos que não aumentam com cada aluno adicional”. Ele disse que o “grande volume” de alunos ilegais nas universidades tem brilhado e destacado-se, além de pagar impostos através de aluguéis, compras e o imposto de renda.
Os apoiadores defenderam que os alunos não deveriam ser punidos pelas ações dos pais.
Uma das apoiadoras do projeto de lei, Valerie Vainieri Huttle (D-Bergen), argumentou que ele simplesmente permitiria a igualdade no pagamento das mensalidades para alunos que vivem o mesmo tempo, as vezes mais, que outros alunos que recebiam descontos por residir no Estado Jardim.
“Acho que tem tudo a ver com justiça e oportunidade”, comentou Vainieri. “Não estamos abrindo mão de nada, estamos apenas tornando igual”.
Os oponentes também defenderam que trata-se de justiça; para as pessoas que vivem legalmente no país.
“Um jovem residente no sul da Philadelphia ou no sul do Bronx, que é cidadão norte-americano, pagará uma mensalidade mais alta que alguém, digamos, da Arábia Saudita e que não está aqui legalmente”, disse Merket. “Não sei como um legislador, que fez o juramento de obedecer a Constituição dos Estados Unidos, pode dizer que ignorará as leis federais e provêr um subisídio a jovens que estão aqui por burlarem a lei”.
Atualmente, 10 estados, incluindo New York, Texas, Califórnia e New México, permite que imigrantes ilegais paguem “in-state tuition”.

O evento terá lugar no Secretariat South Lobby na sede das Organizações das Nações Unidas, em Manhattan -O evento terá lugar no Secretariat South Lobby na sede das Organizações das Nações Unidas, na esquina da 41st St. com a 1th Avenue, em Manhattan (NY). No próximo 30 de outubro, sexta-feira, das 6:00 pm às 9:00 pm, será realizada uma recepção.
O presidente do Clube de Língua Portuguesa das Nações Unidas, Wagner Santiago, orgulhosamente apresenta a exposição "Tributo a Villa-Lobos, exposição coletiva com a curadoria, produção e organização dos artistas plásticos brasileiros Alcinda Saphira, Renê Nascimento e Antonio Oliveira. O evento tem o objetivo de homenagear um dos mais expressivos e importantes nomes da história da música nas Américas.
"Tributo a Villa-Lobos", como o próprio título o define, é um tributo ao excepcional compositor clássico brasileiro Heitor Villa-Lobos, autor da famosa série de sinfonias conhecidas como "Bachianas" e um catalisador das inúmeras nuances culturais do Brasil, um país quase continente. A exposição utiliza diversas vertentes das artes para expressar a singular brasilidade de Villa-Lobos. Para isso, artistas plásticos, músicos e cantores se "deixaram impregnar" pela força majestosa da natureza da Floresta Amazônica, e também pela universalidade do espírito do compositor visionário, que freqüentemente utilizava sons da mata, de rituais indígenas, ritmos africanos, cantigas folclóricas, choros, sambas e outros gêneros presentes no cotidiano dos rincões mais genuínos da terra 'brasilis'. O resultado de toda essa pesquisa musical, é uma textura artística original e de vanguarda. Com o passar dos anos, sua obra foi adquirindo cada vez mais importância no meio cultural e musical, a ponto de - tão original e antropofágico - Heitor Villa-Lobos vir a ser considerado um dos primeiros tropicalistas da história da música brasileira.
A exposição coletiva inclui 60 obras de artistas plásticos brasileiros, descendentes de índios e portugueses, que apresentam diferentes técnicas e estilos para construir um painel multifacetado da 'brasilidade', sentimento que tanto influenciou Villa-Lobos. São pintores e escultores reconhecidos internacionalmente, que prestam homenagem ao revolucionário compositor brasileiro. O renomado Ferjó (óleo sobre tela), Artur Moreira (esculturas funcionais), Alexandre Emmanuel (óleo sobre madeira), Arnaldo Garcez (acrílica sobre tela), Flory Menezes (esculturas de bronze), Arlete Costa (pastel), Ed Ribeiro (óleo automotivo sobre tela), Astride Rosa (óleo sobre tela), Cássia Maia (pintura em seda), Íris Álvares (pastel), Deborah Costa (trabalho em tecido), Luciano Lima (técnica mista), Cila Santos (óleo sobre tela),Junia d'Affonseca (trabalho em papel), Isabel Amaro (óleo sobre tela), Ricardo Nascimento (trabalho em tecido), Shizue (acrílica sobre tela), Sandra Romano (óleo sobre tela), Maria Antônia (pintura em fibra de bananeira), D. Finotto (óleo sobre tela), Laila Guimarães (óleo sobre tela), Lucia Tolentino (acrílica sobre tela), Czanotti (óleo sobre tela), e Ce Granito (óleo sobre tela). Além desses artistas, a exposição coletiva "Tributo a Villa-Lobos" tem a honra de contar com a participação especial do IDC - Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura Amazônicas que traz obras - em marchetaria e acrílica sobre tela - realizados por índigenas-descendentes de oito etnias da Amazônia (Duhigo; Dhiani Pa'saro; Sanipã; Too Xac Wa; Yupury; Tchanpan; Kawena e Iwiri-Ki).
O evento também contará com as participações especiais da cantora lírica Caroline Braga, do tenor Dennis Hurtado, da pianista Lívia Sandoval e do violinista Daniel Duarte que Interpretarão composições de Villa-Lobos no dia do vernissage. A exposição conta com o apoio de Valter Carvalho - Argumenta Filmes, Vita Coco, BEA - Brazilian Endowment for the Arts, Carlos Falchi e Seabra's Supermarkets.
Mais informações: alcindas@aol.com