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Após ameaça, Senado aprova 27 nomeações de Obama

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February 12, 2010, 10:04 am
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Por Patricia Zengerle WASHINGTON (Reuters) - Os republicanos acabaram confirmando na quinta-feira 27 nomea?es do presidente Barack Obama para cargos p?blicos, depois de a Casa Branca ter amea?ado usar as "nomea?es de recesso", que prescindem do aval d

Por Patricia Zengerle


WASHINGTON (Reuters) - Os republicanos acabaram confirmando na quinta-feira 27 nomeações do presidente Barack Obama para cargos públicos, depois de a Casa Branca ter ameaçado usar as "nomeações de recesso", que prescindem do aval do Senado.
Por Patricia Zengerle


WASHINGTON (Reuters) - Os republicanos acabaram confirmando na quinta-feira 27 nomeações do presidente Barack Obama para cargos públicos, depois de a Casa Branca ter ameaçado usar as "nomeações de recesso", que prescindem do aval do Senado.

Obama se disse satisfeito com as confirmações, mas lembrou que 63 indicados seus ficaram parados no Senado, alguns durante meses. Afirmou ainda que continua disposto a usar o mecanismo das nomeações de recesso, que são temporárias e duram apenas até o final do ano, caso a bancada republicana mantenha as obstruções.

"No começo da semana, um incrível (número de) 63 indicados estava parado no Senado, porque um ou mais senadores deixaram sua indicação em suspenso", disse Obama em nota.

"Embora (a aprovação de 27) seja um bom primeiro passo, ainda há dúzias de indicações em suspenso que merecem uma votação similar, e estarei esperando ação do Senado quando ele voltar do recesso", disse Obama, referindo-se à paralisação de Washington durante uma semana por causa do feriado do Dia do Presidente.

Obama afirmou que em muitos casos as indicações param não por razões políticas, mas porque algum senador quer verbas para projetos no seu Estado "ou simplesmente frustrar o progresso". "É precisamente esse tipo de tática que enfurece o povo americano", afirmou.

Entre os confirmados estão Caryn A. Wagner, para a Subsecretaria de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Doméstica, Douglas B. Wilson, como secretário-assistente de Defesa, e Mary John Miller, como secretária-assistente do Tesouro para Mercados Financeiros.

Obama e outros democratas têm criticado as obstruções dos republicanos, que reagem dizendo que seus rivais fizeram o mesmo com os indicados do ex-presidente George W. Bush. Observadores políticos dizem, no entanto, que no mandato anterior houve apenas alguns casos de indicações retidas, em vez das dezenas do governo Obama.

Pelo regimento do Senado, um senador pode paralisar uma indicação sem citar motivos. O republicano Richard Shelby, por exemplo, parou o processo de indicação de dezenas de funcionários por causa de dois projetos de segurança e defesa que poderiam criar empregos no seu Estado, o Alabama. Shelby retirou nesta semana essa sua obstrução generalizada.

Na terça-feira, Obama avisou ao líder republicano no Senado, Mitch McConnell, que, se as obstruções não parassem, ele usaria as "nomeações de recesso", que são feitas quando o Senado está de férias.
Afirmou ainda que continua disposto a usar o mecanismo das nomeações de recesso, que são temporárias e duram apenas até o final do ano, caso a bancada republicana mantenha as obstruções.

"No começo da semana, um incrível (número de) 63 indicados estava parado no Senado, porque um ou mais senadores deixaram sua indicação em suspenso", disse Obama em nota.

"Embora (a aprovação de 27) seja um bom primeiro passo, ainda há dúzias de indicações em suspenso que merecem uma votação similar, e estarei esperando ação do Senado quando ele voltar do recesso", disse Obama, referindo-se à paralisação de Washington durante uma semana por causa do feriado do Dia do Presidente.

Obama afirmou que em muitos casos as indicações param não por razões políticas, mas porque algum senador quer verbas para projetos no seu Estado "ou simplesmente frustrar o progresso". "É precisamente esse tipo de tática que enfurece o povo americano", afirmou.

Entre os confirmados estão Caryn A. Wagner, para a Subsecretaria de Inteligência e Análise do Departamento de Segurança Doméstica, Douglas B. Wilson, como secretário-assistente de Defesa, e Mary John Miller, como secretária-assistente do Tesouro para Mercados Financeiros.

Obama e outros democratas têm criticado as obstruções dos republicanos, que reagem dizendo que seus rivais fizeram o mesmo com os indicados do ex-presidente George W. Bush. Observadores políticos dizem, no entanto, que no mandato anterior houve apenas alguns casos de indicações retidas, em vez das dezenas do governo Obama.

Pelo regimento do Senado, um senador pode paralisar uma indicação sem citar motivos. O republicano Richard Shelby, por exemplo, parou o processo de indicação de dezenas de funcionários por causa de dois projetos de segurança e defesa que poderiam criar empregos no seu Estado, o Alabama. Shelby retirou nesta semana essa sua obstrução generalizada.

Na terça-feira, Obama avisou ao líder republicano no Senado, Mitch McConnell, que, se as obstruções não parassem, ele usaria as "nomeações de recesso", que são feitas quando o Senado está de férias.

Author: Paulo Martins
Paulo Martins is a graduate of the London School of Journalism. His writings concern the plight of man in a digital world and Environmental Issues. He is currently residing in Rio de Janeiro Brazil.
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